A ferritina é uma proteína produzida no fígado e que atua no armazenamento de ferro no corpo. Por isso, quando a ferritina está alta, pode ser um sinal de que há excesso do mineral no organismo. Mas é claro que nem sempre é assim, e a questão pode ter outras causas (aliás, tem até relação com a Covid!). Saiba tudo sobre a seguir:
Como já explicado anteriormente, a ferritina é uma proteína produzida pelo nosso fígado cuja principal função é armazenar ferro no organismo — mineral importante para a fabricação de hemoglobina e mioglobina, que ajudam no transporte de oxigênio pelo sangue. Ela é uma macromolécula, e cada uma consegue carregar até quatro mil átomos de ferro de uma só vez!
Cerca de 70% do ferro no nosso organismo pode ser encontrado na hemoglobina; enquanto os 30% restantes geralmente se incorporam à ferritina.
É por isso que o exame que mede os níveis de ferritina pode ser útil para determinar a falta ou o excesso de ferro no organismo. Mas ele geralmente é associado a outros testes, como a dosagem de ferro sérico e o hemograma, para que o diagnóstico seja mais preciso.
Os valores de referência da ferritina sérica podem variar de acordo com o laboratório e fatores como idade, sexo, gravidez e outras condições. Mas geralmente ficam entre:
A ferritina aumentada pode indicar excesso de ferro no organismo. Mas para ter certeza disso, geralmente são realizados também os outros exames já citados, além de transferrina e ressonância magnética abdome tipo FerriScan.
Nem sempre os níveis de ferro acompanham os da ferritina, sabia? Existem casos nos quais o primeiro está adequado, enquanto o segundo está alto.
A questão pode estar associada a processos inflamatórios, por isso, pode ser um sinal de doenças como Covid, gripe ou até mesmo câncer. Outras condições que aumentam a ferritina, mas não o ferro, são
Quem sofre com essa condição tende a sentir dores nas articulações, cansaço e possivelmente falta de ar, bem como dores abdominais. Quando o problema é o excesso de ferro, outros sinais podem aparecer:
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O tratamento pode variar de acordo com a sua causa. Porém, em geral, o tratamento se dá por meio de mudanças na alimentação. Por exemplo, com a alta da proteína, recomenda-se evitar alimentos ricos em ferro e em vitamina C, pois ela atua na absorção do mineral no corpo.
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No entanto, assim como existem os alimentos cujo consumo é mais recomendado, também têm aqueles que é melhor evitar, por exemplo a carne vermelha, o brócolis e outros vegetais de cor escura, folhas verdes (espinafre, couve e mais) e alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas.
A ferritina baixa é mais comum entre as mulheres e pode levar ao desenvolvimento de um quadro de anemia, portanto, os sintomas das duas condições são similares.
Ou seja, a baixa da ferritina pode causar, por exemplo, a sensação de fraqueza e a falta de disposição (fadiga). Não só, outros sintomas típicos são:
Em geral, para o diagnóstico é preciso fazer exames de sangue. Ainda, mais raramente, pode ser necessário fazer o exame de medula óssea.
Não existe uma causa única, portanto, ela pode resultar de diferentes condições pré-existentes, como o hipotireoidismo, bem como pode ser um efeito colateral de uma alimentação pobre em nutrientes. Por exemplo, o hipotireoidismo pode indiretamente provocar a ferritina baixa. Não só, a disbiose intestinal, um desequilíbrio da microbiota do intestino, também pode acarretar o problema.
A anemia pode ser um efeito colateral da ferritina baixa, porém, pode também ser sua causa. Além disso, sangramentos gastrointestinais, bem como o sangramento menstrual intenso, podem provocar esse quadro. Porém, a causa dessa condição também pode ter relação com a alimentação. Mais especificamente, com a falta da ingestão de alimentos ricos em ferro e vitamina C. No entanto, é possível que o corpo apresente dificuldade em absorver o ferro dos alimentos.