Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

Para muitas mulheres, o resultado positivo de gravidez é um dos momentos mais esperados. Ao mesmo tempo que a notícia pode trazer alegria para as futuras mamães, é hora de redobrar o cuidado com a saúde e abandonar velhos hábitos, especialmente no primeiro trimestre de gravidez.

Primeiras mudanças: físicas e hormonais

Assim que a gestante entra no primeiro trimestre de gravidez, o corpo começa a mudar. Apesar de as mudanças físicas – e a tão sonhada barriguinha – não serem aparentes, um turbilhão de alterações ocorrem no organismo materno para proporcionar o desenvolvimento do bebê durante os nove meses de gestação. 

Por outro lado, o organismo trabalha sem parar para desenvolver o embrião. O útero, por sua vez, começa a aumentar de tamanho e a placenta começa a se formar, assim como o cordão umbilical e o líquido amniótico, para que o bebê receba todo o suporte e os nutrientes que precisa para se desenvolver.

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Primeiro trimestre de gravidez: o mais importante

Cerca de 80% dos abortos espontâneos ocorrem no primeiro trimestre de gravidez, geralmente causados por anormalidades cromossômicas, independentemente da condição de saúde dos pais. No entanto, alguns fatores como idade materna, doenças prévias, consumo de álcool e cigarro podem aumentar as chances de aborto. Por isso, o primeiro trimestre de gravidez é considerado o mais importante e requer atenção.

Sintomas mais comuns

Os sintomas mais comuns na gravidez no primeiro trimestre são as náuseas e os vômitos, que tendem a desaparecer com o desenvolvimento da gravidez. Muitas mães também enfrentam uma turbulência de emoções e muita sonolência. Seios sensíveis e doloridos, cólicas devido ao crescimento uterino, aumento na necessidade de urinar e constipação intestinal também são sintomas comuns.

Os principais cuidados no primeiro trimestre de gravidez

Para garantir o bom desenvolvimento do bebê, é importante que a futura mamãe inicie o pré-natal para fazer os exames necessários e verificar a necessidade de vitaminas pré-natais. Ninguém melhor que o obstetra para indicar o que a mãe pode ou não fazer durante a gravidez.

Conforme já foi falado, o álcool e cigarro são prejudiciais ao bebê, então devem ser evitados. É importante também aderir a uma alimentação saudável e equilibrada, evitando alimentos crus como ovo e carnes, além de queijos não-pasteurizados. Se a gestante já pratica atividade física, pode continuar os exercícios normalmente – desde que o obstetra libere e a gestação não seja de risco. No entanto, o primeiro trimestre não é o momento ideal de abandonar o sedentarismo e iniciar uma atividade física.

Exames essenciais

Na primeira consulta, o obstetra faz um check up geral da saúde da mamãe para avaliar se está tudo bem com ela. Solicita exames laboratoriais como hemograma, tipagem sanguínea, sorologias, glicemia, urina, fezes, papanicolau, entre outros. Entre os exames de imagem, a ultrassonografia obstétrica transvaginal confirma a existência, a localização e o número de embriões. No entanto, o exame mais aguardado é a ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, que avalia a anatomia do bebê e pode identificar possíveis malformações e risco de o bebê ter alguma doença genética como a síndrome de Down.

Dicas para evitar desconfortos

Nas primeiras semanas de gravidez, devido aos aumentos hormonais, as futuras mamães podem sentir alguns sintomas. O mais famoso deles é o enjoo matinal, que geralmente vem de manhã, mas que também pode surgir em outros momentos do dia. 

Para evitar o incômodo, não fique de estômago vazio por muito tempo, procurando fazer pequenas refeições a cada duas ou três horas. Uma boa dica é deixar bolachas de água e sal na mesinha de cabeceira e comer antes mesmo de se levantar. Descanse o máximo que puder, e uma vida saudável com alimentação equilibrada e exercícios físicos podem aumentar sua energia, além de colaborar para o bom funcionamento do intestino, que pode ficar mais lento.

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Fonte: Dr. Gabriel Monteiro, ginecologista e obstetra e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro (UNISA)

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde