DIU de prata e cobre: entenda as diferenças entre ambos

DIU de prata e cobre: qual dos dois é o mais indicado? Neste artigo, nós iremos contar tudo sobre esses tipos de método contraceptivo para você entender qual funciona melhor e se vale a pena usá-lo.

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O que é DIU?

Antes de falarmos sobre o DIU de prata e cobre, vale explicar o que é o método, que nada mais é do que um anticoncepcional de longa duração, geralmente em formato de T, inserido no útero por um médico. Adriana Campaner, médica ginecologista, esclarece as principais dúvidas sobre o DIU.

Para que serve o DIU?

De acordo com a especialista, a principal função do DIU é prevenir uma gravidez não planejada. Atualmente, existem quatro tipos, cada qual com sua característica e efeito no organismo:

  • DIU de cobre: o primeiro método do tipo.
  • DIU de prata com cobre.
  • DIU Mirena: possui progesterona, um hormônio feminino.
  • DIU Kyleena: o mais recente deles. É uma versão com menos hormônio, se comparado ao anterior. 

Como é feita a colocação do DIU? 

A colocação do DIU é realizada pelo médico no consultório ou hospital sob sedação. “No consultório, ministramos medicamentos para a paciente não sentir cólicas e, em alguns casos, aplicamos anestesia no colo do útero. Para a colocação do dispositivo, o especialista precisa saber o tamanho do útero e ter certeza de que não há nenhuma condição prévia que dificulte a colocação do dispositivo”, ensina. Habitualmente, após a medição, o dispositivo é inserido na vagina, de preferência no período menstrual para facilitar a colocação.  

O que fazer antes da colocação do dispositivo? 

Antes de adotar o dispositivo, recomenda-se fazer uma ultrassonografia transvaginal para descartar possíveis problemas uterinos, como miomas, malformações, divisões uterinas e avaliar o tamanho do órgão. “Também indicamos a realização do exame de papanicolau para investigar possíveis problemas no colo do útero que precisam ser tratados antes da colocação do DIU. Por último, recomendamos a realização de exames de diagnóstico de ISTs, como clamídia e gonorreia”, acrescenta a especialista.  

É muito importante fazer todos os exames e seguir os cuidados médicos para a colocação do dispositivo. No entanto, vale lembrar que o DIU não é apropriado para todas as mulheres. Dessa forma, o profissional de saúde poderá indicar o melhor método contraceptivo para cada caso.

O que acontece após a colocação do DIU?

Logo após a colocação do DIU, Campaner alerta que a paciente pode sofrer contrações uterinas, fazendo com que o organismo elimine o DIU, tirando-o do lugar. “Portanto, é desejável fazer um ultrassom logo depois do procedimento, que deve ser repetido semestralmente para checar a localização do útero”, informa.

Outros desconfortos que a mulher pode sentir nos primeiros dias são cólicas ou pequenos sangramentos vaginais, ambos normais e de curta duração. Contudo, se os sintomas persistirem, fale com seu médico para avaliar o que está acontecendo.

Quais os benefícios do DIU?

O DIU é um método contraceptivo extremamente eficaz e com baixíssima margem de erro (abaixo de 1%, dependendo do tipo). Além disso, destacamos outras vantagens:

  • Não depende de manutenção e disciplina diária, como no uso das pílulas anticoncepcionais.
  • Começa a fazer efeito assim a partir da inserção. No entanto, o ideal é aguardar ao menos 24 horas para ter relações sexuais.
  • Seguro para a maioria das mulheres, já que pode ser utilizado desde a adolescência até a menopausa.
  • Alternativa à esterilização cirúrgica definitiva.
  • Discreto, não interfere na espontaneidade do sexo, e não tem eficácia reduzida por nenhum medicamento.
  • Possui longa ação e é rapidamente reversível.
  • Poucos efeitos colaterais e contraindicações.
  • Custo reduzido com uso a longo prazo.

O que é DIU de prata?

O DIU de prata é uma das opções de método contraceptivo disponíveis no mercado. Ele possui um formato de “Y”, unindo prata e cobre em sua composição. Essa versão produz o mesmo efeito no útero, impossibilitando a fecundação do óvulo pelos espermatozoides. 

Os diferenciais do DIU de prata é que esse elemento químico reduz as ocorrências de cólicas e o fluxo menstrual, além de diminuir o risco de oxidação da estrutura de cobre dentro do organismo, aumentando a eficácia do método. A princípio, dura 5 anos.

O que é DIU de cobre?

Assim como o de prata, ele possui uma haste maleável, só que revestida com cobre, que libera pequenas quantidades do metal no útero, causando algumas alterações no endométrio, no muco e na motilidade das trompas.

Assim, ocorre uma reação inflamatória que não faz mal ao organismo, mas torna a região hostil ao espermatozoide, evitando a gravidez. Apesar da alta eficácia, o DIU de cobre possui algumas chances bem pequenas de gravidez (varia de 0,6% a 0,8%), e o aumento do fluxo menstrual é seu efeito colateral mais frequente. Em contrapartida, pode permanecer no corpo da mulher por até 10 anos.

Afinal, qual a diferença entre DIU de prata e cobre?

Segundo Adriana Campaner, tanto o DIU de prata quanto o de prata com o cobre evitam a gravidez sem suspender o sangramento menstrual. Como resultado, esses métodos criam uma reação inflamatória do endométrio, o que provoca a destruição dos espermatozoides quando tentam entrar no útero.

“Portanto, a diferença entre o DIU de cobre e o de prata é que o de cobre é majoritariamente de plástico, e tem cobre no nosso corpo. Entretanto, ele causa mais sangramento do que o normal, além de cólicas. Já o DIU de prata, em geral, combina o cobre e a prata, que leva a um sangramento menor. Mas os dois são eficazes”, explica a especialista. 

DIU Mirena e DIU Kyleena

Além do DIU de cobre e de prata, existem os DIU Mirena e DIU Kyleena. De acordo com a ginecologista, os dois possuem a progesterona, que leva a uma atrofia, ou a um ressecamento do endométrio. Por isso, a maioria das mulheres fica sem menstruar, embora algumas indiquem sangramentos esporádicos. 

Nesse caso, além do benefício da contracepção, o Mirena e o Kyleena reduzem o sangramento e podem ser úteis em condições que geral um nível de fluxo intenso, como os miomas ou problemas de endométrio. “Por fim, existem pacientes com DIUs hormonais que relatam um pouco de retenção de líquido, inchaço e uma pele mais oleosa com aparecimento de acne”, conclui.  

Fonte: Adriana Campaner, ginecologista e consultora de marketing médico do Salomão Zoppi, laboratório da Rede Dasa.  

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