Estrogênio e progesterona: qual é o papel dos hormônios femininos?

20 de julho, 2022

É muito comum ouvir mulheres comentando sobre seus hormônios, afinal, eles as acompanham desde quando eram apenas um embrião. Mas é na puberdade que a menina começa a produzir os principais hormônios sexuais femininos: o estrogênio e a progesterona. Mas você sabe o papel de cada um, sua importância e o que a falta pode trazer como consequência para as mulheres? Confira agora.

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Estrogênio e progesterona: por que eles são importantes?

De acordo com o Dr. Patrick Bellelis, ginecologista, inicialmente, é preciso entender que os hormônios são os mesmos em homens e mulheres. O que difere, no entanto, é a concentração. O homem também tem estrogênio, por exemplo, mas numa quantidade muito menor do que as mulheres.

Dessa forma, os principais hormônios femininos são estrogênio e progesterona. Além de serem responsáveis pelo ciclo menstrual, o estrogênio e a progesterona têm o papel de dar as características femininas, como pele e cabelos. Durante a gravidez também. “Quando a mulher engravida, há uma mudança completa dos níveis hormonais para manutenção do embrião e de seu desenvolvimento. A gravidez funciona, inclusive, como uma proteção a diversas doenças pelas alterações dos níveis hormonais. Assim, câncer de mama, de ovário e endometriose, por exemplo, são doenças que a gravidez pode prevenir”, explica. Conheça mais sobre esses hormônios:

  • O estrogênio é responsável pelo desenvolvimento das características sexuais da mulher, além de músculos, mamas, glândulas e coxas. Sua deficiência pode causar osteoporose, suor noturno, esquecimento, insônia e infertilidade.
  • A progesterona está envolvida no ciclo menstrual, na formação do embrião e na viabilidade da gestação. Além disso, é indispensável no preparo do útero para receber o bebê, bem como no estímulo das mamas para a produção do leite materno. Sua deficiência pode causar infertilidade, irregularidade no ciclo menstrual e aborto de repetição.

Outros hormônios importantes:

  • Testosterona: Está relacionada à disposição, libido e raciocínio.
  • Cortisol: responsável por diversas funções do organismo, como o combate às alergias e alguns tipos de câncer, metabolismo da glicose e respostas imunes.
  • Melatonina: Conhecido como o hormônio do sono, também auxilia no funcionamento adequado do ciclo hormonal e da ovulação.

Os hormônios femininos durante o ciclo menstrual

A quantidade de hormônios femininos é alterada durante o ciclo menstrual. “A mulher tem um ciclo menstrual com ascensão do estrogênio até a fase da ovulação. Depois, cai e sobe a progesterona, que chega ao ápice quando a mulher está menstruando”, explica. Por esse motivo, durante esse período, podem acontecer alterações de humor, como a famosa TPM. Então, muitas mulheres optam por interromper a menstruação por meio de pílulas anticoncepcionais, DIU’s, entre outros métodos contraceptivos.

Estrogênio e progesterona: é necessário repor?

Após o climatério, coloquialmente chamado de menopausa, há uma queda natural dos hormônios sexuais femininos. “No climatério, nós temos uma queda dos níveis de hormônios, principalmente do estrogênio, causada pela falência ovariana”, explica o especialista.

Dessa forma, ocorre o envelhecimento mais evidente da mulher por causa da queda desses hormônios, bem como uma queda de massa óssea, principalmente em mulheres que não praticam atividade física.

“O principal método para avaliar o estrogênio e a progesterona é através da dosagem do FSH e do LH. Se eles tiverem elevados, principalmente acima de 40, caracteriza-se a menopausa, e se a paciente tiver sintomas climatéricos como fogachos, irritação e ressecamento vaginal e não tiver contraindicações, pode ser iniciada a terapia de reposição hormonal”, explica o médico.

No entanto, a reposição hormonal não é indicada para todo mundo. “Apenas para pessoas muito sintomáticas, que não conseguem controlar de outra forma e que não tenham contraindicações”, finaliza o especialista.

Fonte: Dr. Patrick Bellelis, Ginecologista, Obstetra e Especialista em Endometriose. Possui título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Laparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO.

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde