O que são anabolizantes e quais seus efeitos na saúde

18 de julho, 2019

Anabolizantes são vistos pela maioria das pessoas como uma solução rápida para ficar forte e sarado. Mas é importante ficar atento, pois seu uso traz sérias consequências à saúde.

Esteroides anabolizantes são hormônios sintéticos que possuem capacidade anabólica. Isto é, promovem a produção de moléculas complexas usadas no crescimento de tecidos como o muscular e o ósseo. 

Eles foram descobertos com o intuito de tratar determinadas doenças. Assim, esses hormônios podem ser usados clinicamente e, ocasionalmente, serem prescritos sob orientação médica para repor o hormônio deficiente e para ajudar pacientes com AIDS a recuperar peso. Contudo, nos casos de necessidade clínica, os pacientes são indicados a tomarem doses mínimas para apenas regularizar sua disfunção. 

Porém, algumas pessoas descobriram que seu uso pode incrementar o aumento de massa muscular –  e é aí que começam os problemas.

Tipos e como são ministrados os anabolizantes

Geralmente, os anabolizantes podem ser ministrados em forma de comprimidos via oral e através de injeções intramusculares. Os tipos de esteroides dividem-se em sítios (sistemas onde essas drogas atuam). Portanto, saiba quais são os os principais:

  •  Sistema reprodutor: Destaque para a testosterona
  • Desenvolvimento de tecidos: Dentre os mais conhecidos o hormônio do crescimento GH.

Efeitos colaterais do uso de anabolizantes

Para cada substância, existe um efeito colateral diferente, além de depender da dosagem utilizada. Alguns deles são:

  • Cabelos: o excesso de testosterona faz os fios caírem e pode acarretar em calvície;
  • Pele: fica irritada, vermelha e cheia de espinhas;
  • Cordas vocais: as mulheres podem sofrer um engrossamento da voz, que fica masculinizada;
  • Pelos: a quantidade de pelos aumenta;
  • Mama: os homens têm aumento dos peitos, que muitas vezes carece de correção cirúrgica. Já nas mulheres o efeito é o oposto, e os seios chegam a diminuir de tamanho;
  • Pênis: queda da libido e impotência sexual são bastante comuns;
  • Clitóris: incha e cresce. Em casos extremos, se assemelha ao órgão sexual masculino;
  • Cérebro: agressividade exagerada se torna uma queixa recorrente;
  • Vírus: o compartilhamento de seringas eleva a probabilidade de hepatites e até AIDS;
  • Coração: os batimentos entram em descompasso;
  • Vasos sanguíneos: a retenção de líquidos empaca a circulação e faz a pressão arterial subir;
  • Fígado: não raro esse órgão entra em falência, o que abre espaço para cirrose ou câncer;
  • Colesterol: sobe a concentração de gordura pelo sangue. Mais um perigo cardiovascular;
  • Esqueleto: tendões e articulações se rompem com maior facilidade;
  • Rins: enfrentam dificuldade para filtrar o volume elevado de sangue e eliminar todas as impurezas.

Se há tantos riscos assim, porque as pessoas utilizam?

Além da falta de informação, a busca pelo corpo “perfeito” também pode ser um dos gatilhos do uso de anabolizantes. Isso porque a vigorexia, ou transtorno dismórfico muscular, é uma patologia emocional estimulada pela cultura do “corpo perfeito”. Ela é caracterizada por uma preocupação contínua com a forma, levando o indivíduo a prática intensiva e excessiva de exercícios físicos. Dessa forma, esse tipo de patologia também é conhecido como Síndrome de Adônis ou anorexia reversa.

Leia também: Suplementos alimentares: O que são e quando tomar

Prefira suplementos do que anabolizantes

Whey protein

Indicado para recuperação muscular ou ganho de massa, o whey protein é extraído do soro do leite. Além de fornecer todos os aminoácidos não produzidos pelo organismo, também é rica em BCAA, que são aminoácidos importantes para a produção de fibras musculares, trazendo saciedade e contribuindo com a massa magra após o treino. Dessa forma, a quantidade ideal deve ser avaliada de acordo com a alimentação e o peso da pessoa.

  • Whey concentrado: menor teor proteico por dose e digestão mais lenta. Assim, o produto passa por uma filtragem, conserva os carboidratos, minerais e gorduras do soro do leite;
  • Whey isolado: proteína quase pura obtida de extração e filtragem, tem maior concentração de aminoácidos e menos gorduras ou carboidratos;
  • Hidrolisado: versão isolada que tem as moléculas quebradas e facilita ainda mais a absorção pelo organismo.

Suplementação com creatina

Indicada para hipertrofia e ganho de força. Sendo assim, a creatina é um composto derivado de aminoácidos, naturalmente presente em alimentos proteícos, como carnes, peixes, frango, ovos, leite. Contudo, a substância não tem o poder de aumentar os músculos, apenas possibilita um melhor desempenho no treino.

A indicação geralmente é de 2 g a 5 g por dia e é preciso atenção em longos períodos de consumo. Além disso, a concentração de creatinina na urina pode causar um comprometimento dos rins.

Caseína

A principal fração proteica do leite é indicada para ganho de massa, força e recuperação muscular. Mesmo sendo digerida de forma lenta, fornece aminoácidos importantes para as fibras musculares, como BCAA, por exemplo. A dose também deve ser recomendada de acordo com a necessidade de proteína no organismo e são tipos: micellar e hidrolisada. A acidez aumenta o desconforto no estômago e o consumo pede uma maior ingestão de água para não sobrecarregar os rins.

Suplementação com BCAA

Aminoácidos voltados para o ganho de massa e recuperação muscular: valina, leucina e isoleucina. Os queridinhos são whey e creatina, mas o BCAA auxilia diretamente na síntese de proteínas para a construção de músculos. Alguns estudos não mostram tanto benefício no ganho de massa muscular, então é uma suplementação ainda questionada.

A dose indicada varia de acordo com a necessidade de aminoácidos, mas pode ser consumida antes ou depois da atividade física.

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