Macrossomia fetal: o que é e principais consequências para mãe e bebê

Não há dúvidas de que, entre as vibrações para o pequeno está a caminho, está o desejo de que ele nasça grande e com saúde. No entanto, diante do crescimento exacerbado durante a gravidez, o bebê pode acabar sendo um caso de macrossomia fetal.

De acordo com o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da Academia Americana de Pediatria, recebe-se essa definição quando o pequeno nasce com mais de quatro quilos. “Esse peso pode ser adequado para a idade gestacional ou não”, completa o especialista.

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A principal causa da macrossomia fetal

Embora o quadro possa estar associado a outras condições, o neonatologista enfatiza que a macrossomia fetal é consequência principalmente da diabetes gestacional.

“A mãe que tem diabetes gestacional faz com que a criança tenha um aporte de glicemia maior. Com isso, ela tem que produzir mais insulina, a qual é confundida com o hormônio do crescimento”, detalha Dr. Nelson. Por causa disso, o bebê tende a nascer com um tamanho maior do que o esperado.

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Quais são as consequências da condição para mãe e bebê?  

Em suma, a macrossomia fetal pode fazer com que a via de parto seja obrigatoriamente uma cesárea. Dessa forma, garante-se mais segurança tanto para a mãe quanto para o bebê que está a caminho. Isso se dá porque, dependendo do tamanho do pequeno, ele pode acabar não passando pelo canal vaginal.

Ao ter um parto prologando, o bebê pode acabar sofrendo de anoxia neonatal. Em outras palavras, é quando falta oxigênio nas células do recém-nascido. Esse cenário pode levá-lo a ter uma lesão cerebral logo ao nascer ou futuramente.

Outra consequência da macrossomia fetal no nascimento do bebê é a possibilidade dele acabar sofrendo fraturas, como a da clavícula, caso a via de parto seja normal. O mesmo pode acontecer em relação ao estiramento do plexo braquial, grupo de nervos localizado entre o pescoço e ombro.

Por fim, o neonatologista também alerta sobre a possibilidade do bebê macrossômico sofrer de hipoglicemia neonatal. Resumidamente, é quando ele acabar tendo uma queda brusca dos níveis de glicose entre 24 a 72 horas após seu nascimento.  

“Dessa forma, um controle que temos que ter em relação a ele é o de açúcar no sangue, para que não veja a ter hipoglicemia, a qual pode levar a lesão cerebral e convulsão”, esclarece Dr. Nelson.

Fonte: Dr. Nelson Douglas Ejzenbaum, pediatra, neonatologista e membro da Academia Americana de Pediatria

Referências:

Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina

Instituto Nascer

Manual MSD – Versão para profissionais da saúde