Gripe mal curada pode virar pneumonia ou sinusite? Especialista responde

21 de janeiro, 2022

Com o recente surto de gripe H3N2 no Brasil, uma variante do vírus Influenza A, muitas dúvidas começaram a surgir a respeito do assunto. A questão da gripe mal curada é uma delas: afinal, se não tratada adequadamente, a condição pode evoluir para casos mais sérios, como pneumonias e sinusites?

De acordo com o infectologista Filipe Prohaska, da Oncoclínicas, primeiramente, vale entender as diferenças entre uma gripe e um resfriado. “Gripe é quando aparecem sintomas clínicos, como febre. Já o resfriado tende a gerar apenas aquele sintoma nasal [coriza, por exemplo]”, diz.

Muitas vezes, uma pessoa teve a gripe, mas no final ficou só com o nariz obstruído e algum outro sintoma associado. “Pode acontecer também de iniciar um quadro gripal, diminuir a imunidade e, logo em seguida, iniciar outro.”

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Gripe mal curada pode evoluir para quadros mais sérios?

Sim, o fantasma da gripe mal curada existe, e pode aumentar o risco de outras complicações — como uma sinusite ou até uma pneumonia, por exemplo.

O profissional explica que, no caso da gripe, a infecção é viral (ou seja, causada por um vírus). Se não tratada adequadamente, ela resulta em um quadro inflamatório tão intenso no paciente que abre brechas para complicações e até infecções bacterianas (casos da sinusite e de alguns tipos de pneumonia).

Dá para identificar essa mudança?

“Uma coisa interessante nesses casos de infecção bacteriana pós-doença viral é que há uma mudança clínica — geralmente na cor da secreção”, diz o infectologista. Isto é, o catarro claro e esbranquiçado, típico da gripe, pode se tornar amarelado ou esverdeado. “Isso sugere uma infecção bacteriana e a necessidade de começar com os antibióticos”, esclarece.

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Como evitar a gripe mal curada?

A resposta é simples: cuidando da sua saúde! “Os tratamentos mais adequados para as doenças virais são os mesmos: hidratação, repouso e medicação para aliviar os sintomas”, afirma Filipe Prohaska.

Contudo, ele complementa que se o paciente fizer parte de algum grupo de risco (crianças muito pequenas, idosos, imunossuprimidos ou gestantes), ele deve procurar uma assistência de saúde para descobrir qual o vírus em questão, além de entender quais os cuidados específicos a serem tomados.

No mais, alguns hábitos no dia a dia são essenciais para deixar o nosso sistema imunológico forte para prevenir e eliminar o vírus:

  • Alimentação adequada;
  • Histórico de exercícios físicos;
  • Boa qualidade do sono.

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Fonte: Filipe Prohaska, infectologista da Oncoclínicas.

Sobre o autor

Amanda Panteri
Amanda Panteri
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em alimentação saudável.