A retocolite ulcerativa, ou simplesmente colite ulcerativa, é uma doença inflamatória intestinal crônica que consiste em inflamações e ulcerações na mucosa do intestino grosso, o cólon. Os sintomas dependem da gravidade do quadro e podem variar de dor abdominal leve a mais grave, além de diarreia, constipação, sangramento intestinal, distensão abdominal e dor anal. Ademais, é comum o aparecimento de sintomas em outros órgãos, como artrite, uveíte e inflamação na coluna.
De acordo com Tabata Cristina Alterats Antoniaci, gastroenterologista do Grupo São Cristóvão Saúde, ao contrário da doença de Crohn (outra doença inflamatória), a colite ulcerativa normalmente não afeta a espessura completa da parede intestinal e quase nunca ataca o intestino delgado. “A doença costuma acometer o reto e o sigmóide (fim do intestino grosso), podendo estender-se de forma parcial ou total pelo restante do intestino grosso”, explica. “Normalmente, ela surge entre os 15 e os 30 anos de idade. Mas uma minoria dos afetados sofre o seu primeiro ataque depois dos 50.”
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A causa exata da colite ulcerativa é desconhecida, mas uma possível origem, segundo a gastroenterologista, tem a ver com um distúrbio no sistema imune. “É como quando o sistema imunológico tenta combater um vírus invasor ou uma bactéria. Dessa forma, uma resposta imunológica anormal faz com que ele ataque as células do próprio organismo. Isto é, algo faz seu sistema imune ver seu intestino como um inimigo a ser combatido”, compara.
Ou seja, o organismo acaba entendendo que o intestino grosso é um órgão estranho que ameaça sua saúde e, assim, tenta combatê-lo persistentemente.
Com relação aos agentes que influenciam esse cenário, Patrícia Costa, clínica médica do Hospital Anchieta de Brasília, informa que já se sabe que fatores ambientais, como dieta, estresse, desequilíbrio na microbiota intestinal e fatores genéticos (mutação em algum gene, por exemplo) e imunológicos podem agravar o problema.
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Entre as principais indicações de tratamento da colite ulcerativa estão mudanças de hábitos: dieta adequada, busca por um estilo de vida saudável, diminuição do estresse e práticas como terapia, yoga e meditação.
Além disso, o uso de medicamentos pode ser recomendado. Esse último item deve ser feito de maneira individualizada e baseada nos sintomas e na resposta do paciente ao tratamento. ”Usamos corticoides, imunossupressores e drogas mais novas, que são os biológicos (anti-TNF, anti-integrinas e anti-JAK). Ademais, temos o tratamento cirúrgico que, hoje, tem sido feito em casos mais raros”, detalha Patrícia.
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Quem apresenta os sintomas da colite deve procurar um médico o quanto antes. E os mais comuns são:
Fontes: Tabata Cristina Alterats Antoniaci, gastroenterologista do Grupo São Cristóvão Saúde; e Patrícia Costa, clínica médica do Hospital Anchieta de Brasília.