Menopausa e terapia hormonal: quais são as recomendações?

28 de julho, 2022

A menopausa é o fim da fase reprodutiva da vida da mulher. Ela ocorre entre os 40 e 55 anos. Antes dos 40 é chamada de menopausa precoce e depois dos 50, tardia; na mulher brasileira ela ocorre por volta dos 48 anos. Lembrando que o diagnóstico da menopausa deve ser percebido quando a mulher fica um ano sem menstruar. Os sintomas são mais fortes no primeiro e no segundo ano pós menopausa. Uma dúvida comum está relacionada com a menopausa e a terapia hormonal. Afinal, fazer ou não fazer?

Leia mais: Fogacho: por que a menopausa causa tanto calor?

Sintomas da menopausa

As mulheres nascem com uma quantidade pré-determinada de folículos, que são as células do ovário. Quando o número de folículos acaba, inicia-se a menopausa. De acordo com a Dra. Gabriela Iervolino, endocrinologista, como o ovário é o órgão em que se produz o hormônio, ao acabar os folículos, ele para de produzir hormônio, deixando as mulheres com essa deficiência. Dessa forma, os sintomas da menopausa são:

  • Ondas de calor, sobretudo na região do tórax, com a duração de 2 a 3 minutos em média, podendo chegar até 10 minutos. Essas ondas de calor acontecem em períodos do dia, mas na maioria são noturnos.
  • Irritabilidade
  • Ganho de peso e perda de massa muscular
  • Insônia
  • Secura vaginal ou corrimento vaginal, causando dificuldade na relação sexual, incluindo sangramento em alguns casos. Também podem ocorrer infecções urinárias

Menopausa e terapia hormonal: fazer ou não?

Ainda segundo a especialista, essa é uma questão muito pessoal. Por isso, o melhor a ser feito é ter uma boa conversa com o seu médico.

“Pergunte a ele todos os prós e os contras e avalie se uma terapia hormonal vale a pena ou não no seu caso. Geralmente, o uso de hormônio na pós-menopausa é indicado para a pacientes com menos de 60 anos, que esteja dentro do período de 5 anos da pós-menopausa e que não tenha nenhuma doença prévia, como infarto ou AVC, por exemplo. Seja como for, o mais importante é a avaliação profissional conjunta de um médico endocrinologista e ginecologista”, orienta a especialista.

Terapia hormonal pode causar câncer de mama?

De acordo com a Dra. Gabriela, caso a pessoa tenha um histórico familiar de câncer de mama, ele só será realmente importante caso três ou mais parentes de primeiro grau tiverem esse diagnóstico. Entretanto, se a paciente tiver até dois parentes que têm ou que já tiveram câncer de mama, não haverá problema em fazer a terapia hormonal, mas é necessário avaliar outros fatores.

Mas se a paciente não tem câncer de mama e quer fazer a terapia hormonal, não haverá risco do desenvolvimento do câncer de mama nos primeiros 5 a 7 anos de uso da medicação.

O risco de câncer de mama em mulheres sem uso de terapia hormonal pós menopausa é de 3 a cada 1000 mulheres. Já o risco de câncer de mama nas mesmas mulheres caso elas usassem terapia hormonal pós-menopausa é de 4 a cada 1000 mulheres, ou seja, o risco aumenta em apenas 0,8% “Para concluir, em relação ao câncer de mama e o uso e terapia hormonal, se for bem avaliado e indicado, os riscos são muito pequenos. Mas deve se ter sempre a orientação do médico responsável”, adverte a Dra. Gabriela Iervolino.

Leia mais: Estrogênio e progesterona: qual é o papel dos hormônios femininos?

Fonte: Dra. Gabriela Iervolino, médica endocrinologista, titulada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Sobre o autor

Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e educadores físicos.