SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos): saiba tudo sobre
Você já notou alguma irregularidade na sua menstruação e o impacto disso no seu corpo? Fluxo intenso demais, pouco fluxo, dores excessivas, aparecimento de pelos, ganho de peso… Todos esses são sintomas de SOP, a Síndrome dos Ovários Policísticos.
Neste episódio da quarta temporada do podcast De bem com você, da Vitat, Cris Dias conversa com o médico ginecologista Dr Ricardo Vasconcellos Bruno para dar dicas de como é possível identificar e tratar a SOP:
Conheça o convidado
Ricardo Vasconcellos Bruno é médico especialista em ginecologia endócrina e climatério. Possui mestrado e doutorado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Ademais, é membro da Comissão Nacional de Osteoporose da FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia), diretor da SOBRAC (Associação Brasileira de Climatério), diretor da SGORJ(Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro) e membro da Comissão Científica da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH).
O que é a SOP?
De acordo com o especialista, SOP ocorre quando os ovários apresentam vários pequenos cistos. Isso faz com que haja uma característica hiperandrogênica, isto é, aumento dos hormônios masculinos na mulher.
O fato pode causar uma desregulação dos ovários, que passam a não ovular mais, e até dificuldade para engravidar. Além disso, pode gerar:
- Ganho de peso;
- Inchaço;
- Pelos em lugares inusitados;
- Acne;
- Além disso, ciclo menstrual irregular;
- Fluxo muito intenso ou pouco fluxo;
- Cabelo ralo;
- Por fim, resistência à insulina.
Aliás, a resistência à insulina, se não tratada, pode levar ao diabetes e aos consequentes riscos de obesidade, problemas cardiovasculares e até AVC.
A SOP pode começar a se manifestar desde o início das menstruações, ainda na adolescência. O que, desse modo, pode afetar a autoestima.
“Há, inclusive, um estudo que diz que cerca de 50% das mulheres que têm ovários policísticos desenvolvem depressão”, complementa Ricardo Vasconcellos Bruno.
Leia também: Hábitos para adotar agora e mudar a sua vida para sempre
Quais as causas e como é o tratamento da SOP?
“Hoje, a gente sabe que é uma condição genética. É um duplo defeito genético: tendências para o hiperandrogenismo e para a resistência à insulina”, explica o médico.
Infelizmente, a síndrome não tem cura. Assim, o tratamento varia e geralmente se dá com base nos sintomas. Ou seja, aumentar a fertilidade, melhorar a condição metabólica, controlar o peso, equilibrar os hormônios, etc.
“Ao garantir esse equilíbrio hormonal e metabólico e devolver a fertilidade à paciente, é possível ter uma passagem de vida bastante saudável e sem as consequências negativas.”
O ideal, então, é procurar um ginecologista assim que os sinais dão as caras. Ademais, vale buscar a orientação de um nutricionista ou nutrólogo para melhorar a alimentação, e de um profissional de educação física para incluir os treinos na rotina diária.
Isso porque nutrição e atividade física são fundamentais para melhorar a qualidade de vida de quem convive com a SOP. “Um dos principais tratamentos para a síndrome é o estilo de vida. Portanto, a dieta deve ser mais proteica e reduzida em carboidratos.”
Leia também: Como baixar o colesterol e a glicose com ajuda da alimentação
Sobre o De Bem Com Você
No podcast da Vitat, Cris Dias conduz conversas descomplicadas com especialistas e convidados para você descobrir como ficar de bem com você. A cada semana, um episódio novo será lançado. Confira os outros temas aqui!
E tem para todos os gostos: os bate-papos também ficarão disponíveis nas plataformas de áudio Spotify, Deezer, Google e Apple.