Parto prematuro: principais sinais, causas e o que fazer para preveni-lo

Não importa se é sua primeira gestação ou não, cada bebê que está para nascer traz muita alegria. Mas também algumas dúvidas, seja pela preocupação com a saúde do feto ou com o momento do parto. Isso porque quando acontece o parto prematuro, também chamado de pré-termo, os riscos ao desenvolvimento do pequeno aumentam consideravelmente.

O que é considerado parto prematuro?

Nada mais é do que o nascimento precoce do bebê, ou seja, antes da 37ª semana de gestação. O fato, inclusive, aumenta o risco de mortalidade infantil, principalmente entre os pequenos nascidos antes da 32ª semana.

De acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o Brasil é o décimo país do mundo em casos de prematuridade. “A própria Unicef e o Ministério da Saúde apontam que por volta de 11,7% dos partos realizados aqui acontecem antes do tempo ideal”, esclarece Alexandre Plaza, médico especialista em diagnóstico por imagem com atuação exclusiva em ultrassonografia.

A prematuridade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é dividida em três níveis segundo a idade gestacional do pequeno. São eles:

  • Prematuro moderado a tardio: 32 a 37 semanas de gestação;
  • Muito prematuro: 28 a 32 semanas de gravidez;
  • Extremamente prematuro: menos de 28 semanas de gestação.

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Sinais que indicam parto prematuro

Para identificar um trabalho de parto prematuro, é preciso estar atenta a possíveis sinais relacionados ao quadro. Assim, os principais são:

  • Náusea, vômito ou diarreia;
  • Cólicas no abdômen e/ou parecidas com as menstruais;
  • Corrimento vaginal com ou sem a presença de sangue;
  • Dor nas costas, mais especificamente na região lombar;
  • Vontade de urinar com mais frequência;
  • Contrações frequentes (a cada dez minutos)

Ao sentir qualquer um desses sintomas antes das 37 semanas de gestação, é fundamental que a grávida procure pelo seu obstetra para que possa ser avaliada corretamente.

Em suma, para confirmar o possível parto prematuro, o especialista pede um ultrassom vaginal para checar a medida do colo do útero. Além disso, ele pode solicitar a análise da secreção vaginal para verificar a presença de fibronectina fetal. Isso porque a aparição dessa proteína está diretamente relacionada com a chegada do bebê antes do tempo.

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“O parto corre o risco de ser prematuro. E agora?”

Caso o obstetra perceba que o parto caminha para acontecer antes do tempo, a intervenção médica se dá de duas formas. Por exemplo, se ele verificar que a gestante está apresentando sangramento vaginal e as membranas ao redor do feto se romperam, o indicado é deixar o trabalho de parto acontecer.

Já sem a presença desses dois indicativos, pode-se tentar desacelerar o processo. Assim, recomenda-se que a grávida faça repouso bem como ingira bastante líquido. Além disso, o especialista pode indicar medicações para reduzir as contrações e a dilatação uterina. Remédios para acelerar o desenvolvimento do feto também podem ser cogitados.

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As consequências de nascer antes do tempo

Em suma, bebês prematuros têm o seu desenvolvimento natural uterino interrompido. Desse modo, quando sobrevivem, passam por semanas e até meses internados na unidade de terapia intensiva neonatal até o crescimento adequado. No entanto, ao longo da vida, eles podem enfrentar consequências desse nascimento precoce, como:

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Quais são as possíveis causas deste tipo de parto?

Embora a ciência evolua cada vez mais em relação as descobertas voltadas à gestação, ainda não se sabe os exatos motivos que ocasionam a prematuridade. Inclusive, por mais que uma gravidez aconteça de forma saudável, isso pode não ser o suficiente para impedir que o bebê nasça antes do tempo.

O que se sabe, no entanto, é que existem fatores de risco que aumentam as chances da gestante viver um parto prematuro. Os principais citados pela comunidade médica são:

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É possível prevenir um parto prematuro?

A princípio, o médico destaca a importância de uma vida saudável na gravidez, sem uso de cigarro, álcool e drogas. Além disso, ele recomenda a suplementação de folato e de vitaminas, bem como o controle da pressão arterial e do diabetes. Por fim, é imprescindível fazer o acompanhamento pré-natal, bem como realizar todos os exames pedidos pelo obstetra.

“Com as ultrassonografias realizadas periodicamente durante a gestação, podemos identificar se há algum problema anatômico (seja no tamanho, na forma ou na textura das estruturas dos órgãos), além de acompanhar o bem-estar do bebê”, afirma o médico.

Ainda de acordo com o Dr. Alexandre, esse é um procedimento indispensável para identificar um possível nascimento prematuro. “A medida e a avaliação do colo uterino podem ser feitas por ultrassonografia transvaginal bem como por ultrassonografia morfológica do segundo trimestre”, finaliza o especialista.

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Fonte: Alexandre Plaza, médico especialista em diagnóstico por imagem com atuação exclusiva em Ultrassonografia pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de Medicina.

Referência:

Manual MSD

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