Depressão na terceira idade: Como a alimentação pode ajudar

27 de setembro, 2021

A depressão é uma das mais comuns condições mentais tratáveis. De acordo com o Ministério da Saúde, sua prevalência no Brasil gira em torno de 15,5%. Entre os idosos, estima-se que 9,2% da população sofra com a doença. Mas você sabia que o tratamento da depressão na terceira idade pode receber um reforço da alimentação?

O que é a doença

Trata-se de uma doença do sistema nervoso caracterizada principalmente por perda de energia e cansaço constante, sendo tratada por meio de acompanhamento com psiquiatra e psicólogo. Contudo, a alimentação balanceada também contribui para que a pessoa se sinta melhor e mais animada. No caso dos idosos, a escolha dos alimentos exige mais cuidados, mas possui a capacidade de proporcionar bem-estar ao corpo e à mente.

A nutricionista Elisabete Carneiro explica que alimentos simples podem ser inseridos aos poucos no cardápio do idoso. “Em nossos atendimentos, percebemos que em casos de ansiedade ou desânimo, era comum o consumo de alimentos mais gordurosos entre os pacientes idosos. Então, orientamos a ingestão de chás. Como é uma bebida comum na alimentação deles, o sabor de maçã com gengibre foi uma opção bem aceita, por exemplo”, diz.

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Depressão na terceira idade: Como a alimentação ajuda

A especialista afirma que a nutrição é um ponto-chave que pode ajudar a produzir mais serotonina, substância que aumenta o bom humor e ajuda no combate à depressão entre idosos.

Mas é importante ressaltar que existem modos corretos de consumir os alimentos. “O chocolate é um exemplo disso: ele possui o triptofano, que é um componente químico que estimula a serotonina, um hormônio ligado ao prazer e ao bem-estar. Portanto, o consumo de chocolate aumenta a produção de serotonina e faz aumentar a sensação de felicidade“, conclui, destacando que a alimentação regular também deve conter uma boa quantidade de legumes, frutas, carne magra, leguminosas e cereais integrais.

A especialista alerta, ainda, que bons hábitos alimentares não substituem o tratamento e o acompanhamento médico. “A alimentação pode ajudar a prevenir a depressão, quando feita de maneira adequada. No entanto, ela nunca substitui o acompanhamento médico, e toda mudança de comportamento do idoso deve ser observada, pois a doença pode interferir em aspectos físicos, como a perda da vontade de praticar exercícios, relutância em se hidratar e se alimentar saudavelmente, em participar de programas sociais e até mesmo em tomar remédios”, esclarece.

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Fonte: Elisabete Carneiro, nutricionista e professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera.

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