Gastroenterite: O que comer e o que evitar durante a condição

24 de novembro, 2021

A gastroenterite afeta cerca de 2 milhões de brasileiros por ano. No mundo, esse número é muito maior: 2 bilhões de casos anuais, sendo a principal causa de mortalidade em crianças menores de cinco anos (de acordo com a OMS). Por isso, apesar de parecer inofensiva, a doença não pode ser negligenciada. São necessários o diagnóstico precoce, o tratamento correto e uma dieta adequada para reforçar o sistema de defesa do corpo e evitar a desidratação. Entenda:

O que é a gastroenterite?

Nada mais é do que uma irritação e infecção do tubo digestivo (isto é, do estômago e/ou intestino) causada por vírus, bactérias ou intoxicação alimentar. Normalmente, ela é transmitida de três principais formas:

  • Contato com alimentos ou água contaminados;
  • Por saliva (com beijos ou copos e utensílios compartilhados);
  • Toque em uma superfície contaminada.

Além disso, os principais sintomas incluem diarreia, cólicas, náuseas, vômitos e febre (geralmente baixa). Mas há também sinais mais específicos:

  • Dores locais: no abdômen ou reto;
  • No aparelho gastrointestinal: arroto, engasgos, fezes verdes, inchaço, indigestão, dores de estômago ou flatulência;
  • No corpo: calafrios, desidratação, fadiga, perda de apetite, sede excessiva, tontura ou suor;
  • Além disso, é comum: boca seca, dor de cabeça, perda de peso, produção insuficiente de urina ou ritmo cardíaco acelerado.

Leia também: Dieta para H. pylori: Como evitar e o que comer durante o tratamento

Diagnóstico e tratamento

Por ser de fácil diagnóstico (não exigindo exames laboratoriais ou de imagem muito complexos na maioria dos casos), tratável em casa e normalmente resolvida em dias ou semanas, muita gente não dá a devida atenção à enfermidade. Contudo, se não combatida, ela pode levar à morte, sobretudo em áreas mais vulneráveis (onde não há saneamento básico) e em crianças menores de cinco anos, justamente pelo risco de desidratação.

O médico pode recomendar o uso de alguns medicamentos. Mas o mais importante é manter uma dieta própria para gastroenterite, fazer repouso e priorizar a reposição de líquidos e sais minerais perdidos.

Dieta para gastroenterite

É normal seu apetite diminuir durante a gastroenterite, mas isso não quer dizer que você deva parar de comer. Você pode diminuir o volume das refeições, mas é muito importante se alimentar adequadamente e beber bastante água, assim, você ajudará seu corpo na recuperação.

Os alimentos mais indicados são carboidratos de fácil digestão (arroz branco, pão branco, macarrão branco e frutas sem casca), e proteínas com baixo teor de gordura (peixes brancos, frango sem a pele, tofu, ovo e cogumelos). Confira mais exemplos para incluir no cardápio:

  • Frutas sem casca, como maçã, pera, banana prata, pêssego, abacaxi, caju, goiaba, maracujá, melão ou limão;
  • Vegetais, cozidos e sem casca, como cenoura, beterraba, chuchu, abobrinha, berinjela, tomate ou vagem;
  • Cereais com fibras de fácil digestão, como arroz branco, macarrão branco, pão branco ou tapioca;
  • Tubérculos, como batata, batata doce, batata baroa, cará, inhame ou aipim;
  • Proteínas magras, como frango sem pele, peixes brancos sem pele, ovos, tofu ou peru sem pele.

Leia também: Fórmula infantil pode criar bactérias resistentes a antibióticos

Por fim, evite itens que irritam o trato digestivo, como café, pimentas, temperos fortes (mesmo que naturais), carnes embutidas e ingredientes ultraprocessados. Sobre as bebidas, além da água pura, dá para apostar em chás sem cafeína, água de coco, e águas saborizadas.

Referência: Helio Magarinos Torres Filho; Gastroenterites infecciosas; Abril de 2013. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/0047-2077/2013/v101n2/a3986.pdf.

Sobre o autor

Redação
Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e educadores físicos.