Métodos contraceptivos na amamentação: o que pode ou não usar

Gravidez e maternidade Saúde
31 de Outubro, 2022
Métodos contraceptivos na amamentação: o que pode ou não usar

Quando o assunto é métodos contraceptivos na amamentação, a primeira dúvida que surge é em relação ao aleitamento materno ser capaz de impedir a gravidez. Afinal, isso é um mito ou verdade? Como em diversos assuntos relacionados a maternidade, a resposta é: depende.

De acordo com Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e Albert Einstein, esse processo começa quando a placenta descola do útero. “Isso é um sinal para o corpo da mulher que faz com que a hipófise comece a aumentar a produção de prolactina. Ela, por sua vez, vai agir sob as mamas fazendo com que o colostro se transforme em leite. Esse é o momento que chamamos de apojadura e ele costuma acontecer entre três a cinco dias após o parto”, completa o especialista.

O aumento da produção da prolactina, por sua vez, faz com que a liberação dos hormônios da hipófise, que estimulam os ovários a funcionarem, seja bloqueada. Dessa forma eles entram em repouso e não produzem os óvulos. “Paralelo a isso, há uma atrofia do endométrio, razão pela qual a maioria das mulheres não menstruam enquanto amamentam”, detalha Pupo.

Assim, ao longo dos dois primeiros meses após o parto, a amamentação em livre demanda tende a prevenir a gestação. No entanto, de acordo com Carolina Curci, ginecologista e obstetra, os métodos contraceptivos devem entrar em cena por volta dos 40 dias após o nascimento do bebê. Afinal, “é o período que o médico vai liberar o casal para começar a ter relação sexual”, explica a especialista.

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Os métodos contraceptivos na amamentação

Assim os obstetras explicam que existem aqueles que são métodos contraceptivos hormonais e os não hormonais:

Métodos contraceptivos hormonais

  • Minipílulas de progesterona de baixa dosagem;
  • Pílulas tradicionais a base de progesterona exclusiva;

Métodos contraceptivos não hormonais:

Dentre as opções, não se usa pílulas combinadas ou que contenham estrogênio porque ele pode passar pelo leite materno e causar efeitos colaterais no bebê. Por exemplo, o pequeno pode apresentar aumento do broto mamário e até mesmo presenciar o surgimento de pelos pubianos em casos extremos. Além disso, de acordo com Carolina, o hormônio afeta a produção e a qualidade do alimento produzido pela mãe.

Fontes:

  • Dr. Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e Albert Einstein;
  • Dra. Carolina Curci, ginecologista e obstetra.

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