7 erros que você comete ao tomar sol

1 de novembro, 2021

Manter uma rotina de cuidados com a pele é importante ao longo do ano inteiro, mas tem uma fase que exige ainda mais atenção. Você sabe qual é? Sim, estamos falando do verão! A estação é deliciosa e, para a maioria das pessoas, é também sinônimo de praia, piscina e muita exposição ao sol. Mas será que você sabe como tomar sol de forma segura?

“Nós moramos em um país de clima tropical com belas paisagens, muitas praias. Durante o verão, aumentamos muito a quantidade de atividades realizadas ao ar livre e, por isso, ficamos mais expostos”, avalia a dermatologista Patrícia Mafra, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). “Nessa época, a radiação solar incide com mais intensidade na Terra, o que aumenta o risco de queimaduras pelo sol e câncer de pele”. Tudo isso explica por que investir em uma boa fotoproteção é indispensável.

Outro quesito essencial é a hidratação. Segundo a médica, fazer programas ao ar livre e frequentar praias e piscinas tendem a aumentar o ressecamento da pele. Ou seja, nessa estação, você deve não só ingerir mais água, como também caprichar no uso de hidratantes adequados para seu tipo de pele.

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Consequências da exposição incorreta ao sol

Patrícia esclarece que alguns problemas podem surgir por conta da exposição prolongada (e sem os devidos cuidados) ao sol. No curto prazo, por exemplo, há possibilidade de queimaduras, insolação, desidratação e alguns tipos de manchas de pele, como o melasma.

“A longo prazo, por outro lado, temos que pensar no câncer de pele e no fotoenvelhecimento. A radiação UV é o principal fator externo de envelhecimento da pele, com perda de elasticidade e formação de rugas”, informa. Além disso, ela é responsável por manchas como as melanoses, pois leva à alteração crônica no DNA das células. “Manchas e sardas brancas também podem surgir cronicamente. Elas representam danos dos raios solares na pele e vão aparecendo gradativamente, principalmente nas áreas expostas”, completa.

Já a combinação de sol, areia, sudorese e calor aumenta as chances de desenvolver infecções por fungos na pele, unhas, cabelos e virilhas. A dermatologista é clara: a melhor forma de evitar tudo isso é cultivar bons hábitos de higiene, entre eles secar-se bem após o banho e, sempre que possível, evitar andar descalço em pisos úmidos e usar calçados fechados.

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Erros frequentes ao tomar sol

Confira agora uma lista com os erros mais comuns na hora de tomar sol e aprenda a fugir deles!

1 – Se expor ao sol logo após a aplicação do protetor

A dermatologista afirma que o filtro solar precisa de um tempo para ser absorvido pelas células. “A grande maioria dos produtos é composta de filtros químicos e físicos associados. Os filtros físicos formam uma barreira, por isso não é preciso aguardar um tempo após a aplicação. Mas os filtros químicos requerem esse tempo”, diz Patrícia.

Assim, a recomendação é passar o produto cerca de 30 minutos antes da exposição solar. Também é indicado distribuir o produto de maneira uniforme em todas as partes do corpo, incluindo mãos, orelhas, nuca e pés.

2 – Usar filtro solar apenas para tomar sol (na piscina ou na praia)

“O verão é o momento de intensificar o uso de filtro solar, que deve ser aplicado diariamente e não somente nos momentos de lazer”, alerta Patrícia.

A indicação é usar produtos com fator de proteção solar (FPS) 30 ou superior, o que vale tanto dentro de casa quanto em casos de exposição mais longa ao sol, ou seja, na praia, na piscina, durante pescaria e em treinos ao ar livre.

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3 – Usar roupas de tecido sintético

Além do filtro solar, o verão pede proteção extra: chapéu e roupas de algodão, principalmente nos programas outdoor. Isso porque eles bloqueiam a maior parte da radiação UV. “Tecidos sintéticos, como o nylon, bloqueiam apenas 30%”, diz a médica.

As barracas usadas na praia também devem ser feitas de algodão ou lona, materiais que absorvem metade da radiação UV.

Ainda é possível apostar em roupas e acessórios com fator de proteção solar. “Mesmo com toda essa proteção, evite a exposição solar entre 10h e 16h, quando a radiação UVB é mais acentuada.”

4 – Não reaplicar o protetor ao tomar sol

Ao praticar atividade física, o corpo produz suor, o que pode remover grande parte do produto aplicado. O mesmo vale para mergulhos na piscina ou no mar. Ainda que seja um filtro solar resistente à água, o ideal, para garantir maior eficácia, é reaplicar a cada duas horas — ou logo depois de transpiração excessiva ou de entrar na água.

5 – Não proteger olhos e cabelos

De extrema importância no verão, os óculos de sol previnem catarata e outras lesões nos olhos. Complete o visual com chapéus ou bonés — sobretudo aqueles com proteção UV.

Os cabelos também sofrem nessa estação. “Invistam em produtos com FPS sem enxágue, pois apenas shampoos e condicionadores com FPS não funcionam, já que serão removidos”. Outra boa dica para os cabelos são os fluidos siliconados para as pontas, que impedem que os fios sejam danificados por vento, sol ou maresia.

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6 – Apostar no produto errado para tomar sol

Talvez você não saiba, mas na hora de escolher o filtro solar, é importante considerar o tom da sua pele. Isso quer dizer que as pessoas de pele e cabelos mais claros (e com sardas) devem utilizar alta proteção, ou seja, FPS acima de 50.

Já quem tem a pele clara e cabelos castanhos, assim como pessoas morenas ou negras, demandam FPS a partir de 30.

Lembre-se também de aplicar a quantidade certa do produto: 1 colher de chá para o rosto e os braços; 2 colheres de chá no tronco e nas pernas.

7 – Usar o mesmo protetor para o rosto e o corpo

O rosto e o corpo exigem cuidados diferentes na rotina de skincare. E isso não poderia ser diferente no caso do protetor solar. O produto facial costuma ser mais leve e menos gorduroso, essencial para não provocar o surgimento de problemas como a acne.

Além disso, na hora de renovar o bronzeado, nada de misturar filtro solar e bronzeador. Afinal, cada um desempenha sua própria função, bem como apresenta texturas diferentes. Combinar as duas coisas não dá certo e ainda atrapalha a ação do protetor.

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Fonte: Patrícia Mafra, dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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