Durante a vida, a mulher passa por diferentes processos que podem “bagunçar” seus hormônios — como a menarca (isto, é primeira menstruação) e a menopausa (fim da fase reprodutiva). Tais acontecimentos geram sintomas, muitas vezes nada agradáveis para elas. Mas poucas sabem que a alimentação exerce um papel fundamental no controle dos incômodos gerados por esses desequilíbrios hormonais. Entenda melhor a seguir:
De acordo com a médica ginecologista Dra Vanderléa Coelho, autora do livro “Viva sem sofrer na menopausa”, nada mais são do que alterações na produção de hormônios. Como já dito anteriormente, eles podem acontecer em diferentes fases da vida, desde a menarca até a menopausa.
E apesar de, muitas vezes, serem desencadeados por processos biológicos, esses desequilíbrios são extremamente influenciados pelo nosso estilo de vida, sabia? A especialista fala com propriedade sobre o assunto, uma vez que vivenciou isso. “Por estudar e trabalhar demais durante anos, o estresse e outros fatores causaram diversos desequilíbrios hormonais”, conta.
Assim, aos 33 anos, Vanderléa teve que passar por uma cirurgia bastante invasiva (a retirada de 16 miomas). Depois, aos 43, precisou repetir o procedimento, desta vez para eliminar mais 44 miomas. Por isso, ela destaca a importância de controlar os fatores de risco:
“Noites mal dormidas geram estresse e afetam a produção de hormônios. Por exemplo, a melatonina, uma substância com várias funções — entre elas a regulação do nosso ciclo circadiano.”
“O estresse crônico leva ao aumento da produção de cortisol. Isso impacta tanto no físico, como no emocional, gera ansiedade e outros transtornos de âmbito psicológico que interferem no sono e até no comportamento alimentar.”
“Alterações na glândula tireoide podem ser desencadeadas pelo estilo de vida já descrito, mas ela é fundamental em todo o nosso metabolismo.”
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São inúmeros, uma vez que eles variam de acordo com a fase da vida da mulher. Em seu canal no Youtube, por exemplo, a médica afirma que já chegou a abordar 76 sintomas presentes na menopausa e no climatério.
“Os mais frequentes nessa fase são irregularidades menstruais, calorão, insônia, alterações no humor, falta de libido, secura vaginal, falta de energia, dores articulares, dor de cabeça, dor na relação sexual e infecções urinárias de repetição”, ela diz.
Mas não para por aí. A Dra Vanderléa Coelho ainda cita cabelos e unhas fracos, pele envelhecida e ressecada, aumento de peso, maior risco para infartos e derrames, desequilíbrios na pressão arterial e mais chances de desenvolver síndrome metabólica e demências.
Contudo, mesmo que ainda não entrou na menopausa pode sofrer com sinais de desequilíbrios hormonais, uma vez que condições como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), endometriose e outras também os causam. São eles:
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“Se a alimentação for inadequada, isto é, repleta de alimentos com propriedades inflamatórias (carboidratos refinados, por exemplo), ela levará a uma piora dos sintomas e ao aumento do risco para várias doenças”, explica a ginecologista.
Por outro lado, podemos usar a dieta a nosso favor. Isso porque um cardápio adequado e saudável é essencial para equilibrar diversas funções em nosso organismo. Assim, a médica recomenda priorizar proteínas “magras” (peixes, frango e ovos), vegetais, oleaginosas, grãos integrais e o azeite de oliva extravirgem. “Escolha sempre frutas de menor índice glicêmico como coco, abacate, morango, amora, framboesa, maçã e pera.”
Entre algumas mudanças destacadas pela especialista, estão:
“Já o tratamento com terapia de reposição hormonal deve ser realizado com um médico e caso não haja contraindicações”, finaliza a profissional.
Fonte: Dra Vanderléa Coelho, médica ginecologista e autora do livro “Viva sem sofrer na menopausa”, da Editora Pandorga.