Resfriado, influenza ou COVID-19? Saiba diferenciá-los

30 de dezembro, 2021

Autoridades médicas e especialistas na área de saúde estão em alerta para os surtos de resfriado, influenza (H3N2) e COVID-19 que assolam a população, sobretudo em pleno verão. À primeira vista, as doenças possuem sintomas similares, por isso é comum confundir os quadros.

Dessa forma, o ideal é procurar atendimento médico assim que começarem a surgir os sintomas iniciais, possibilitando diagnosticar e tratar a doença de forma assertiva. Confira agora as diferenças entre influenza (H3N2), COVID-19 e resfriado, e como se prevenir das doenças.

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1) Resfriado

O resfriado é um tipo de infecção que acomete as vias aéreas superiores, especialmente nariz e garganta. Geralmente, é causado por um vírus comum, como o rinovírus, sendo que existem mais de 200 vírus que podem fazer causar resfriados.

Sintomas do resfriado 

Assim como outras infecções virais no sistema respiratório, o resfriado causa reações de irritabilidade nas mucosas, além de desconforto. Confira os principais:

  • Febre (geralmente, abaixo dos 38º);
  • Tosse;
  • Dor de garganta;
  • Congestão nasal;
  • Coriza;
  • Espirro;
  • Rouquidão.
  • Dores musculares e articulares;
  • Dor de cabeça;
  • Mal estar.

2) Influenza (gripe H3N2)

A gripe, ou influenza, é o conjunto de sinais e sintomas típicos de uma infecção nas vias aéreas superiores. Com duração de 5 a 7 dias, normalmente é causada por vírus de transmissão respiratória, através da fala, tosse, espirros, secreção nasal, além do contato direto entre as mãos contaminadas e o nariz, boca ou olhos.

Leia mais: Gripe H3N2: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

Sintomas da nova variante

Houve um aumento repentino nos casos de gripe H3N2 no Brasil. Alguns motivos explicam essa alta: o surgimento de uma nova variante, chamada Darwin, mais transmissível e que não é contemplada com a vacina contra influenza, além do relaxamento da população com as medidas de proteção de Covid-19. De acordo com o Instituto Butantan, uma nova fórmula do imunizante contra a gripe incluirá a cepa, e deve começar a ser produzida no início de 2022. Dessa forma, os principais sintomas da gripe H3N2 são:

  • Febre alta – acima dos 38º – e súbita;
  • Constipação nasal;
  • Dor de garganta;
  • Espirros;
  • Coriza;
  • Dor no corpo;
  • Calafrios;
  • Tosse;
  • Dor nas articulações;
  • Dor de cabeça;
  • Moleza;
  • Vômito e diarreia, sendo essas manifestações pouco frequentes e mais comuns em crianças.

3) Covid-19 

Tosse, dor de cabeça, febre, dor muscular, dor de garganta, coriza, vermelhidão nos olhos e olhos lacrimejantes, por exemplo, são sintomas que podem ocorrer na covid-19. No entanto, a Ômicron, nova variante do coronavírus é mais transmissível, embora seja menos grave. De acordo com um estudo realizado pela Imperial College, o risco de internação pela Ômicron é 40% menor que pela variante Delta. A probabilidade do paciente buscar atendimento hospitalar também cai 15%.

Outro estudo sugere que a Ômicron se replica 70 vezes mais nas vias aéreas superiores, porém 20 vezes menos no pulmão. Em outras palavras, a transmissão seria mais alta, mas a chance de comprometimento pulmonar seria mais baixa. Além disso, a agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) informou que os testes rápidos (que são baratos e convenientes) para identificar a Covid-19 têm mais probabilidade de dar falso negativo com a variante Ômicron. Dessa forma, as recomendações são:

  • Considerar os resultados negativos em combinação com observações clínicas, histórico do paciente e informações epidemiológicas;
  • Repetir o exame com um teste PCR.

Leia mais: Ômicron: o que já se sabe sobre a nova variante da Covid-19

Saiba diferenciar resfriado, influenza ou COVID-19

A principal semelhança entre as doenças se dá na transmissão: todas passam pelo ar. Dessa forma, os sintomas dos três problemas também são muito semelhantes. Todos podem se manifestar como tosse, coriza e, às vezes, até febre, entre outras ocorrências respiratórias. Por isso, clinicamente é difícil fazer a diferenciação.

E, como estamos em uma pandemia, todo e qualquer sintoma respiratório dito “novo” deve ser investigado para confirmar ou negar o diagnóstico da Covid-19. Para diferenciá-las, é preciso realizar um exame PCR para ter certeza do vírus responsável pela infecção. Afinal, este é o vírus com maior circulação no momento e tem grande impacto coletivo. Sendo assim, o teste ajuda tanto no diagnóstico e no tratamento do paciente, como também na orientação de isolamento dele e de seus contactantes.

Leia mais: Sinusite, Covid-19 ou gripe? Saiba diferenciá-los

Na hora de diferenciar gripes e resfriados, é importante saber que os sintomas da gripe costumam ser mais severos e duram mais tempo para serem curados que os resfriados. Além disso, o vírus da gripe tem grande afinidade com o pulmão, podendo se alojar no órgão e causar complicações mais sérias, como a pneumonia, por exemplo.

Resfriado, influenza ou COVID-19: tratamento

Embora não exista um tratamento específico para o resfriado, analgésicos e antitérmicos aliviam os sintomas e ajudam na recuperação da doença, que costuma durar por apenas 7 dias. Recomenda-se, também, manter-se bem hidratado, repousar, proteger o rosto ao espirrar e tossir e também ter uma boa higiene das mãos, evitando passar o vírus para outras pessoas. Tais recomendações também se aplicam nos casos de influenza e COVID-19. Além disso, em casos de gripe, o tratamento normalmente é feito com medicações sintomáticas como antigripais, analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios.

Como prevenir resfriado, influenza ou COVID-19

Por fim, vale reforçar maneiras de prevenir as doenças respiratórias: lavar sempre as mãos e frequentar ambientes ventilados, além de medidas que se assemelham àquelas adotadas para prevenção da Covid-19: uso de máscara, álcool em gel e o distanciamento social. Além disso, a vacina contra Influenza é a melhor maneira de prevenir a gripe H3N2. Dessa forma, ela é recomendada para todas as pessoas com 6 meses ou mais, inclusive crianças maiores e adolescentes, bem como profissionais de saúde.

Sobre o autor

Fernanda Lima
Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde