O que comer antes, durante e depois do Enem

Alimentação Bem-estar
11 de Novembro, 2022
O que comer antes, durante e depois do Enem

Neste domingo (13/11), começa a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 (a segunda será realizada no domingo seguinte, em 20/11). Para milhões de jovens, o Enem é um dos principais acontecimentos do ano. Isso porque mais que uma prova, o exame representa a oportunidade de cursar uma graduação. E sempre que o nosso corpo sabe que está prestes a enfrentar uma situação de pressão, é natural que ele responda por meio do sistema digestivo. Assim, é comum que muitos se perguntem o que comer antes de uma prova concorrida e de longa duração como o Enem. 

O que comer antes do ENEM

O primeiro passo para se sair bem é fazer uma alimentação balanceada durante a semana que antecede a prova. De acordo com a coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, Paula Pens Alves, é recomendado selecionar muito bem os alimentos para evitar algum desconforto que atrapalhe o desempenho do candidato durante o exame. Como a prova dura praticamente a tarde inteira, o ideal é tirar o dia anterior para atividades de lazer (pois é, nada de estudar!) e alimentar-se bem.

No dia, o nutricionista Marco Quintarelli recomenda fazer uma refeição leve, com carboidratos complexos (integrais), proteínas e micronutrientes. Um bom exemplo é um sanduíche de pão integral, queijo branco e salada.

“Para quem optar em fazer refeições maiores, o ideal é que ela seja feita em até 3 horas antes da prova. Já para aqueles que estão mais próximos do horário do fechamento dos portões, a dica é fazer um lanche rápido como frutas, biscoitos com fibras, barras de cereais sem açúcar, por exemplo”, acrescenta Paula.

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O que comer no ENEM

Durante a prova, Marco explica que vale consumir frutas, castanhas ou um chocolate 70%. Isso porque além de garantirem energia, esses alimentos não ocupam muito espaço na bolsa e não soltam odores fortes (o que pode ser incômodo para outros candidatos).

Paula também destaca que a quantidade das porções deve ser equilibrada e leve: “Na hora do exame, que tem uma duração média de cinco horas, é sugerido consumir algo a cada uma ou duas horas. A água não deve ser deixada de lado — 250ml a cada 30 minutos para hidratar. Evite alimentos com alto teor de açúcar, pois eles podem atrapalhar a atenção, a concentração e o desempenho”, explica.

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O que comer depois do ENEM

“Depois, faça uma refeição mais completa, com todos os grupos de alimentos para repor o desgaste físico e mental”, finaliza o nutricionista.

Outras dicas

Confira outras dicas de alimentação para o Enem:

  • Não esqueça a garrafa de água (ela precisa ser transparente) e fuja das gorduras e das frituras, uma vez que alimentos muito gordurosos retardam o esvaziamento gástrico e dão sono, prejudicando a leitura e a interpretação dos enunciados;
  • Sucos energizantes, como o de mamão com laranja, também são uma boa pedida. Já o café é muito bom para nos deixar atentos, mas causa dependência e pode ocasionar insônia, intolerância alimentar, hiperatividade, falta de concentração, entre outras coisas. O ideal é consumir duas xícaras pequenas por dia;
  • Outras opções interessantes e práticas são barras de cereais, frutas com casca ou já picadas — banana e maçã que estejam em potes transparentes, por exemplo — e castanhas, como a de caju;
  • O clássico chocolate pode ser uma opção, mas priorize os mais amargos, com maior quantidade de cacau e menos açúcar que os tradicionais;
  • Outra questão é a temperatura dos alimentos: o calor pode ser inimigo. Por isso, é importante evitar itens como iogurtes ou outras bebidas com leite;
  • E por fim, o mais importante: não faça a prova de estômago vazio.

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Dormir bem é essencial

Não é indicado passar a noite anterior relembrando os conteúdos que cairão na prova — deve-se priorizar um sono de qualidade. De acordo com a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, Sueli Cominetti Corrêa, é importante separar um período para o descanso físico e o relaxamento, organizando horários para estudo e revisão de conteúdos, mas também para interação social, lazer e autocuidado.

“Sobrecarregar-se nas vésperas pode ser um disparador para ansiedade, fadiga e irritabilidade. Provas longas como o Enem testam nossa determinação e nosso foco. Testam o gerenciamento do tempo, do estresse e são muito exigentes nas nossas habilidades e competências de escrita, leitura, interpretação e até noção espacial. Nos confrontam no nosso nível de segurança pessoal. É normal ficar ansioso frente a grandes avaliações, mas é necessário autocontrole.”

A psicóloga lembra que o “branco” é um bloqueio temporário de acesso a uma informação que foi internalizada; a pessoa sabe que a informação está lá, mas não consegue acessá-la no momento. Na verdade, a pessoa não esqueceu: o conteúdo está armazenado, mas naquele momento, sem acesso.

Na maioria dos casos, o bloqueio passa pouco tempo depois, com a pessoa lembrando a informação em um ou dois minutos. Para ajudar a sair desse processo, é preciso manter a calma, respirar e dar ao cérebro “pistas” sobre a informação. Quando eu estudei este conteúdo? Quem me ensinou? Este tema tem relação com o quê? Essas perguntas internas podem servir como gatilhos. Mas a docente reforça que o segredo é manter-se calmo e respirar! Se houve estudo prévio, entendimento sobre o assunto, a lembrança ocorrerá.

Fontes: Paula Pens Alves, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera; Marco Quintarelli, nutricionista especialista em Nutrição Integrada; e Sueli Cominetti Corrêa, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera.

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