Bebidas proteicas industrializadas são boas opções para o cardápio?

18 de julho, 2022

A correria do dia a dia pode tornar a dieta mais difícil de seguir. É por isso que, de tempos em tempos, surgem opções no mercado que prometem facilitar a vida de quem procura manter uma alimentação saudável. É o caso das bebidas proteicas industrializadas, que vêm ganhando cada vez mais espaço nas prateleiras e gôndolas. Afinal, elas são saudáveis? Especialista responde:

Bebidas proteicas industrializadas: o que são?

De acordo com a nutricionista Erika Toassa, as bebidas proteicas industrializadas fazem parte da onda conhecida como proteína mania: o macronutriente virou o queridinho do mundo fitness, e por isso diversas empresas estão apostando em diferentes produtos com ele.

“Bebidas proteicas viraram uma febre nos últimos anos, ganharam status de celebridade”, diz a especialista.

Tal popularidade pode ser explicada, afinal, tais alimentos participam da formação de massa muscular. “Também conferem um tempo maior de saciedade, isto é, as pessoas tendem a postergar a percepção de fome”, complementa a nutricionista.

Ou seja, as bebidas proteicas nada mais são do que líquidos que entregam altos teores de proteínas, diferentemente dos produtos lácteos convencionais. Enquanto um pote de iogurte integral, por exemplo, apresenta de cinco a oito gramas de proteína, as bebidas proteicas podem concentrar de 11 a 25g do nutriente!

Outra vantagem é a praticidade. “Hoje, fica fácil consumir proteína nos lanches intermediários, no pré ou no pós-treino. Basta abrir a garrafinha/frasco da bebida. Algumas, para facilitar ainda mais, são em embalagem UHT, que não precisam de refrigeração— ainda que tomar algo geladinho seja muito mais gostoso”, afirma a profissional.

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Mas são saudáveis?

A nutricionista explica que a resposta depende da marca analisada. Afinal, existem inúmeras opções no mercado, e elas podem variar tanto em teor de proteínas em si, quanto no processo de fabricação. Há empresas que adicionam proteína do soro do leite (whey), caseína, uma combinação das duas substâncias, ingredientes veganos…

“O que vai garantir o ‘selo’ de saudável é o número de ingredientes, isto é, se é clean label — contém poucos os ingredientes na composição”, explica. Por outro lado, as versões cheias de conservantes, corantes e afins devem ser evitadas, já que não são tão interessantes para a nossa saúde. Portanto, já sabe: não abra mão de ler o rótulo antes de comprar!

Outro ponto que merece atenção, segundo Erika Toassa, é o volume de açúcar presente no líquido. Ele pode vir disfarçado de açúcar de adição ou edulcorantes (os adoçantes artificiais). Aqui, também vale observar a embalagem: o primeiro item que aparecer é o que está presente em maior quantidade no alimento.

Por fim, a especialista não deixa de lembrar que o consumo de proteínas sozinho, não vai promover a hipertrofia. Isso porque ela depende de outros fatores, como treinos e descanso. “Uma alimentação mais assertiva não é apenas incluir mais proteína, outros nutrientes precisam fazer parte também. Então, antes de sair consumindo mais do macronutriente, seria interessante consultar um nutricionista para avaliar a sua alimentação frente aos seus objetivos”, finaliza.

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Fonte: Dra Erika Toassa, nutricionista clínica, mestre e doutora em Nutrição pela Universidade de São Paulo. Autora dos perfis @lancheirade3 e @erikatoassanutri.

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Sobre o autor

Amanda Panteri
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em alimentação saudável.