Pólipo nasal: o que é, causas, sintomas e tratamento

Saúde
03 de Julho, 2024
Pólipo nasal: o que é, causas, sintomas e tratamento

O chamado pólipo nasal consiste em um crescimento anormal de tecido no revestimento nasal ou nos seios paranasais, semelhante a uma lágrima ou a uma uva sem casca e sem semente. Ele pode variar de tamanho, formato e surgir em uma ou em ambas as cavidades nasais — assim como em diferentes regiões dentro do nariz e dos seios paranasais. 

O pólipo não causa dor ou incômodo, por isso, os médicos costumam identificá-lo durante exames de rotina do nariz ou das vias respiratórias. Por apresentar sintomas como coriza, congestão nasal e dor de cabeça constante, ele normalmente surge acompanhado de um quadro de sinusite crônica.

Causas do pólipo nasal

Segundo Nathália Tenório, otorrinolaringologista da HAS Clínica, o pólipo nasal é mais frequentes em pessoas com problemas respiratórios como asma, sinusite e rinite alérgica, condições que causam irritação constante na mucosa nasal. Além disso, ele também pode resultar de fatores genéticos e hereditários do paciente.

Leia também: Alergias respiratórias: quais as principais, sintomas e como tratá-las

Afinal, o pólipo nasal pode virar câncer?

O pólipo nasal é considerado um tumor benigno, sem a presença de células cancerígenas. Por isso, não pode virar câncer. 

Porém, como pólipos podem se assemelhar a outras lesões, a médica Nathália Tenório enfatiza a importância de uma investigação completa para descartar possíveis tumores nasais de natureza diferente, como papiloma invertido, carcinoma ou esteioneuroblastoma.

Sintomas do pólipo nasal

Um dos sinais mais frequentes do pólipo nasal é o surgimento de uma sinusite crônica. Dessa forma, podem aparecer sintomas como: 

  • Coriza constante;
  • Espirros;
  • Congestão nasal ;
  • Dor no rosto;
  • Dor de cabeça;
  • Perda do paladar;
  • Olfato diminuído;
  • Coceira ao redor dos olhos;
  • Obstrução nasal.

Quando pequenos, eles podem não ser identificados, mas a presença de muitos pólipos nasais ou pólipos maiores aumenta o risco de bloqueio das vias respiratórias. 

Diagnóstico do pólipo nasal

O diagnóstico do pólipo nasal é feito a partir de um exame físico, em que o médico utiliza um instrumento para examinar as passagens nasais. Além disso, também podem ser necessários exames complementares, como nasofibrolaringoscopia e tomografia computadorizada de seios paranasais. Eles são capazes de avaliar a extensão da polipose e o comprometimento dos seios da face.

“É  um exame diagnóstico indispensável para um paciente candidato a uma cirurgia de polipose nasal/sinusectomia”, complementa Nathália. 

Como é feito o tratamento do pólipo nasal? 

O tratamento do pólipo nasal varia de acordo com o tamanho e a extensão do tecido. Quando o paciente apresenta poucos sintomas, o médico pode prescrever um corticoide tópico (como spray nasal) ou comprimidos orais para reduzir ou eliminar os pólipos. 

Contudo, em casos nos quais não há melhora com o tratamento clínico ou os pólipos são extensos, é indicado um procedimento cirúrgico para ressecção e limpeza dos pólipos nasais.

Cirurgia para pólipo nasal

Os médicos realizam a cirurgia para pólipos nasais, chamada cirurgia nasal endoscópica, com anestesia geral ou local, fazendo pequenas incisões no revestimento nasal. É utilizado um endoscópio, que é um fino tubo flexível com uma câmera na ponta, que ajuda o especialista a observar o local do pólipo e removê-lo com o auxílio de um instrumento de corte na ponta do tubo.

Na maioria dos casos, o paciente tem alta no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento cirúrgico. O médico pode prescrever alguns sprays anti-inflamatórios e com corticoides para evitar a reincidência do pólipo.

“É importante ressaltar que, mesmo com o tratamento cirúrgico, há a possibilidade de os pólipos nasais voltarem a crescer. Por isso, é importante que o paciente mantenha o acompanhamento com um otorrinolaringologista”, finaliza a otorrinolaringologista Nathália Tenório.

Complicações

Se não tratados adequadamente, os pólipos podem provocar o bloqueio do fluxo de ar nas vias aéreas e a drenagem dos seios paranasais, especialmente quando há uma grande quantidade ou um tamanho acima do normal. Entre as principais complicações possíveis, estão: 

  • Crise de asma;
  • Infecção dos seios paranasais;
  • Apneia obstrutiva do sono;
  • Problemas oculares, como visão dupla, mas são raros.

Fonte: Nathália Tenório, otorrinolaringologista do HAS Clínica. 

Referências

Sobre o autor

Susana Targino
Jornalista da Vitat

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