A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) cuja transmissão ocorre pela bactéria Neisseria gonorrheae (conhecida por gonococo) e pode causar uma série de inflamações e desconfortos em diversas áreas, incluindo os olhos. Nesse caso, a condição leva o nome de conjuntivite gonocócica, e um de seus tipos afeta sobretudo recém-nascidos. Entenda melhor:
A conjuntivite gonocócica é considerada uma conjuntivite infecciosa, ou seja, causada por vírus ou bactérias. Apesar de não ser tão comum, um caso recente envolvendo uma jovem de 24 anos foi publicado no periódico The New England Journal of Medicine (NEJM).

Na condição, a bactéria gonococo pode invadir o epitélio íntegro (barreira da córnea), gerando até cegueira em bebês se não combatida corretamente.
Ela geralmente é dividida em duas formas:
A principal diferença entre elas está na transmissão.
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Em adultos, a conjuntivite gonocócica se dá sobretudo pelo contato do olho com secreções genitais de pessoas infectadas com a gonorreia. Por isso, o uso de preservativos e a realização de exames preventivos são hábitos essenciais.
Em bebês, por outro lado, o contato com a bactéria acontece na hora do parto vaginal, quando a mãe infectada acaba contaminando o recém-nascido, quadro também conhecido como conjuntivite neonatal (oftalmia). Por isso, nesse caso, o melhor método de prevenção é a realização do pré-natal, já que mulheres com gonorreia muitas vezes são assintomáticas, e os exames pedidos durante esse período podem detectar o problema.
A condição é bem dolorosa. Nos pequenos, os principais sintomas são vermelhidão nos olhos, inflamação da pálpebra e secreção de pus. Nos adultos, além desses sinais, também podem aparecer secreções no pênis e na vagina e ardor ao urinar.
O médico oftalmologista analisará os sintomas e examinará o aspecto dos olhos por meio de uma lâmpada de fenda (equipamento que mostra a estrutura ocular em alta resolução). Ele também mandará amostras das secreções para testes laboratoriais.
O tratamento geralmente é feito com o uso de colírios, pomadas e medicamentos orais ou intravenosos com antibióticos. Além disso, outros cuidados são necessários:
Referências: