Quando o assunto é suplementação, a vitamina D é uma das mais conhecidas. Sua fama está relacionada à saúde óssea, imunidade, metabolismo e diversas outras funções do nosso organismo. Com isso, muitas pessoas tendem a se perguntar “por quanto tempo devo tomar vitamina D?”. A seguir, veja o que dizem os especialistas ouvidos pela Vitat.

Embora seja conhecida como vitamina D, esse nutriente lipossolúvel na verdade, é um hormônio que desempenha um papel essencial na absorção de cálcio e fósforo, na saúde óssea e no funcionamento adequado do sistema imunológico. Existem três formas de repor a vitamina C, são elas: exposição solar, alimentação e suplementação.
Especialmente com relação a suplementação, o médico atuante em nutrologia da Nutrindo Ideais Thomáz Baêsso, esclarece que a reposição da vitamina em adultos reduz a chance de fraturas ósseas, já em bebês pode evitar raquitismo, e por fim, em mulheres, o nutriente reduz a chance de osteoporose.
A vitamina D pode ser encontrada em baixas doses na alimentação de origem animal, ou seja, itens como ovos, peixes, carnes e queijos. Mas a principal forma de obtê-la é via exposição solar, já que o corpo produz a vitamina de forma natural através dos raios solares.
Mesmo com essas duas formas naturais, a necessidade de suplementar com vitamina D é comum em várias situações. Segundo a médica nutróloga Marcella Garcez, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, são elas:
Contudo, é necessário realizar exames para identificar a carência da vitamina.
A falta dessa vitamina tão importante implica em diversos problemas de saúde. Confira os mais comuns:
Além disso, a falta de vitamina D também pode causar:
De modo geral, o tempo de suplementação varia entre 6 a 8 semanas. Contudo, a duração da suplementação depende da necessidade individual de cada pessoa, baseada nos exames médicos que comprovam a deficiência de vitamina D. Portanto, apenas um médico pode indicar o tempo ideal.
A determinação de valores de suplementação de vitamina D pode ser uma tarefa complexa, uma vez que o nutriente também é obtido pela exposição solar por meio da biotransformação cutânea. “No mínimo de 600 UI deve ser obtido todos os dias, valor esse que pode aumentar de acordo com individualidades, como fraturas, menopausa, etc”, aponta o médico Thomaz.
A seguir, confira as recomendações gerais para suplementação:
A recomendação da quantidade pode mudar se o objetivo for suprir deficiências nutricionais já conhecidas: “Podemos usar uma dosagem mais alta, até 4.000 UI e no caso de uma deficiência muito severa, a dosagem pode subir até 10.000 ou 50.000 UI por dia”, aponta o nutricionista do Instituto Rana Saleh Lucas Peralles.
“As contraindicações da suplementação de vitamina em altas doses de vitamina D dependem de condições individuais como função renal, hepática, cardíaca e gastrointestinal. Por ser lipossolúvel não é livre de efeitos colaterais e risco de intoxicação”, aponta a nutróloga Dra. Marcella Garcez.
Além disso, a ingestão em excesso de vitamina D pode causar hipercalcemia – excesso de cálcio no sangue –, incluindo hipercalciúria, quantidade elevada de cálcio na urina. Além disso, o excesso pode levar à toxicidade, o que resulta em sintomas como suor frio, queda de pressão e enjoos.
Então, agora que você já sabe mais detalhes sobre a suplementação de vitamina D e identifica alguma necessidade relacionada a deficiência do nutriente, consulte um médico para avaliar a sua saúde. Por fim, lembre-se, a automedicação é extremamente prejudicial e pode acarretar em danos à sua saúde.
Veja também:
Fonte:
– Dr. Thomáz Baêsso, médico atuante em nutrologia, afiliado do Instituto Nutrindo Ideais em São Paulo, com vasta experiência em emagrecimento, hipertrofia e saúde sexual.
– Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN.
– Lucas Peralles, nutricionista do Instituto Rana Saleh e especialista em Bodybuilding Coach e Nutrição Comportamental.