Uso indiscriminado de ervas e anabolizantes pode adoecer o fígado

Alimentação Bem-estar
20 de Outubro, 2021
Uso indiscriminado de ervas e anabolizantes pode adoecer o fígado

O uso de determinados medicamentos ou uma dieta inadequada são alguns dos comportamentos capazes de gerar uma lesão hepática (no fígado). Mas o que muitas pessoas não sabem é que a ingestão de ervas e suplementos anabolizantes também é capaz de adoecer o órgão. Saiba mais:

Leia também: O que são anabolizantes e quais seus efeitos na saúde

Uso de ervas e anabolizantes pode comprometer o fígado

De acordo com a gastroenterologista Amanda Morêto, há uma falsa noção de que essas substâncias não precisam de orientação médica e que, portanto, podem ser consumidas livremente.

“É importante entender que nem tudo que é natural, faz bem. E o consumo cada vez mais corriqueiro e indiscriminado dessas substâncias pode alterar as enzimas do fígado e causar lesões hepáticas — uma hepatite, por exemplo”, explica Morêto.

Entre as ervas que se mostram danosas ao fígado se ingeridas de forma exagerada, a médica aponta chá verde, carqueja, sene, cáscara sagrada e chá de cavalinha. “Já todos os anabolizantes, além terem o uso proibido pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), podem causar dano hepático”, ressalta.

Ainda segundo ela, a maioria dos pacientes que faz uso dessas substâncias é assintomática, ou seja, não apresenta sintomas. Desse modo, as consequências só são notadas em alterações laboratoriais. “Porém, em casos mais extremos, podem ocorrer pele amarelada, fadiga, dor no corpo, febre, náusea, vômito e fezes esbranquiçadas. Esses sintomas indicam uma hepatite aguda, que pode ser grave”, diz.

A gastroenterologista ressalta a importância da orientação médica antes de ingerir quaisquer tipos de ervas. Destaca ainda que o tratamento para os problemas gerados pelo uso indiscriminado dessas substâncias consiste unicamente na retirada dos produtos da rotina. “Muitas vezes, entretanto, isso pode não resolver os danos hepáticos, indicando uma lesão mais crônica irreversível e levando, a longo prazo, à cirrose.”

Fonte: Amanda Morêto, médica gastroenterologista da GastroVita Araraquara e do Hospital Estadual de Américo Brasiliense. É professora da Universidade de Araraquara (Uniara).

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