Por quanto tempo devo tomar vitamina D?

Alimentação Bem-estar Saúde
24 de Abril, 2024
Por quanto tempo devo tomar vitamina D?

Quando o assunto é suplementação, a vitamina D é uma das mais conhecidas. Sua fama está relacionada à saúde óssea, imunidade, metabolismo e diversas outras funções do nosso organismo. Com isso, muitas pessoas tendem a se perguntar “por quanto tempo devo tomar vitamina D?”. A seguir, veja o que dizem os especialistas ouvidos pela Vitat.

Vitamina D: como e quando suplementar

Embora seja conhecida como vitamina D, esse nutriente lipossolúvel na verdade, é um hormônio que desempenha um papel essencial na absorção de cálcio e fósforo, na saúde óssea e no funcionamento adequado do sistema imunológico. Existem três formas de repor a vitamina C, são elas: exposição solar, alimentação e suplementação. 

Especialmente com relação a suplementação, o médico atuante em nutrologia da Nutrindo Ideais Thomáz Baêsso, esclarece que a reposição da vitamina em adultos reduz a chance de fraturas ósseas, já em bebês pode evitar raquitismo, e por fim, em mulheres, o nutriente reduz a chance de osteoporose. 

Quando é necessário tomar vitamina D?

A vitamina D pode ser encontrada em baixas doses na alimentação de origem animal, ou seja, itens como ovos, peixes, carnes e queijos. Mas a principal forma de obtê-la é via exposição solar, já que o corpo produz a vitamina de forma natural através dos raios solares.

Mesmo com essas duas formas naturais, a necessidade de suplementar com vitamina D é comum em várias situações. Segundo a médica nutróloga Marcella Garcez, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, são elas:

  • Deficiência de vitamina D
  • Baixa exposição solar
  • Idosos
  • Pessoas com pele escura
  • Obesidade
  • Condições intestinais que afetam a absorção de nutrientes
  • Doenças crônicas, como doenças renais
  • Por fim, pessoas que já fizeram cirurgia bariátrica.

Contudo, é necessário realizar exames para identificar a carência da vitamina.

Sintomas de deficiência de vitamina D

A falta dessa vitamina tão importante implica em diversos problemas de saúde. Confira os mais comuns:

  • Dor nos ossos: Além de provocar o próprio enfraquecimento ósseo, já que a absorção de cálcio no corpo é prejudicada, a falta de vitamina D também pode provocar dor, principalmente na região lombar.
  • Fraqueza muscular: A falta da vitamina também impacta diretamente nos músculos, enfraquecendo-os. A fraqueza pode, inclusive, causar espasmos.
  • Osteomalacia: A deficiência da vitamina D também pode ocasionar doenças mais sérias, como a osteomalacia. Resumidamente, essa doença consiste no enfraquecimento e desmineralização de ossos maduros, prejudicando principalmente adultos de meia-idade. O diagnóstico precoce de osteoporose é outra possibilidade de efeito colateral.
  • Fadiga: A sensação de fadiga costuma ser mais intensa em quem está com deficiência da substância. Além disso, pode ter impacto sobre a saúde mental, resultando em estresse e ansiedade.
  • Enfraquece a imunidade: Por fim, outro possível efeito colateral dessa deficiência é a queda da imunidade, ou seja, o enfraquecimento do sistema imunológico. Nesse caso, o corpo torna-se mais suscetível à infecções com vírus e bactérias.

Além disso, a falta de vitamina D também pode causar:

  • Queda de cabelo;
  • Unhas quebradiças;
  • Dor de cabeça;
  • Paciente com gripe recorrente, que não é solucionada.

E por quanto tempo tomar vitamina D?

De modo geral, o tempo de suplementação varia entre 6 a 8 semanas. Contudo, a duração da suplementação depende da necessidade individual de cada pessoa, baseada nos exames médicos que comprovam a deficiência de vitamina D. Portanto, apenas um médico pode indicar o tempo ideal.

Qual a quantidade ideal de consumo de vitamina D?

A determinação de valores de suplementação de vitamina D pode ser uma tarefa complexa, uma vez que o nutriente também é obtido pela exposição solar por meio da biotransformação cutânea. “No mínimo de 600 UI deve ser obtido todos os dias, valor esse que pode aumentar de acordo com individualidades, como fraturas, menopausa, etc”, aponta o médico Thomaz.

A seguir, confira as recomendações gerais para suplementação:

  • Bebês (0-12 meses): 400 a 1.000 UI (Unidades Internacionais) por dia.
  • Crianças (1-18 anos): 600 a 1000 UI por dia.
  • Adultos (18-70 anos, incluindo mulheres grávidas e lactantes): 600 a 800 UI por dia.

A recomendação da quantidade pode mudar se o objetivo for suprir deficiências nutricionais já conhecidas: “Podemos usar uma dosagem mais alta, até 4.000 UI e no caso de uma deficiência muito severa, a dosagem pode subir até 10.000 ou 50.000 UI por dia”, aponta o nutricionista do Instituto Rana Saleh Lucas Peralles.

Contraindicações 

“As contraindicações da suplementação de vitamina em altas doses de vitamina D dependem de condições individuais como função renal, hepática, cardíaca e gastrointestinal. Por ser lipossolúvel não é livre de efeitos colaterais e risco de intoxicação”, aponta a nutróloga Dra. Marcella Garcez.

Além disso, a ingestão em excesso de vitamina D pode causar hipercalcemia – excesso de cálcio no sangue –, incluindo hipercalciúria, quantidade elevada de cálcio na urina. Além disso, o excesso pode levar à toxicidade, o que resulta em sintomas como suor frio, queda de pressão e enjoos.

Então, agora que você já sabe mais detalhes sobre a suplementação de vitamina D e identifica alguma necessidade relacionada a deficiência do nutriente, consulte um médico para avaliar a sua saúde. Por fim, lembre-se, a automedicação é extremamente prejudicial e pode acarretar em danos à sua saúde.

Veja também:

Fonte: 

– Dr. Thomáz Baêsso, médico atuante em nutrologia, afiliado do Instituto Nutrindo Ideais em São Paulo, com vasta experiência em emagrecimento, hipertrofia e saúde sexual.

– Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. 

– Lucas Peralles, nutricionista do Instituto Rana Saleh e especialista em Bodybuilding Coach e Nutrição Comportamental.

 

Sobre o autor

Tayna Farias
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em gravidez e maternidade

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