O banheiro é o lugar mais sujo da casa? Veja os locais com mais germes

Bem-estar Casa
29 de Abril, 2022
O banheiro é o lugar mais sujo da casa? Veja os locais com mais germes

Ao pensar em germes, bactérias e sujeira em geral, a maioria das pessoas mentaliza logo o banheiro. Isso acontece pelo fato de o ambiente ser o lugar onde realizamos as necessidades fisiológicas e tomamos banho. Contudo, o que poucos sabem é que existem outros locais com ainda mais germes na casa. 

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Essa ideia de que o banheiro é o ambiente com mais bactérias não necessariamente é a mais correta. A biomédica Sandra Márcia Moraes Abreu, do grupo Sabin Medicina Diagnóstica, explica que ele pode não ser o mais sujo, mas com certeza é o que mais precisa de limpeza constante. Ela conta que isso se dá porque a umidade constante pode provocar o acúmulo de bactérias, que se multiplicam e expõem a saúde dos moradores da casa.

Locais com mais germes do que o banheiro

“Em todos os locais e cômodos, existem germes. A cozinha, por exemplo, é um cômodo que as pessoas imaginam ser o mais limpo. Pelo contrário: é lá que descarregamos as compras que trazemos da rua e manipulamos carnes cruas. Por isso, os hábitos errados de limpeza têm o poder de transformar a casa em um lugar bastante propício para a transmissão de doenças. É importante priorizar uma rotina de cuidados em todos os ambientes. Bactérias e outros tipos de micro-organismos sempre encontram ‘oportunidades’ de proliferar e causar doenças em pessoas, animais de estimação e plantas,” conta.

Além disso, objetos como celulares, teclados, tapetes e a própria pia da cozinha conseguem ser mais sujos do que o banheiro. O celular e os teclados não costumam passar por uma limpeza frequente ou até mesmo semestral, por isso, acumulam micro-organismos que podem ser transferidos para boca, olhos, nariz ou feridas, causando infecções.

A biomédica lista alguns germes e bactérias comuns nos lares: 

  • Ácaros, que podem estar presentes em tapetes, sofás, cortinas;
  • Fungos, que adoram ambientes úmidos como banheiro, toalha de banho úmida e bucha de banho;
  • Coliformes fecais, sendo o mais comum o Escherichia coli — presente nas fezes, nos cestos de lixo, e nas roupas íntimas; 
  • E inúmeras bactérias que ficam em alimentos e vão para ralos de pias e tábuas de cortar carne.

A especialista ressalta que os ácaros causam alergias respiratórias, os fungos causam micoses e os coliformes fecais, gastroenterite e outras doenças.

Como manter uma rotina para se livrar dos germes em casa

Abreu dá algumas dicas para diminuir os micro-organismos em casa, e a primeira delas é ter atenção, vigilância e cuidado. “É muito importante ter uma rotina de limpeza em todos os ambientes. Por exemplo, uma vez por semana, dedicar algumas horas do seu dia para fazer ‘uma limpeza geral’, com produtos que removem a sujeira acumulada ao longo da semana nas superfícies. Em locais mais específicos, como pia e vaso sanitário, é fundamental ter em mãos produtos de limpeza que eliminem micro-organismos que se proliferam nestes espaços”, afirma. 

O chuveiro não deve ficar de fora dessa limpeza. Observe a higienização, afinal, há acúmulo de água na área. A sugestão é estabelecer um hábito de enxaguar o box após o banho, assim, isso faz com que ele fique seco e limpo, evitando a proliferação de fungos. Mais uma indicação da especialista é sempre remover os resíduos e produtos como shampoo, óleos de banho e sabonete que costumam ficar nos boxes. 

Outros hábitos, como remover o lixo sempre que estiver cheio, deixar escovas de dentes sempre tampadas e utilizar um pano úmido com produto de limpeza no piso, ajudam a deixar o ambiente seguro e livre de germes, de acordo com Abreu. 

Dicas gerais

“O mais importante é a população entender que a falta de cuidados com a limpeza doméstica, associada a fatores próprios dos ambientes, como umidade, pode impactar a saúde das pessoas. Uma parcela grande desses inimigos não é visível a olho nu e pode estar ali se multiplicando muito rapidamente.

Para evitar problemas com os germes na casa, é fundamental investir em práticas de cuidado e atenção. Entre as medidas simples, podemos destacar evitar o uso do celular no banheiro. O aparelho é usado em praticamente todos os lugares, por isso, acumula muitos germes. Desse modo, ao usar o celular no banheiro, aumentamos os riscos de contaminação, já a mão usada para mexer no aparelho é a mesma usada para fazer contato de higiene íntima”, completa.

Por fim, a biomédica comenta que não é preciso se tornar maníaco por limpeza, pois viver em um ambiente estéril é impossível. Mas medidas simples de higiene, como colocar as toalhas no sol e abaixar a tampa do vaso ao dar descarga, contribuem para um ambiente limpo.

Fonte: Sandra Márcia Moraes Abreu, biomédica do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica (CRBM 10850).

Sobre o autor

Gabriela Ferreira
Jornalista e Repórter da Vitat.

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