Vitaminas para crianças: quais são as mais importantes? Quando suplementar?

Alimentação Bem-estar Gravidez e maternidade Saúde
24 de Abril, 2024
Vitaminas para crianças: quais são as mais importantes? Quando suplementar?

Uma dieta balanceada é essencial para o bem-estar em todas as fases da vida. Por isso, fazer o filho ter uma alimentação mais saudável deve ser alvo de preocupação dos pais. Vitaminas são importantes na alimentação de todos, mas especialmente na das crianças. Afinal, uma alimentação nutritiva é essencial para o crescimento e o desenvolvimento acontecerem de forma saudável.

Mas, durante a infância, quando o organismo está crescendo e se desenvolvendo, a alimentação tem um papel ainda mais importante. Por outro lado, os hábitos alimentares da idade adulta estão relacionados com os do período infantil. Portanto, a promoção de comportamentos alimentares saudáveis deve ser incentivada logo nos primeiros anos, para que permaneçam ao longo dos anos. Saiba mais a seguir.

As vitaminas mais importantes para as crianças

Vitamina A

A vitamina A (retinol) é uma das mais importantes para a saúde das crianças, especialmente por ser anti-inflamatória, auxiliar na saúde dos olhos, bem como na da pele e dos ossos. Assim, alguns alimentos ricos em vitamina A são:

Vitamina D

A vitamina D é muito importante para a saúde dos ossos, portanto, torna-se ainda mais essencial durante a infância. Sendo assim, consumir alimentos ricos em vitamina D é essencial para ajudar a reduzir o risco de fraturas nos ossos, além de também estar associada à saúde dos dentes.

Alguns alimentos que são boas fontes de vitamina D são:

Veja também: A partir de que idade a criança pode tomar café?

Vitamina C

A vitamina C é anti-inflamatória e atua diretamente a favor da imunidade. Porém, sua atuação no organismo não se restringe ao sistema imunológico, pois sua presença no corpo também pode prevenir uma doença chamada escorbuto, uma condição crônica cujos efeitos colaterais podem ser muito agressivos, mais ainda na infância.

  • Frutas cítricas
  • Mamão
  • Brócolis
  • Couve
  • Caju
  • Camu-camu

Vitamina K

A vitamina K entra na lista das vitaminas mais importantes para as crianças. Assim, em resumo, ela atua na saúde sanguínea, principalmente no que diz respeito à coagulação.

Por isso, uma alimentação rica em vitamina K é essencial para os pequenos, principalmente pois ela ajuda no processo de cicatrização, protegendo a pele, além de prevenir problemas gastrointestinais, inclusive a hemorragia. Alguns exemplos:

Mais vitaminas para crianças: complexo B

Por fim, as vitaminas do complexo B são: a vitamina B1 (tiamina), a vitamina B2 (riboflavina), a vitamina B3 (niacina), a vitamina B5 (ácido pantotênico), a vitamina B6 (piridoxina), a vitamina B7 (biotina), a B9 (ácido fólico ou folato) e, por fim, a famosa B12 (cobalamina). A princípio, elas cumprem diferentes funções específicas, mas, de forma geral, são importantes para na infância especialmente por estarem ligadas ao funcionamento do metabolismo. Assim, priorize:

Ferro

Componente essencial da hemoglobina no transporte de oxigênio, extremamente importante para o desenvolvimento cerebral e cognitivo. Saiba onde encontrar:

  • Carnes (frango, peixes e vermelha)
  • Gema de ovo
  • Feijão
  • Brócolis
  • Sardinha
  • Cacau em pó

Veja também: Seu filho tem medo do escuro? Veja estratégias para ajudá-lo

Zinco

O zinco participa auxiliando o sistema imunológico e atua na divisão celular, importante para o crescimento e desenvolvimento do corpo. E ainda tem papel importante na maturação do sistema reprodutivo e no restabelecimento da pele em machucados e cortes. A seguir, confira fontes de zinco:

  • Ostras
  • Carne vermelha
  • Leguminosas
  • Sementes
  • Nozes
  • Frutos do mar
  • Laticínios
  • Cereais integrais
  • Chocolate amargo

Cálcio

Elemento fundamental para a saúde óssea, desde a formação até a manutenção da estrutura e da rigidez do esqueleto. E participa, também, do processo de contração muscular.

  • Brócolis
  • Agrião
  • Feijão
  • Quiabo
  • Soja
  • Gergelim 

Veja também: Por quanto tempo devo tomar vitamina D?

Alimentação saudável é o primeiro passo 

O desenvolvimento infantil é uma fase marcada por transformações aceleradas. Crescimento de estatura, evolução mental, aprimoramento das capacidades cognitivas e muito mais. E é claro, para atender essa demanda crescente do corpo, as vitaminas e nutrientes são fundamentais. A seguir, confira quais são as vitaminas mais importantes para as crianças.

Para garantir uma ingestão saudável de vitaminas para crianças, a alimentação é o caminho recomendado pela Organização Mundial da Saúde – OMS. 

“Essa alimentação tem que ser rica em verduras, hortaliças e frutas, uma alimentação diversificada, um prato colorido, e tem que ser uma alimentação rica em vitamina A, vitamina D e ferro, que são vitaminas que são normalmente precárias na alimentação da população infantil brasileira”, explica a médica Deborah Berenger.

Além disso, a nutrição infantil deve ser composta por macronutrientes de qualidade, como por exemplo: proteínas magras, carboidratos de qualidade, gorduras poli-insaturadas e fibras e os micronutrientes.

Vitaminas para crianças: Quando é necessário suplementar? 

Como você viu, apenas com uma alimentação bem diversificada é possível alcançar a quantidade necessária de todos os nutrientes. Mas também existem diferentes organismos e demandas metabólicas, podendo ser necessária a suplementação. Ou seja, se, depois de uma avaliação profissional, for constatado que faltam nutrientes na alimentação, é preciso então, fazer as suplementações necessárias.

A suplementação de vitaminas para crianças segue determinações específicas da Sociedade Brasileira de Pediatria nos seguintes casos:

  • Bebês recém-nascidos: a instituição preconiza suplementação de vitamina D desde a primeira semana de vida até dois anos de idade, mesmo que em aleitamento materno exclusivo ou fórmula infantil.
  • Prevenção de deficiência de ferro: a SBP orienta que a suplementação com ferro deve ser iniciada aos 3 meses de idade e mantida pelo menos até o segundo ano de vida, com uma dosagem que varia de acordo com o peso da criança.
  • Deficiências nutricionais não supridas pela alimentação.

“Após 2 anos de idade não há suplementação que seja obrigatória. O profissional da saúde médico e nutricionista deverá avaliar os sinais, as possíveis carências nutricionais, avaliar exames laboratoriais para diagnosticar possíveis deficiências nutricionais e prescrever o melhor tratamento”, finaliza.

Sintomas de deficiência de vitaminas

Há alguns sinais clínicos que podem ser observados pelos pais, veja quais são: 

  • Unhas muito quebradiças ou com ondulações
  • Queda de cabelo
  • Sono excessivo (vale reforçar que crianças de 1 a 13 anos podem precisar de até 14 horas de sono)
  • Falta de apetite
  • Olho seco
  • Cansaço imotivado
  • Falta de concentração
  • Formigamento de mãos e pés
  • Déficit de crescimento 

Além disso, se a alimentação não está boa ou há alguma predisposição, pode acontecer uma carência nutricional e isso pode prejudicar o crescimento e o desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Mas vale reforçar que o ideal é fazer sempre essa suplementação com o profissional da saúde habilitado para melhores orientações.

Vitaminas para crianças: Gomas, comprimidos ou cápsulas?

Frequentemente, é comum se deparar com uma infinidade de produtos vitamínicos nas prateleiras das farmácias. Mas é importante ressaltar que a consulta médica é o primeiro passo para a suplementação, que, geralmente parte da análise clínica e/ou laboratorial.

Contudo, de modo geral, as crianças normalmente têm dificuldades de engolir cápsulas e comprimidos. Portanto, investir em suplementos líquidos, na forma de sucos ou gomas, se tornam boas escolhas quando são sem adição de açúcares e corantes artificiais, como explica a nutricionista e faz alertas.

“É importante sempre revisar as doses e os ingredientes nas vitaminas para crianças, já que algumas gomas disponíveis são cheias de açúcar, e muitos polivitamínicos em gomas contém doses tão baixas de vitaminas que não fazem muito sentido. Por fim, essas precisam constar em variedade e quantidade suficientes para atender às necessidades do organismo, e, preferencialmente, conter a sua forma ativa, o que melhora seu aproveitamento” complementa Renata.

Veja também:

Fontes:

  • Renata Brasil, nutricionista esportiva na Clínica Soloh de Nutrição. Também é nutricionista dos atletas profissionais do Minas Tênis Clube (BH/MG).
  • Dra. Deborah Berenger, médica endocrinologista com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ) e pós-graduação em Terapia Intensiva na Faculdade Redentor/AMIB.

Sobre o autor

Tayna Farias
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em gravidez e maternidade

Leia também:

criança com prisão de ventre deitada no sofá com a mão na barriga, sentido dor
Saúde

Prisão de ventre em crianças: sintomas, causas e tratamento

Desconforto abdominal, fezes ressecadas e barriga inchada são alguns dos principais sintomas

mulher praticando chutes em um ringue com seu treinador
Bem-estar Movimento

Kickboxing: tudo o que você precisa saber sobre a modalidade

O esporte de combate desarmado em pé que combina técnicas de soco e chutes

casal mais velho apaixonado em um jardim
Saúde

Melhora dos escapes de xixi e mais saúde sexual: benefícios da fisioterapia pélvica na menopausa

A fisioterapia pélvica pode ajudar a aliviar alguns sintomas típicos da menopausa