Desde o dia 2 de maio, estão valendo novas regras para a fabricação de presunto no Brasil. A normativa, publicada pelo Ministério da Agricultura (MS), aborda questões que envolvem a qualidade e a identidade dos produtos. Mas como essas mudanças impactam o consumidor? Confira:
Agora, o item deve ser classificado entre quatro tipos: presunto cozido, presunto cozido superior, presunto cozido tenro e presunto de aves. Cada um deles pode ter ingredientes específicos. Por exemplo:
Além disso, todos os ingredientes precisam estar detalhados no rótulo. Outras normas com relação à composição do presunto são:
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De acordo com o nutricionista Felipe França, especialista em oxidologia e bioquímica celular e sócio-fundador da Clínica Soloh de Nutrição, as alterações nos rótulos são, no geral, melhores “para aqueles que consomem o produto, pois nele as informações sobre os ingredientes e a forma de produção estarão mais específicas”, diz.
Contudo, alguns pontos merecem destaque. O fato de o presunto agora ter um limite mínimo de proteínas, por exemplo, pode ser visto como uma medida positiva em termos de saúde, segundo o especialista, já que o nutriente é essencial para o corpo humano.
“No entanto, é importante ressaltar que a simples adição de proteína na composição do produto não é suficiente para torná-lo saudável, pois a qualidade e a origem dessa proteína também são fatores importantes a serem considerados, além dos demais componentes presentes”, ele explica.
Ou seja, o presunto, apesar de sofrer modificações, ainda deve ser consumido com moderação. “Um dos maiores aspectos positivos do alimento é a praticidade. Mas isso tem um custo, uma vez que ele é frequentemente processado com aditivos químicos, como nitrito e nitrato, que são usados para prolongar a vida útil, melhorar o sabor e a cor e evitar o crescimento de bactérias”, afirma o nutricionista.
Ele lembra que o consumo frequente de carnes processadas já foi associado a um risco aumentado de câncer de cólon (intestino). Aliás, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica esse tipo de alimento no grupo 1 de elementos carcinogênicos, isto é, para os quais já há evidência suficiente de ligação com o câncer. Na mesma lista estão o tabaco, o amianto e a fumaça de óleo diesel.
“Outro risco associado aos alimentos embutidos é a presença de toxinas, como a aflatoxina, que podem causar danos no fígado e aumentar o risco de câncer hepático”, complementa Felipe França.
O nutricionista recomenda substituir os embutidos (e isso vale para o presunto, o bacon, o salame, a mortadela, a salsicha…) por proteínas magras, como frango, peixe, carne vermelha pouco gordurosa e até tofu.
“Essas proteínas podem ser preparadas de diversas maneiras, como grelhadas, assadas ou cozidas, e podem ser temperadas com ervas e especiarias para dar sabor. Também é possível fazer sanduíches com legumes, ovos, abacate ou homus.”
Uma dica para ajudar na praticidade é preparar, separar em porções e congelar. Assim, você pode consumir ao longo da semana de forma prática e rápida.
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Fonte: Felipe França, nutricionista especialista em oxidologia e bioquímica celular e sócio-fundador da Clínica Soloh de Nutrição.