Alimentos que combatem a ansiedade são verdadeiros aliados para ajudar a tratar este mal. Isso porque a ansiedade, infelizmente, é uma realidade da vida moderna, e os brasileiros estão entre os que mais sofrem com ela.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), quase 19 milhões de pessoas vivam com esse transtorno no Brasil atualmente, o que coloca o país entre os primeiros nesse tipo de diagnóstico.
Mas, como os alimentos que combatem a ansiedade agem no organismo? Apesar de a alimentação não ser a causadora principal, existe uma relação direta entre ansiedade e o que comemos — alguns alimentos podem, sim, atuar no organismo aumentando o estresse.
Porém, embora não exista uma comida mágica que possa “curar” ou “tratar” a ansiedade, há algumas mudanças que podemos fazer em nossas escolhas diárias de alimentação e que ajudam a aliviar alguns sintomas.
A vitamina C presente nessas frutas diminui o cortisol – que estava diretamente envolvido na resposta ao estresse. Além disso, seu consumo promove o bom funcionamento do sistema nervoso e aumenta a sensação de bem-estar.
É uma ótima fonte de triptofano, um aminoácido que alivia os sintomas de ansiedade. Ademais, a substância aumenta a produção de serotonina, o hormônio da felicidade.
São a melhor fonte natural de triptofano. Além disso, possuem outro aminoácido chamado taurina. Essa substância aumenta a disponibilidade de um neurotransmissor: GABA. O organismo usa esse neurotransmissor para controlar fisiologicamente a ansiedade.
É rico em flavonoides, que são antioxidantes que favorecem a produção de serotonina, o neurotransmissor que promove sensação de bem-estar e melhora o humor.
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Dentre os benefícios do abacate para a ansiedade, podemos citar a presença de vitamina B6 e magnésio, uma combinação que pode ajudar na produção de serotonina, proporcionando a sensação de bem-estar. Por isso, ele está entre os alimentos que combatem a ansiedade.
Adicionar fatias de abacate a omeletes, saladas e até smoothies também irá ajudar a obter mais fibras e gorduras saudáveis na dieta.
Feijão, lentilha e grão de bico fornecem antioxidantes, vitamina B6 e magnésio. E uma vez que são ricos em proteínas, podem substituir a carne vermelha em alguma refeição.
Ele fornece minerais essenciais que podem ajudar com sintomas de estresse e estabilizar o humor. Portanto, procure por versões simples e sem açúcar para ingerir no café da manhã, em lanches ou usar como molho.
Uma porção de 30 gramas dessa semente fornece quase 20% do valor diário de magnésio recomendado. Desse modo, polvilhe estas sementes em suas refeições ou lanche para aumentar o consumo desse nutriente.
A ansiedade é uma resposta natural do ser humano diante de situações que a mente encara como perigosas. Pode ser um desafio no trabalho, por exemplo, uma decisão importante que precisa ser tomada, compromissos, contas a vencer, mudanças e até uma grande viagem.
Um acontecimento que potencializou muito o sentimento de ansiedade nas pessoas foi o surgimento da pandemia (e, dessa forma, a consequente necessidade de isolamento social). Uma pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e publicada no The Lancet descobriu que em apenas um mês de quarentena, os quadros de ansiedade e depressão duplicaram. Dirigida pelo psicólogo Alberto Filgueiras, a análise colheu dados de 1.460 brasileiros.
Nesses momentos de preocupação intensa entra em ação um mecanismo de defesa que prepara o corpo para fugir ou enfrentar a ameaça. “Instala-se assim uma luta interna, cujo efeito é sentido como ansiedade a partir de vários sinais físicos, como aumento das frequências cardíaca e respiratória, por exemplo. A ansiedade, nesse sentido, é o que também podemos chamar de angústia”, detalha Renata Garutti Rossafa, psicóloga e mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso.
Apresentar essa sensação é comum e saudável, porque, apesar do desconforto, não nos impede de lidar com os desafios e os sintomas desaparecem rapidamente. “Sentir ansiedade é inevitável. Contudo, o que se considera mais preocupante é quando o estado de ansiedade paralisa e a angústia se intensifica ao ponto de a pessoa achar que não está dando conta, demandando muita energia para se manter estável emocionalmente”, observa a psicóloga.
É aí, então, que a ansiedade pode ficar mais séria e se transformar em um distúrbio, conhecido como transtorno de ansiedade.
O aconselhamento psicológico é o mais indicado para tratar o transtorno da ansiedade. Sessões de psicoterapia ajudam a identificar a origem do problema e as formas de gerenciá-la em uma situação propícia para os sintomas.
Geralmente, a terapia não é uma solução rápida. Pode levar alguns meses antes de você começar a perceber os benefícios das sessões, mas que podem durar por muito mais tempo. Há ainda a prescrição de antidepressivos e ansiolíticos, igualmente recomendadas por um profissional – psicólogo ou psiquiatra.
Você também pode interferir no padrão que leva à ansiedade com algumas atitudes simples. Veja como:
É o primeiro passo para perceber quando a ansiedade pode tomar conta do seu íntimo.
Uma delas é deixar um pouco de lado o smartphone. Um estudo da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, apontou que quem usa muito as redes sociais, como o Instagram, sente-se mais deprimido, já que as interações pessoais foram substituídas pelas virtuais. Sabe aquela sensação de que está perdendo alguma coisa se você deixa de acessar a internet? Isso causa insegurança e ansiedade por se sentir excluído, mesmo que nenhuma novidade esteja rolando. Por isso, limite o uso de smartphone e perceba como os episódios ansiosos diminuirão.
Uma revisão de estudos da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, avaliou que a meditação pode ajudar em casos de ansiedade, depressão e dores. Existem várias linhas meditativas, mas todas com a mesma proposta: conexão consigo mesmo e com o momento presente.
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Reserve de cinco a 10 minutos diários do seu dia, preferencialmente pela manhã, para ficar em silêncio e observar sua respiração e corpo. Caso você não saiba por onde começar, existem diversos aplicativos com programas de meditação que auxiliam a firmar esse hábito. Tente fazer isso hoje.
O movimento continua sendo o melhor aliado do bem-estar. Exercitar-se estimula a produção de hormônios que melhoram o humor e a disposição. Yoga, Pilates, caminhada, corrida ou qualquer outra modalidade que lhe dê prazer e a sensação de descarregar a tensão são mais do que necessárias!
Passar um tempo com os amigos, família, ler um livro, jogar videogame. Faça uma lista de momentos que trazem paz, tranquilidade e satisfação – e coloque-os em prática.
Dificilmente prestamos atenção à nossa respiração. Por isso, em situações ansiosas, pare tudo o que está fazendo e respire profundamente por alguns minutos. A respiração nos conecta ao momento presente e ajuda a acalmar os ânimos.
A cafeína tem muitos pontos positivos. De acordo com estudos da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, a substância é boa para o coração, ajuda a prevenir o mal de Alzheimer e combate o diabetes, ao reduzir o nível de açúcar no sangue. Mesmo assim, a principal substância do café ainda é um estimulante e, por isso, deve ser evitada nos dias de maior apreensão. E não vale substituir a bebida por refrigerante, chá preto ou chocolate, que também contêm cafeína. Prefira o chá-verde ou um belo smoothie de frutas e alfarroba.
Afinal, a falta de sono está diretamente relacionada a níveis mais altos de ansiedade. Então vá para a cama mais cedo – quem sabe depois de meditar -, apague todas as luzes e deixe os problemas bem longe do travesseiro.
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Descontamos a ansiedade de diversas formas. Portanto, ao iniciar uma refeição, preste atenção na alimentação, coma devagar e mastigue bem os alimentos. Isso proporcionará uma maior sensação de saciedade. Também é importante se afastar de distrações, como celular e televisão.
No momento da ansiedade, muitas pessoas apelam para os doces. Mas se essa vontade for grande, opte por receitas alternativas, de doces mais saudáveis.
Isso porque eles ajudam a reduzir o estresse e a controlar a ansiedade, aumentam a resiliência emocional, melhoram o equilíbrio de hormônios e neurotransmissores e ajudam a manter o peso corporal adequado.
Desvie o foco da comida e busque fazer outras atividades, como ouvir música e assistir a um filme. Assim, tenha sempre uma alternativa para deixar o alimento de lado e relaxar.
Pois este hábito altera a glicemia e provoca mais compulsão na refeição seguinte.
Os chás que contêm substâncias sedativas suaves também ajudam no autocontrole. Por isso, dê preferência para melissa, camomila e erva doce. Ademais, o maracujá possui propriedades calmantes, tanto a fruta como suas folhas.
Fonte: Renata Garutti Rossafa, psicóloga e mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso.
Referências: World Health Organization. (2021). Mental health atlas 2020. World Health Organization. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/345946; e Filgueiras, Alberto and Stults-Kolehmainen, Matthew, The Relationship Between Behavioural and Psychosocial Factors Among Brazilians in Quarantine Due to COVID-19. Disponível em: https://ssrn.com/abstract=3566245 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.3566245.