Atividade física reduz risco de morte em pessoas com cardiodesfibrilador implantável

Bem-estar Movimento Saúde
03 de Agosto, 2021
Atividade física reduz risco de morte em pessoas com cardiodesfibrilador implantável

Um estudo desenvolvido pelo Inova Heart and Vascular Institute, nos Estados Unidos, conclui que a atividade física diária está associada a um menor risco de hospitalizações e morte entre adultos acima de 65 anos que usam o chamado cardiodesfibrilador implantável (CDI).

O equipamento é inserido dentro do corpo de pacientes com certas arritmias. Desse modo, quando o coração começa a bater de forma caótica, ele dispara um pequeno choque elétrico para restaurar o ritmo normal. Isso serve para prevenir paradas cardíacas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).

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Cardiodesfibrilador implantável e atividade física: Como funcionou o estudo

Publicado no periódico científico Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes, da Associação Americana do Coração, o estudo analisou as informações de saúde e atividade física de cerca de 42 mil pacientes com esse dispositivo. Eles tinham, em média, 75 anos — 72% eram do sexo masculino e 90%, brancos. Os sensores do próprio CDI também mediam o movimento dos participantes e a frequência cardíaca para detectar eventuais esforços físicos.

Em seguida, os pesquisadores constataram que os participantes que integravam um programa de reabilitação cardíaca — que inclui exercícios supervisionados — tinham 24% menos probabilidade de morrer de um a três anos após o implante do CDI. Além disso, cada dez minutos a mais de atividade física diária foram ligados a uma queda de 1% na mortalidade por todas as causas.

Programas de reabilitação cardíaca melhoram a capacidade funcional do coração e a qualidade de vida. Ademais, reduzem o risco de readmissão hospitalar. Ainda assim, a adesão tende a ser baixa. Nesse levantamento, apenas 3% dos participantes participaram dessas atividades.

É importante destacar, no entanto, que os exercícios entre pacientes com problemas no coração demandam um olhar atento do profissional de saúde, que é capaz de estipular limites e práticas que afastam eventos adversos.

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A arritmia cardíaca

São alterações elétricas que provocam modificações no ritmo das batidas do coração, de acordo com a Sobrac. Se o músculo cardíaco bate rápido demais, é uma taquicardia. Já se é lento, trata-se de uma bradicardia. O atraso no diagnóstico e o tratamento inadequado elevam a probabilidade de parada cardíaca e morte súbita, entre outras consequências.

Entre os sintomas estão palpitações, desmaios e tonturas. Em certas situações, confusão mental, fraqueza, pressão baixa e dor no peito sinalizam o problema. Ele pode acometer pessoas de qualquer faixa etária, inclusive recém-nascidos. Mas é mais frequente em quem possui histórico de doenças cardíacas na família.

Para minimizar o risco de sofrer com essa enfermidade, recomenda-se alimentação balanceada, prática de exercícios, cuidado com a saúde emocional e consultas com médicos.

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(Fonte: Agência Einstein)

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