Hemocromatose: O que é e como surge a complicação

13 de setembro, 2021

A hemocromatose é um distúrbio hereditário que faz o corpo absorver ferro em excesso a partir dos alimentos. Desse modo, o acúmulo do mineral no organismo causa diversos danos aos órgãos, como diabetes, cirrose no fígado, insuficiência cardíaca, dor nas articulações, entre outros.

A doença afeta mais os homens e algumas pessoas podem se sentir cansadas. Mas, apesar de não ter cura e ser potencialmente fatal, é tratável com acompanhamento de um hematologista.

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Sintomas da hemocromatose

Os incômodos aparecem quando os níveis de ferro no sangue estão muito elevados. Isso porque os minerais são depositados em alguns órgãos e o doente pode sentir os seguintes sintomas:

  • Dor nas articulações;
  • Cirrose do fígado;
  • Fadiga;
  • Insuficiência cardíaca e arritmias;
  • Além disso, fraqueza;
  • Diabetes;
  • Alteração na menstruação
  • Alteração na tireoide;
  • Infertilidade.

Tipos

Alterações genéticas e doenças relacionadas aos glóbulos vermelhos seriam as principais causas da hemocromatose:

Hereditária – mutações nos genes que absorvem o ferro no trato digestivo. Como resultado, há o aumento na quantidade do mineral circulando pelo organismo;

Secundária ou adquirida – destruição dos glóbulos vermelhos que liberam grandes quantidades de ferro no sangue. Além disso, transfusão e medicamentos para anemia podem desencadear o problema.

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Diagnóstico da hemocromatose

A avaliação é feita com base nos sintomas e exames de sangue indicados pelo especialista, podendo ser um hematologista ou clínico geral. Além de acompanhar os níveis de ferro no organismo, é preciso controlar a concentração de ferritina e a saturação de transferrina.

Ademais, outros exames podem ser pedidos para fechar o diagnóstico: teste genético para apontar alterações nos genes que provocam a doença, biópsia do fígado para indicar a alta absorção de ferro pelo órgão, teste de resposta à flebotomia (que é a retirada do sangue para monitorar o ferro) e dosagem de enzimas

Tratamento

A doença hereditária não tem cura, mas é possível tratar diminuindo a concentração de ferro no sangue, e consequentemente, nos órgãos. A flebotomia é o procedimento indicado, no qual parte do sangue é retirado para o excesso de ferro compor os novos glóbulos vermelhos.

O tratamento começa de forma intensa e depois passa para a manutenção, de 1 a 2 vezes na semana. Contudo, pessoas com anemia grave, doenças no fígado ou insuficiência cardíaca devem fazer uso de medicamentos que diminuam os níveis de ferro circulantes.
A alimentação é outra etapa importante do tratamento, assim como a exclusão de bebidas alcoólicas. Evite comer carne vermelha, feijão, espinafre, frutas secas e beterraba, por exemplo.

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