Síndrome do túnel do carpo: O que é e como tratar

27 de janeiro, 2021

A síndrome do túnel do carpo – também chamada de síndrome do túnel carpal – é uma doença causada pela compressão do nervo mediano, ou seja, uma neuropatia. O nervo mediano é responsável pela inervação da região externa da mão, ou seja, a estrutura anatômica que se localiza entre a mão e o antebraço. Dentro do túnel carpal localizam-se 9 tendões responsáveis pelos movimentos dos dedos, bem como o nervo mediano, responsável pela inervação da parte externa das mãos.

Essa é uma doença relativamente comum e chega a atingir até 5% da população mundial.

Sintomas da síndrome do túnel do carpo

Os sintomas mais comuns da síndrome são:

  • Parestesia (sensação de formigamento e de dormência) – geralmente se manifesta à noite
  • Dor na mão
  • Dificuldade em segurar objetos, mesmo objetos leves
  • Em casos mais graves, pode haver dificuldade de sentir temperaturas nas mãos

Leia mais: Melhores alongamentos para as mãos e pulsos

Túnel do carpo
Túnel do carpo

Formas de aliviar os sintomas

Sintomas mais leves, como sensação de formigamento, geralmente podem ser aliviadas fazendo repouso e evitando movimentos fortes e objetos pesados. No entanto, outros sintomas mais preocupantes, presentes em casos mais severos, podem ser aliviados com o uso de compressas geladas, tala rígida e remédios anti-inflamatórios, por exemplo. Não só, a fisioterapia é recomendada, assim como a prática de alongamentos e exercícios.

Ainda, injeções de corticoides podem ser necessárias com a finalidade de reduzir o inchaço no túnel carpal.

Quem é mais propenso a sofrer com a síndrome do túnel do carpo

Algumas pessoas são consideradas grupos de risco e podem estar mais propensa a sofrer dessa doença. A princípio, pessoas acima do peso ou obesas são mais prováveis de serem diagnosticadas com a síndrome, assim como pessoas que sofrem de diabetes, mulheres grávidas, pacientes de Lúpus, hipertireoidismo, artrite reumatoide, leucemia e mais. Ainda, quem consome bebidas alcoólicas com frequência também corre maior risco, assim como quem faz uso de fármacos inibidores da aromatase, geralmente usados no tratamento do câncer de mama ou ovário.

Leia também: Melhores alimentos para quem sofre de artrite

Sobre o autor

Nathália Lopes
Nathália Lopes
Estagiária de Jornalismo