A atriz Aracy Balabanian, de 82 anos, está com câncer de pulmão. Por meio de ressonância magnética, a veterana descobriu dois tumores de tamanho considerável localizados em um dos órgãos. As informações são do colunista Alessandro Lo Bianco, do programa “A Tarde é Sua”.
O câncer de pulmão é o segundo tipo de câncer mais comum em homens e mulheres no Brasil (sem contar o câncer de pele não melanoma), sendo responsável por mais de 30 mil mortes por ano. Já no mundo, figura em primeiro lugar tanto em incidência quanto em mortalidade desde 1985.
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A principal causa do câncer de pulmão é o tabagismo: em média, 90% dos casos. Por isso, fumar ou se expor passivamente ao tabaco são fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Por essa razão, inclusive, o câncer de pulmão é considerado um câncer evitável, ou seja, que é possível de ser prevenido com mudanças comportamentais. Apenas 16% dos cânceres de pulmão são diagnosticados em estágio inicial. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), além do tabagismo, outras causas também favorecem o surgimento do câncer de pulmão, tais como:
Geralmente a enfermidade é assintomática em seu estágio inicial. Porém, conforme vai progredindo, o corpo dá alguns sinais de alerta. Dessa forma, são comuns sintomas como tosse persistente, escarro com sangue, dor no peito, rouquidão, piora da falta de ar, perda de peso e de apetite, pneumonia recorrente ou bronquite, cansaço ou fraqueza.
Além disso, nos fumantes, o ritmo habitual da tosse muda e aparecem crises em horários incomuns. Por isso, ao perceber algum desses sintomas pela primeira vez, o ideal é procurar um médico imediatamente. Afinal, quanto antes a descoberta ocorrer, as chances de cura são maiores.
A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento bem sucedido. Dessa forma, para diagnosticar o câncer de pulmão, médicos podem investigar exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos, de pessoas com os sintomas mencionados anteriormente. Pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento) mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença também precisam de análise.
Ainda de acordo com o INCA, não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de pulmão na população geral traga mais benefícios do que riscos, portanto, ele não é recomendado.
O tratamento do câncer de pulmão requer a participação de um grupo multidisciplinar, com oncologista, cirurgião torácico, pneumologista, radioterapeuta, radiologista intervencionista, médico nuclear, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista e assistente social.
Dessa forma, a definição do tipo de tratamento dependerá da localização do tumor no pulmão ou se já se espalhou para outros órgãos, além do seu estágio. Para os pacientes cujo câncer está apenas no pulmão, por exemplo, o tratamento é cirúrgico, seguido ou não de quimioterapia e/ou radioterapia.
As três principais maneiras de prevenir o câncer de pulmão são:
Fonte: Instituto Nacional do Câncer (INCA).