Sardas brancas: o que são, causas e como evitá-las

13 de junho, 2022

Ao contrário das sardas marrons, que já são bem famosas e até já viraram tendência de beleza, as sardas brancas ainda são pouco conhecidas e faladas.

Estas manchas branquinhas são uma condição comum e que também costuma surgir nas áreas do corpo mais expostas ao sol, especialmente em pessoas de meia-idade e de pele clara. Saiba mais!

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O que são as sardas brancas?

Chamadas cientificamente de leucodermia gutata ou hipomelanose gutata idiopática (HGI), as sardas brancas surgem, em sua maioria, pela exposição solar excessiva o longo do tempo.

De acordo com a dermatologista Luiza Archer, do Rio de Janeiro, trata-se de uma condição assintomática e que atinge pessoas no mundo todo. Ela pode surgir em qualquer parte do corpo, mas sua preocupação é apenas cosmética.

“Muitos estudos apontam o papel central da exposição solar no surgimento das HGI, porém a causa definitiva ainda não foi comprovada”, ela explica.

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Vale ressaltar, contudo, que é possível que algumas pessoas confundam as sardas brancas com vitiligo, porém são duas condições totalmente diferentes.

“Ao contrário do vitiligo, as lesões de IGH não progridem”, esclarece a médica.

“Além disso, existem outras condições dermatológicas comuns no diagnóstico de manchas brancas na pele. São elas: pitiríase versicolor, pitiríase alba, máculas café com leite, líquen esclerose, morfeia gutata e hipopigmentação pós-inflamatória simples”, complementa.

Como evitar as sardas brancas

Uma vez que a exposição ao sol é um fator importante para seu surgimento, o ideal é manter o uso diário de protetor solar.

Além de evitar o aparecimento de novas manchas, ele ainda ajudará a proteger as sardas brancas já existentes. Isso, portanto, evita a piora da condição.

Outra boa medida, segundo a médica, é apostar em barreiras físicas. São elas: roupas com manga longa e proteção UV e chapéus, por exemplo, que deixem a pele coberta e fora do alcance dos raios solares.

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Vale ressaltar que, segundo Luiza, os estudos já concluídos a respeito de tratamentos para as sardas brancas ainda são bastante vagos.

“Os mais recentes e promissores apontam para o uso de terapia injetável. Esteroides, retinoides e inibidores tópicos de calcineurina também já foram propostos nas pesquisas, além de lasers fracionados e outras tecnologias, por exemplo”, finaliza ela.

Fonte: Luiza Archer, dermatologista referência em dermatologia natural, do Rio de Janeiro.

Sobre o autor

Ana Paula Ferreira
Ana Paula Ferreira
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em beleza e bem-estar.