Esfoliação: Importância da renovação das células e como fazer corretamente

29 de setembro, 2021

Quantas etapas tem a sua rotina de skincare? Não importa se são muitas, como as das coreanas, ou então poucas, assim como manda a tendência skin fasting. O que vale mesmo é não deixar alguns processos de lado — a esfoliação da pele é um bom exemplo.

A esfoliação nada mais é do que um método que remove as células mortas da pele e estimula a produção de novas, bem como promove a fabricação de colágeno (proteína responsável pela firmeza da cútis). Além disso, o procedimento pode desobstruir os poros, prevenindo cravos e espinhas e deixando-os sem impurezas para uma aplicação eficiente de cremes e séruns.

Esfoliar algumas partes do corpo, como axilas e virilhas, combate pelos encravados gerados pela depilação.

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Esfoliação mecânica ou química

A boa notícia é que a esfoliação da pele é fácil de fazer e pode ser realizada em casa. O seu médico dermatologista poderá indicar um dos dois tipos existentes, conforme a necessidade da sua pele:

  • Esfoliação mecânica (ou física): a sujeira e a pele morta são removidas a partir do atrito. Isso porque você esfrega delicadamente no rosto um produto contendo pequenas partículas, e depois enxágua;
  • Esfoliação química: ocorre por meio de cremes compostos, principalmente, de ácidos. Eles fazem com que as células mortas se desprendam, deixando a pele nova em evidência, que apresenta mais brilho e melhor textura.

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Cuidados com a esfoliação

O processo é simples, mas exige alguns cuidados, sobretudo com as peles sensíveis. Isso porque se for feito de forma errada, pode trazer alguns prejuízos.

A frequência com que se deve esfoliar o rosto, por exemplo, é um fator que depende de cada tipo de pele, da estação do ano e dos procedimentos e tratamentos que estão sendo utilizados naquele momento.

“Os intervalos precisam ser respeitados para que a pele não fique irritada. E nem sofra com o efeito rebote, ou seja, o efeito contrário do esperado (mais oleosidade e abertura de poros). Peles secas podem ficar avermelhadas ou sensíveis se houver o uso excessivo do esfoliante, uma vez que ocorre a retirada do manto lipídico natural de proteção e defesa do tecido, que mantém a microbiota natural”, afirma a dermatologista Claudia Marçal.

A médica explica ainda que os esfoliantes faciais devem ser aplicados com massagens suaves na pele preferencialmente à noite, após a limpeza. E, de modo geral, não devem conter substâncias abrasivas em excesso, que arranham a pele e causam fissuras.

Se isso acontecer, pode haver uma proliferação de micro-organismos maléficos à cútis, gerando dermatites e eczemas.

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Como esfoliar a pele

Para não errar, ela recomenda:

  • Peles mais secas devem ser esfoliadas de uma a duas vezes por semana (em formulações com grânulos finos, de origem natural e associados a substâncias calmantes e hidratantes);
  • Peles levemente acneicas e oleosas podem ser esfoliadas até três vezes por semana. Logo após a esfoliação, você precisa utilizar uma loção tônica adstringente com efeito anti-inflamatório. E complementar com hidratantes aquosos e serosos;
  • Não esqueça de cuidar do meio ambiente: esfoliantes com microplásticos contaminam os oceanos e prejudicam a fauna marinha. Prefira produtos formulados com ingredientes biodegradáveis.

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Fonte: Claudia Marçal, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

Sobre o autor

Amanda Panteri
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em alimentação saudável.