Benefícios dos diferentes ácidos para a pele

4 de outubro, 2021

Tratar manchas, amenizar rugas, acabar com as espinhas e hidratar. Muitos são os benefícios dos diferentes tipos de ácidos para a pele. Contudo, tem que saber usar: alguns deles não se dão bem com peles secas, outros com acneicas… Por isso, a recomendação de um dermatologista é essencial.

Mas se você também confunde os muitos nomes existentes no mercado, confira uma lista completa sobre os principais ácidos para a pele:

Ácidos para a pele: Hialurônico – Hidratação

Ele já está presente naturalmente na pele (mais especificamente na camada mais profunda, a derme). Contudo, precisamos repor ácido hialurônico todos os dias para garantir que a cútis fique hidratada, bem como para protegê-la das agressões que causam o seu envelhecimento — como poluição, fumo e exposição solar.

“O ácido hialurônico que vamos escolher deve ter moléculas que o levem até essa camada profunda para manter altos níveis de água na região. Por isso, temos que saber que existem diferentes tipos desse ativo. Por exemplo, o ácido hialurônico fracionado com baixíssimo peso molecular contém moléculas que atravessam a pele de forma lenta até a derme, o destino correto para liberação do produto”, explica a cosmiatra Ludmila Bonelli.

Ele pode ser encontrado em produtos de uso diário, como protetores solares e hidratantes, ou então em procedimentos estéticos, como preenchimento e microagulhamento. E combina com diferentes tipos de pele (até as sensíveis e as acneicas)! Geralmente, os médicos costumam recomendar o ácido hialurônico a partir dos 25 anos (e cerca de duas vezes ao dia).

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Ácido ascórbico (vitamina C) – Prevenção de rugas

Também conhecido como vitamina C, o ácido ascórbico é um verdadeiro defensor da pele, uma vez que neutraliza a ação dos radicais livres — substâncias que causam danos às nossas células. Portanto, ele é uma ótima opção para quem deseja prevenir rugas.

De acordo com a médica Roberta Padovan, pós-graduada em Dermatologia e Medicina Estética, a vitamina C também é capaz de aumentar a produção de colágeno e agir como um clareador. Isso sem falar na fotoproteção.

“Anteriormente ao uso do fotoprotetor, é possível aplicar um produto com vitamina C. Esse ingrediente aumenta a proteção da pele contra a radiação UV e é conhecida pelo seu efeito anti-inflamatório”, acrescenta o dermatologista Daniel Cassiano.

Você vai achar o ácido ascórbico em produtos de uso diário, principalmente em séruns. Se for o caso, o indicado é aplicá-lo pela manhã, após a higienização do rosto, e antes do hidratante e do filtro.

Ácidos para a pele: Salicílico – Controle da oleosidade

Indicado para peles acneicas e oleosas, o ácido salicílico tem ações anti-inflamatória, esfoliante e seborreguladora. Desse modo, o ativo promove a renovação celular, desobstrui os poros e combate cravos e espinhas.

Seu uso deve ser um pouco mais controlado em pessoas com a pele sensível, visto que ele pode irritar algumas regiões. Em concentrações baixas (até 3%), contudo, ele pode ser utilizado diariamente em sabonetes e tônicos, por exemplo.

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Ácido mandélico – Redução de manchas

Faz parte do grupo dos AHAs, ou seja, dos alfa-hidroxiácidos. Os ativos dessa categoria funcionam como esfoliantes químicos, promovendo um peeling que gera a renovação das células. Contudo, a grande vantagem do ácido mandélico é que ele pode funcionar para quem tem mais sensibilidade, uma vez que sua molécula é maior, o que a faz ser absorvida lentamente.

Derivado das amêndoas amargas, sua principal função é tratar manchas e deixar a pele mais uniforme. Portanto, é indicado para quem sofre com marcas de espinhas, estrias, rugas e linhas de expressão.

Ele não deve ser usado antes da exposição solar — por isso, o ideal é aplicá-lo à noite, depois de 20 minutos do sabonete facial (para não causar irritação). No primeiro mês, a frequência ideal é três vezes por semana. Depois, é possível passar o ácido mandélico todos os dias. Pela manhã, é necessário retirar todo o produto.

Ele é contraindicado em casos de: gravidez, herpes, feridas, após a depilação com cera, uso de tretinoína e pele bronzeada.

Ácidos para a pele: Lático – Pele mais uniforme

Outro ácido do time dos AHAs. Originalmente, ele vem do açúcar do leite, mas hoje já existem tecnologias que produzem a substância a partir da uva, da cana ou do amido. Possui ação uniformizadora.

O nome não é estranho para você? Isso porque o ácido lático também é um subproduto dos exercícios físicos e geralmente fica acumulado nos músculos após um treino intenso — gerando aquela sensação de corpo dolorido.

Ele não penetra tão profundamente na pele, o que é ótimo para quem tem propensão à irritações. Além disso, ajuda na hidratação e no reforço da cútis. Seu uso é bem parecido com o do mandélico.

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Ácido glicólico – Tratamento de acne

Mais um AHA derivado da cana-de-açúcar, ele hidrata, clareia, combate a acne e rejuvenesce. O ideal é que seu uso seja feito com acompanhamento médico, pois concentrações mais altas podem irritar o rosto.

Suas moléculas penetram rapidamente na pele, causando a desobstrução dos poros e prevenindo cravos e espinhas.
Ele pode ser usado pela manhã, mas só se combinado com um filtro solar potente. À noite, você deve seguir o mesmo passo a passo do ácido mandélico.

Ácidos para a pele: Ferúlico – Pele radiante

Muita gente o conhece por sua ação antioxidante, mas ele faz mais do que isso. Pode ser utilizado em protetores solares ou produtos de combate aos efeitos nocivos dos raios UV.

“Ele é um polifenol natural extraído da casca dos cereais integrais. Como todo polifenol, o ácido ferúlico protege as células da nossa pele. Dessa forma, promove o clareamento da região e a melhora do melasma. Também deixa a cútis iluminada, bonita e reluzente”, explica o dermatologista Abdo Salomão Jr.

O ativo é encontrado em séruns, loções, cremes e mousses, não existindo contraindicação para aplicação — isso porque não agride a pele. Ou seja, pode ser usado por quase todas as pessoas e em qualquer horário do dia.

Uma característica muito importante é que o ácido ferúlico tem a capacidade de estabilizar em até 90% a vitamina C pura. Então, pode ser uma boa ideia combiná-lo com o ativo.

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Fontes: Ludmila Bonelli, cosmiatra, especialista em dermatocosmética e diretora científica da Be Belle; Roberta Padovan, médica pós-graduada em dermatologia e estética; Daniel Cassiano, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica; e Abdo Salomão Jr, sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), membro da American Academy of Dermatology (AAD), da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e do Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia.