Dieta alcalina: O que é, como fazer e cardápio

5 de agosto, 2019

Emagrecer e eliminar as toxinas do organismo parece ser o desejo de muita gente – e essa é a promessa da dieta alcalina. Também conhecida como dieta do pH, ela surgiu originalmente como uma forma de combater pedras nos rins e infecções urinárias por meio da alimentação. Assim, rapidamente, o plano alimentar se espalhou e foi adotado por várias celebridades, como Victoria Beckham, Jennifer Aniston e Kirsten Dunst. 

Assim, a ideia da dieta é mudar os hábitos alimentares para manter o pH do corpo alcalino. Isso representa menos inchaço, retenção de líquidos e inflamações do corpo, principais causas do aumento de peso.

O termo pH significa potencial de hidrogênio e representa a concentração de íons de um elemento no fluido como o estômago. Mas, para que o organismo funcione de maneira equilibrada, segundo os defensores da dieta, é importante que o corpo esteja alcalino. Assim, para poder neutralizar os ácidos provenientes das reações, caso contrário podem ocorre interferências no metabolismo, desregulação do apetite, produção de radicais livres, retenção de líquidos, depósito de gorduras, em especial no abdômen e redução da liberação do hormônio da saciedade. 

O organismo funciona melhor em um pH levemente alcalino (entre 7,3 e 7,4). Ou seja, a boa notícia é que dá para equilibrar o pH de uma maneira rápida e fácil. Você precisa só de algumas mudanças na dieta para combater as células inflamadas, tornando-as alcalinas.

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Mas, para conseguir alcançar esse equilíbrio, a alimentação é importante. Ou seja, o ideal é que nas refeições 70% do prato seja de alimentos alcalinos e 30% de levemente ácidos. 

Como funciona a dieta alcalina

A dieta alcalina é basicamente vegetariana. Ou seja, composta por legumes e folhosas verde-escuras, como couve, couve-de-bruxelas, couve-flor, espinafre, brócolis, repolho, alho, cebola e agrião. Contudo, é indicado utilizar algumas proteínas ligeiramente ácidas para equilibrar o pH, tais como carnes brancas, ovos e arroz integral.

Além disso, não é permitido o consumo exagerado de carne vermelha, sal, bebida alcoólica, café e açúcar – grande vilão da maioria das dietas – assim como as frituras. Esses alimentos promovem acidez, e por consequência, reduzem o pH do organismo.

O que comer

Alimentos liberados

pH 7 (neutro): Água mineral

pH 8: Maçã, amêndoa, tomate, abacaxi, morango, cereja, pêssego, damasco, banana, laranja, pimentão, nabo, arroz selvagem, milho, soja, folhas verdes-escuras, aspargo, goiaba.

9: Abacate, abóbora, kiwi, melão, melancia, tangerina, tâmara, figo, manga, mamão, amora, uva, alface, berinjela, batata-doce, inhame, mandioca, gengibre, ervilha, lentilha, clara de ovo, salsa, maracujá, caqui.

pH 10 (muito alcalino): Couve, couve-de-bruxelas, couveflor, espinafre, brócolis, repolho, alcachofra, pepino, limão, lima, rabanete, agrião, cebola, sucos de vegetais, alho, alga.

Evite

pH 3 (muito ácido): Água com gás, refrigerante, energético, álcool, fritura, sal, açúcar refinado, comida enlatada, alimento embutido, cigarro.

4: Leite, creme de leite, queijo, manteiga, carne de porco, vinagre, massa, pipoca, cerveja, vinho, chápreto, torrada, picles, chocolate, nozes, adoçante, molho de tomate.

pH 5: Carne vermelha, café, suco de fruta com açúcar, pão branco, amendoim, trigo, arroz branco, maionese, doces e bolos de farinha branca, geleias, marmeladas.

6: Ovo, peixe, frango, fígado, feijão, leite de soja, chá, arroz integral, aveia, mel, cenoura, flocos de milho, farinha de trigo integral, ketchup, batata, molho de soja.

Benefícios da dieta alcalina

A dieta não restringe o consumo de grupos alimentares e estimula o consumo de alimentos integrais e frutas, legumes e verduras, importantes fontes de fibras, vitaminas e minerais. Além disso, ao recomendar a exclusão de alimentos industrializados do cardápio a dieta contribui para evitar o consumo excessivo de sódio, corantes e conservantes geralmente encontrados nestes alimentos, e relacionados ao desenvolvimento de doenças.

Outros benefícios da dieta são:

  • Melhor funcionamento celular;
  • Melhor absorção de nutrientes;
  • Reduz a inflamação, que está associada a diversas doenças, como a obesidade;
  • Melhora na circulação;
  • Melhora os níveis do GH, hormônio do crescimento relacionado à saúde cardiovascular, composição corporal, memória e cognição;
  • Além disso, diminui a retenção de líquidos;
  • Equilíbrio da relação entre o sódio e o potássio devido ao maior consumo de frutas e vegetais. Assim, ajudando o controle da pressão arterial, da saúde óssea e reduzindo perdas musculares;
  • Maior consumo de magnésio, mineral importante para função de enzimas e relacionado à ativação da vitamina D. Além disso, a otimização da saúde óssea, que depende da quantidade desses nutrientes.

Desvantagens da dieta do pH

Ao afirmar que carnes, ovos e produtos lácteos tem efeito ácido. Portanto, devem ser consumidos com moderação, a dieta desestimula o consumo destes alimentos e pode comprometer a ingestão de nutrientes essenciais acarretando em deficiências nutricionais. Ou seja, o grupo de carnes e ovos é a principal fonte de proteínas e minerais como ferro, zinco e vitaminas do complexo B. Da mesma forma, ao limitar o consumo de leite e derivados a dieta prejudica a ingestão de cálcio, mineral fundamental para a saúde dos ossos.

Assim, o acompanhamento de um profissional nutricionista durante o período de aplicação da dieta é a melhor forma de evitar as carências nutricionais. Afinal o nutricionista é o profissional mais capacitado para adequar os conceitos da dieta à alimentação, e garantir o atendimento das necessidades de cada indivíduo.

Dieta alcalina emagrece?

Apesar de este não ser o seu principal objetivo, a dieta alcalina pode ajudar no emagrecimento. Pois, incentiva a ingestão de alimentos integrais, frutas, legumes e verduras. Além disso, reduz o consumo de alimentos responsáveis pelo aumento do peso, como os industrializados ricos em sódio, as frituras, açúcar e bebidas alcóolicas.

Sugestão de cardápio para a dieta alcalina

Desjejum

1 copo (200 ml) de água gelada com algumas gotas de limão espremido. Beba 10 minutos antes do café

Café da manhã

1 copo (200 ml) de suco verde: 2 maçãs, 1 pepino e 1 folha de couve batidos sem açúcar + 1 banana-prata amassada com 1 colher (sopa) de farelo de aveia ou 1 colher (sopa) de linhaça dourada + 1 colher (chá) de mel

Lanche da manhã

1 xícara (chá) de chá-verde + 2 fatias de melão com 1 colher (sobremesa) de sementes de gergelim, girassol e abóbora

Almoço

1 prato (sobremesa) de salada de alface, acelga, couve crua, rúcula, cebola, cebolinha e aipo + 2 colheres (sopa) de frango desfiado + 2 colheres (sopa) de purê de batata. Cuidado com o sal nos alimentos!

Lanche da tarde

5 amêndoas + 1 copo (200 ml) de suco de limão batido com 1 colher (sobremesa) de farinha de linhaça dourada – sem açúcar

Jantar

2 pratos (de sopa) de caldo de abóbora

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