Parto prematuro: Principais causas e possíveis consequências

24 de setembro, 2021

Não importa se é sua primeira gestação ou não, cada bebê que está para nascer traz muita alegria. Mas também algumas dúvidas, seja pela preocupação com a saúde do feto ou com o momento do parto. Isso porque quando acontece o parto prematuro, também chamado de pré-termo, os riscos ao desenvolvimento do pequeno aumentam consideravelmente.

O que é considerado parto prematuro?

Nada mais é do que o nascimento precoce do bebê, ou seja, antes da trigésima sétima semana de gestação. O fato, inclusive, aumenta o risco de mortalidade infantil, principalmente entre os pequenos nascidos antes da trigésima segunda semana.

De acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o Brasil é o décimo país do mundo em casos de prematuridade. “A própria Unicef e o Ministério da Saúde apontam que por volta de 11,7% dos partos realizados aqui acontecem antes do tempo ideal”, esclarece Alexandre Plaza, médico especialista em diagnóstico por imagem com atuação exclusiva em ultrassonografia.

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Quais as possíveis consequências do parto prematuro?

Bebês prematuros têm o seu desenvolvimento natural uterino interrompido. Desse modo, quando sobrevivem, passam por semanas e até meses internados na unidade de terapia intensiva neonatal até o crescimento adequado. No entanto, as sequelas podem surgir ao longo da vida:

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Quais as causas?

Por mais que uma gestação aconteça de forma saudável, ela infelizmente não é capaz de impedir um parto prematuro. No entanto, existem fatores de risco:

  • Gestão de gêmeos, trigêmeos ou mais;
  • Problemas no colo do útero;
  • Certas infecções no período da gestação;
  • Doenças crônicas da mãe: diabetes e pressão arterial elevada, por exemplo;
  • Consumo de álcool, cigarro e drogas durante a gestação;
  • Ademais, quando já houve o parto prematuro em uma gestação anterior.

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Sintomas

Geralmente, o trabalho de parto prematuro começa de repente, mas pode apresentar os seguintes sintomas:

  • Náusea, vômito ou diarreia;
  • Cólicas no abdômen ou cólicas parecidas com as menstruais;
  • Vazamento de fluido da vagina;
  • Dor nas costas, mais especificamente na região lombar;
  • Contrações frequentes (a cada dez minutos).

É possível prevenir um parto prematuro?

O médico destaca a importância de uma vida saudável na gravidez, sem uso de cigarro, álcool e drogas. Além disso, ele recomenda a suplementação de folato e de vitaminas, bem como o controle da pressão arterial e do diabetes. Por fim, é imprescindível fazer o acompanhamento pré-natal, bem como realizar todos os exames pedidos pelo médico.

“Com as ultrassonografias realizadas periodicamente durante a gestação, podemos identificar se há algum problema anatômico (seja no tamanho, na forma ou na textura das estruturas dos órgãos), além de acompanhar o bem-estar do bebê”, afirma.

De acordo com ele, esse é um procedimento indispensável para identificar um possível nascimento prematuro. “A medida e a avaliação do colo uterino podem ser feitas por ultrassonografia transvaginal e por ultrassonografia morfológica do segundo trimestre”, explica.

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Fonte: Alexandre Plaza, médico especialista em diagnóstico por imagem com atuação exclusiva em Ultrassonografia pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de Medicina.

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