Conjuntivite: o que é, tipos, sintomas e como preveni-la

25 de July, 2022

Olhos vermelhos e inchados, secreção ocular — que pode ser clarinha e líquida ou então amarelada ou esverdeada e espessa —, coceira e sensação de areia nos olhos. Todos os sintomas citados anteriormente estão associados a conjuntivite.

Recebe-se esse nome a inflamação da conjuntiva, membrana mucosa fina e transparente, que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Normalmente, ela atinge os dois olhos e o quadro pode durar de uma semana a 15 dias. Todavia, a conjuntivite não costuma deixar sequelas.

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Causas da conjuntivite

De acordo com Hallim Féres Neto, médico oftalmologista, a condição ocorre devido a presença de agentes causadores. Entre eles, citam-se vírus, bactérias e circunstâncias que disparam o gatilho da alergia e, consequentemente, da conjuntivite. E, para cada tipo da doença, existe uma medicação indicada.

O especialista ainda explica que, então, não se pode afirmar que o aparecimento do quadro está relacionado a uma estação do ano específica – informação que se disseminou erroneamente na sociedade.

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Tipos da doença

Resumidamente, a conjuntivite pode ser dividida em três tipos: 

1. Viral

Esta é a forma mais comum bem como a mais contagiosa da doença. De acordo com Dr. Hallim, tende-se a ter mais casos desse tipo durante o inverno. “Isso porque muitos dos vírus que causam doenças respiratórias também levam à conjuntivite”, completa o oftalmologista.

O quadro costuma durar de quatro a sete dias e não tem um tratamento exclusivo. O que o especialista costuma recomendar é colírio para hidratar os olhos e higienizá-los com frequência ao longo do dia. Compressas frias também podem contribuir para aliviar o desconforto causado pela condição.

2. Bacteriana

Como o próprio nome dá a entender, este tipo de conjuntivite é causado por bactérias. Por isso, o tratamento tende a ser com colírios e pomadas antibióticos. Normalmente, a duração dessa forma de inflamação é de uma semana.

Apesar da bacteriana ser menos comum, ela é transmitida do mesmo modo que a viral, ou seja, por contato com secreções contaminadas.

3. Alérgica

Diferente dos dois tipos anteriores, que são contagiosos, a conjuntivite alérgica não é transmitida de uma pessoa para outra. Ela é causada pelo contato dos olhos com alguma substância presente no ar que causa irritação – como poeira, mofo, pelos de animais e até mesmo produtos químicos.

O tipo mais comum da conjuntivite alérgica é o chamado primaveril ou febre do feno. Ele é causado principalmente pela aversão do indivíduo ao pólen que se espalha pelo ar.

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Sintomas da conjuntivite

De modo geral, o quadro de inflamação da conjuntiva tende a ser diagnosticado por meio dos seguintes sintomas:

  • Olhos vermelhos e lacrimejantes;
  • Pálpebras inchadas;
  • Sensação de areia ou de cisco nos olhos;
  • Coceira ocular;
  • Pálpebras grudadas quando a pessoa acorda;
  • Dor ao olhar para a luz;
  • Visão borrada;
  • Secreção amarelada caso seja conjuntivite bacteriana;
  • Secreção esbranquiçada caso seja conjuntivite viral.

Somado a esses sintomas, o paciente ainda pode vir a ter febre e dor de garganta caso o diagnóstico seja um quadro de infecção por vírus.

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Como é feito o diagnóstico da doença?

Embora a checagem dos sintomas possa ajudar no autodiagnóstico, é fundamental que, diante dos sinais da doença, procure-se por um oftalmologista de confiança. Ele fará a avaliação correta dos olhos e poderá orientar o paciente corretamente diante do laudo da doença.

Normalmente, essa consulta envolve apenas um exame clínico da pessoa. Todavia, o médico também pode vir a pedir a coleta e análise da secreção expelida pelos olhos.

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Principais tratamentos para a condição

Como já dito anteriormente, cada tipo de conjuntivite pede uma forma de tratamento. Todavia, em linhas gerais, três recomendações são feitas para quem recebeu o diagnóstico da doença:

  • Lavar o rosto e os olhos com água mineral ou filtrada fria;
  • Usar colírios lubrificantes, de preferência sem conservantes;
  • Fazer compressas frias, sempre com materiais descartáveis (algodão, por exemplo);

A conjuntivite bacteriana ainda pede pelo uso de colírios e/ou pomadas que tenham antibiótico. No entanto, eles devem ser prescritos exclusivamente por um especialista.

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Como prevenir a conjuntivite

Para evitar a inflamação na conjuntiva, o Ministério da Saúde recomenda evitar aglomerações sempre que possível bem como evitar a ida em piscinas de clubes e academias. Caso deseje ir, é fundamental verificar a higiene do local.

Além disso, não se deve coçar os olhos com frequência e nem compartilhar itens de maquiagem, como esponjas, máscaras de cílios e delineadores para evitar a conjuntivite.

Por fim, não se esqueça também de lavar as mãos com frequência, principalmente ao tocar os olhos, bem como trocar com frequência as fronhas dos travesseiros. Enquanto durar a crise de conjuntivite, indica-se que elas sejam substituídas diariamente.

Fonte: Dr. Hallim Feres Neto, médico oftalmologista membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa, da International Society of Refractive Surgery e da American Academy of Ophthalmology.

Referências

Ministério da Saúde

Clínica André Príncipe – Oftalmologia de Referência

Rede D’Or São Luiz

Hospital de Olhos de São Paulo

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