O que acontece com o corpo quando exageramos no fast food?

Alimentação Bem-estar
16 de Novembro, 2022
O que acontece com o corpo quando exageramos no fast food?

Receber o pedido rapidamente e comê-lo de forma prática. Esse é o conceito básico por trás da expressão fast food, modalidade alimentar na qual as refeições precisam ser vendidas, preparadas e consumidas em pouco tempo. E apesar de apresentar algumas vantagens (principalmente para pessoas com rotinas mais agitadas), os malefícios do consumo exagerado de fast food também existem.

Como surgiu o conceito?

Os primeiros registros de restaurantes do tipo fast food são da década de 1950, nos Estados Unidos. Eles baseavam-se na estratégia fordista das linhas de montagem — por isso, os pratos sempre são padronizados e preparados de forma bem mecânica, priorizando a rapidez.

Você com certeza já viu um restaurante que segue esse estilo: o cardápio é geralmente constituído de lanches, frituras, refrigerantes e sucos prontos, e em aproximadamente meia hora é possível sair de lá com a barriga (muito) cheia. Não há garçons e você recebe atendimento na mesa — precisa fazer e retirar o seu pedido no balcão.

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Em um primeiro momento, a ideia não parece tão ruim, afinal, as pessoas têm cada vez menos tempo para cozinhar e comer hoje em dia. Contudo, o fast-food é muito criticado por nutricionistas e especialistas que prezam pela alimentação saudável. Confira alguns malefícios que o fast food pode trazer ao corpo se exagerarmos na dose:

Malefícios do fast food

Para conseguir produzir toneladas e mais toneladas de refeições em pouco tempo e conservar melhor os ingredientes, a indústria alimentícia geralmente acrescenta nos alimentos fast foods conservantes, gordura hidrogenada, açúcar e sódio — também como uma forma de deixar os pratos muito mais saborosos. Essas substâncias, quando consumidas em excesso, podem prejudicar seriamente o organismo.

1 – Maior risco de sobrepeso e obesidade

Se você aumentou o número de pedidos no fast food durante a quarentena, saiba que esse tipo de comida é um dos grandes vilões do emagrecimento. Por mais que hambúrguer, cachorro quente, batata frita e companhia sejam apetitosos e difíceis de “largar”, essas opções são ricas em calorias, gorduras, açúcares e sal, além de pobres em fibras, vitaminas e minerais essenciais ao bom funcionamento do organismo.

Além disso, o combo hambúrguer, batata frita grande, refrigerante e sobremesa pode facilmente atingir a necessidade diária de calorias, gordura e sódio de um adulto em uma única refeição. E, já está mais que comprovado que o excesso de calorias e gorduras na alimentação diária está relacionado ao excesso de peso.

2 – Dislipidemia e problemas cardiovasculares

A obesidade, assim como o consumo excessivo de gordura e sódio, predispõem ao surgimento de doenças cardiovasculares e hipertensão. Por isso, é importante tirar o fast food da rotina e deixá-lo para ocasiões esporádicas.

3 – Mais chances de desenvolver diabetes tipo 2

Justamente pela alta quantidade de açúcares e carboidratos refinados presentes nesse tipo de alimento. Aliás, um estudo publicado na PLOS Medicine descobriu que morar perto de fast-food pode aumentar o risco de diabetes 2.

Cientistas acompanharam, de 2018 a 2020, a rotina nutricional de mais de 12 mil pessoas que viviam em Bangladesh e no Sri Lanka. Assim, eles analisaram as opções alimentares disponíveis para a compra na região onde os participantes moravam e reuniram informações médicas e diagnóstico prévio acerca da doença e dos níveis de glicose no sangue.

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“Os ambientes alimentares têm impacto na dieta e na obesidade, dois fatores de risco para diabetes, mas esse fator não foi muito explorado em estudos científicos”, afirmaram os pesquisadores.

Por fim, eles descobriram que existia uma relação direta entre o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e morar perto de fast-food. De acordo com o estudo, existe um aumento de 8% na probabilidade de ser acometido pela doença.

4 – Malefícios do fast food: possíveis alterações no leite materno

Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, conduziram um estudo inicial para descobrir o impacto da dieta na amamentação. Eles fizeram a pesquisa com animais e investigaram o efeito de uma alimentação rica em açúcar e gordura, similar ao fast food, durante as três semanas pré-gestação.

Os resultados apontaram uma alteração na composição proteica do leite das cobaias, mesmo que o consumo tenha ocorrido pouco antes da gravidez.

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