Manchas de estresse: o que são, tratamento e prevenção

13 de julho, 2022

Passou por um período de muito estresse no trabalho, estudos ou na vida pessoal e percebeu algumas regiões vermelhas na pele? Essas são as chamadas manchas de estresse, ou também alergia ou dermatite emocional. Sim, todo o nervoso passado no dia a dia pode resultar em manchas que acometem todo o corpo e podem ser de vários tamanhos. Mas, como identificá-las e tratar? 

O estresse pode sim causar várias alterações na pele, de acordo com Mônica Aribi, dermatologista e coordenadora do Setor de Cosmiatria do Hospital Ipiranga. Ela explica que as manchinhas vermelhas se chamam urticária colinérgica. Assim, elas ocorrem porque a pele vem do mesmo folheto embrionário do sistema nervoso nervoso central. Dessa forma, tudo o que abala um, pode repercutir no outro.

Patrícia França, farmacêutica e gerente científica da Biotec Dermocosméticos, explica que o excesso de cortisol, hormônio do estresse, promove um processo inflamatório, então, compromete a função barreira da pele e imunidade. Sendo assim, o sistema imunológico reage de acordo com as emoções, promovendo quadros alérgicos.  

“Não podemos esquecer que na nossa pele há terminações nervosas que se comunicam diretamente com nosso ‘estado emocional’ e qualquer alteração irá refletir em quadros de vermelhidão, coceira e até mesmo urticária”, de acordo com França.

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Como as manchas se caracterizam? 

“Em geral se formam nos braços e pernas e causam muito prurido (coceira). No caso das dermatites em geral, aparecem no centro da face, ao redor do nariz ou na fronte e atrás das orelhas. Nesse segundo caso não há prurido”, explica Aribi.

Entretanto, as manchas podem surgir em outros locais, como: 

  • Couro cabeludo; 
  • Mãos; 
  • Região genital. 

Assim, as manchas de estresse não costumam causar sintomas além da coceira, alto relevo ou descamação. Entretanto, é sempre importante se manter em alerta para possíveis complicações. Em caso de sintomas incomuns, consulte um médico. 

Outros transtornos que criam manchas de estresse

Não é só o estresse que causa as manchas na pele. A depressão e ansiedade também podem causar alterações. Além das manchinhas vermelhas, que nesse caso são chamadas de dermatite, os transtornos também causam seborreia, caspa e oleosidade da pele, como conta Mônica Aribi. 

“Podemos dizer que as alergias emocionais estão relacionadas a uma forma não verbal de expressar os sentimentos, processo que chamamos de somatização que nada mais é do que a forma não intencional de liberar as emoções em diferentes partes do corpo”, explica a farmacêutica Patrícia França. 

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Tratamento

Para tratar as manchas é necessário controlar a causa (estresse) e também o uso de corticoterapia para as lesões da pele. Portanto, dermatologista Mônica Aribi conta que a corticoterapia deve ser feita somente topicamente ou em casos mais graves por via oral. 

Dessa forma, tratar a ansiedade é uma questão que cada paciente deve analisar. Para isso, a farmacêutica Patrícia França diz que suplementos que controlam a ansiedade como magnésio, selênio e vitaminas do complexo B associados ao Modulip GC®, dipeptídeo que atua no cortisol, diminuem os impactos emocionais e o gatilho do processo alérgico. 

“Vale destacar que os tratamentos farmacológicos também contemplam a terapêutica e normalmente podem incluir antialérgicos e corticóides. O suporte psicológico também é útil, pois se não for retirada a causa do distúrbio psicológico os sintomas poderão persistir”, conta França.

Prevenção das manchas de estresse 

Com a causa sendo o estresse, é muito importante cuidar da saúde mental para evitar as manchas. Além disso, as profissionais também indicam realizar exercícios físicos que aliviam o estresse e garantir uma boa noite de sono. Dessa maneira, vale também buscar por psicoterapia, caso seja uma questão difícil de lidar. 

Confira algumas atividades para praticar no dia a dia: 

“Não esqueça de cuidar da sua imunidade com suplementos imunomoduladores e que também contribuem para uma boa microbiota intestinal, afinal 80% dos nossos neurotransmissores relacionados ao bem-estar são produzido no intestino e fazer uso do Betamune SC 70®, uma β-glucana obtida do Saccharomyces cerevisiae, pode ser uma saudável alternativa”, completa a farmacêutica Patrícia França. 

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Fontes: Mônica Aribi, dermatologista e coordenadora do Setor de Cosmiatria do Hospital Ipiranga (CRM: 53.387); Patrícia França, farmacêutica e gerente científica da Biotec Dermocosméticos.

Sobre o autor

Gabriela Ferreira
Jornalista e Repórter da Vitat.