Primeira infância: alimentação é importante para o desenvolvimento da criança

Gravidez e maternidade Saúde
24 de Outubro, 2022
Primeira infância: alimentação é importante para o desenvolvimento da criança

Oferecer à criança uma alimentação adequada durante a primeira infância é muito importante não só para garantir a boa saúde do pequeno, mas também para prover a ele nutrientes essenciais ao seu desenvolvimento e até para prevenir doenças e condições futuras.

Contudo, é normal que papais, mamães e cuidadores de primeira viagem tenham inúmeras dúvidas a respeito de questões como o cardápio ideal, quais os melhores horários para ofertar os alimentos e as quantidades certas de comida.

A questão é que não existe uma receita única, tudo pode variar de acordo com a idade, o peso, a altura e os hábitos da família. Mas uma coisa é certa: essa etapa é fundamental para a formação do paladar e das preferências alimentares do indivíduo! Saiba mais:

Até os seis meses de idade: aleitamento materno é essencial

De acordo com Paula Tuffy, nutricionista do Prontobaby, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o bebê consuma apenas leite materno até os seis meses de vida. “O alimento oferece todos os nutrientes necessários para a criança crescer e se desenvolver. O ato de amamentar, além de ser importante para criar o vínculo mãe/filho, diminui as chances de doenças e infecções”, explica.

Estudos comprovam os benefícios do aleitamento materno para a prevenção de diversas condições — entre elas, obesidade¹, diabetes², diarreia³, problemas respiratórios⁴ e alergias⁵. A especialista também cita o efeito protetor da arcada dentária (provocado pela sucção) e a correta formação do cérebro.

Leia também: Pressão alta em crianças tem relação com má alimentação e sedentarismo

Seis meses a dois anos: introdução alimentar

Depois dos primeiros seis meses, o leite materno deve continuar sendo o principal fornecedor de nutrientes para o pequeno. Mas a criança já pode ser apresentada a outros alimentos — processo chamado de introdução alimentar, o qual continua até os dois anos de idade.

“É a partir dos seis meses que as enzimas digestivas e as bactérias intestinais estão preparadas para proteger o bebê de possíveis infecções. Do mesmo modo, os rins ficam prontos para eliminar maiores quantidades de sódio; e o sistema imunológico se torna capaz de entrar em contato com diferentes substâncias e proteínas”, diz Paula Tuffy.

Nessa etapa, a escolha dos alimentos merece atenção especial, pois o paladar está sendo formado. O mais indicado é priorizar frutas, verduras, legumes, grãos e proteínas magras (como ovos e peito de frango) com pouco ou nenhum tempero para que o sabor do alimento predomine.

Da mesma forma, recomenda-se evitar açúcar e processados (como bolachas de água e sal e biscoitos maisena e de polvilho) até os dois anos.

No começo, a comida precisa ser amassada com um garfo — preparações muito líquidas e batidas no liquidificador podem fazer com que a criança tenha dificuldade em aceitar coisas mais sólidas no futuro.

Depois, os ingredientes podem ser cortados em pedaços pequenos, raspados ou desfiados, de modo que estimulem a mastigação. Itens macios podem ser oferecidos em porções grandes, para que o pequeno segure com as próprias mãos e leve à boca.

Leia também: Consumo de ovos na infância ajuda no desenvolvimento do cérebro

Alimentação na primeira infância

Depois dos dois primeiros anos de vida, pensar no cardápio da criança torna-se ainda mais importante, uma vez que ele passa a ser a principal fonte de nutrientes (no lugar do leite materno). Por isso, é preciso oferecer alimentos de diferentes grupos em um mesmo prato (carboidratos, proteínas e gorduras saudáveis, por exemplo), bem como distribui-los ao longo do dia (geralmente em três refeições principais e dois lanchinhos).

“É importante ofertar comida de três em três horas, mais ou menos. Quanto à quantidade, siga sempre a orientação de um profissional nutricionista e/ou pediatra”, aconselha Paula Tuffy.

Agora, itens ultraprocessados e com açúcar já podem fazer parte da vida do pequeno, mas o consumo dos mesmos deve ser extremamente reduzido — isto é, reservado para momentos de exceção. Frutas, verduras, legumes, grãos e cereais ainda precisam ocupar a maior parte da dieta do pequeno.

Assim como o aleitamento materno exclusivo até os seis meses, a alimentação saudável na primeira infância também é um fator crucial para o desenvolvimento do indivíduo, bem como para prevenir doenças na vida adulta — como as cardiovasculares⁶.


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  • Fibras, que ajudam no funcionamento intestinal;
  • Ômega-3 e 6, para o desenvolvimento cerebral;
  • Proteína concentrada do soro do leite para a formação de células, ossos, dentes, pele e músculos.

Fonte e bibliografia:

Referências:

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