Sinais de obesidade: como identificá-los e os tratamentos

11 de maio, 2022

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade da população mundial é portadora de obesidade. A previsão, inclusive, é que se não houver políticas públicas de saúde relacionadas ao assunto, o mundo terá mais de 2,3 bilhões de pessoas com sobrepeso. Os sinais da obesidade são diversos e é preciso reconhecê-los para buscar ajuda médica. Afinal, suas consequências para a saúde vão além do excesso de peso: outras doenças podem surgir por causa da condição.

Veja também: Como prevenir a obesidade infantil

Medindo os sinais da obesidade

Antes de mais nada, é importante saber que a obesidade é uma doença crônica. Ou seja, não tem cura e precisa de atenção para o controle do peso. Com a pandemia, o estilo de vida de muitos adultos e crianças mudou. A falta de movimento associada a uma dieta pesada em gorduras e açúcares incrementou as estatísticas da doença. Logo, um dos sinais da obesidade é o excesso de peso que pode ser descoberto por meio do IMC (índice de massa corporal).

A métrica indica os graus da obesidade e seu cálculo é simples. A princípio, divide-se o peso (em kg) pela altura ao quadrado. A fórmula é peso/(altura x altura). A partir do resultado, você pode comparar com uma tabela fixa que apresenta os graus de obesidade em quatro diferentes níveis:

  • De 25,0 a 29,9 kg/m²: sobrepeso.
  • Entre 30,0 e 34,9 kg/m²: obesidade grau I.
  • De 35,0 a 39,9 kg/m²: obesidade grau II.
  • Acima de 40,0 kg/m²: obesidade grau III.

Ainda assim, é preciso analisar um conjunto de fatores. Por exemplo, histórico familiar, a evolução do peso, a relação com a alimentação, a circunferência abdominal e realizar exames de sangue. Também é feita uma série de perguntas para avaliar outros sinais da obesidade, que são:

  • Falta de ar.
  • Dores no corpo.
  • Ansiedade e depressão.
  • Alterações no sono: se a pessoa ronca ou tem apneia do sono.
  • Manchas escuras na pele, principalmente nas virilhas, pescoço e axilas. 

Tratamentos de acordo com os graus de obesidade

Obesidade grau I

Por ser mais branda, o tratamento precisa de um nutricionista para promover mudanças alimentares. Ao mesmo tempo, pode ser recomendada a prática de exercícios físicos e, dependendo do quadro, o médico prescreve medicamentos que ajudam a emagrecer.

Grau II

As linhas de cuidado são iguais às aplicada no quadro de grau I. No entanto, a cirurgia bariátrica torna-se uma possibilidade para o tratamento quando há dificuldade de resposta às mudanças.

Grau III

Como é a mais grave, o tratamento precisa de maior envolvimento profissional. Nutricionista, endocrinologista, cardiologista e psicólogo devem acompanhar a evolução da pessoa, que torna-se uma candidata à cirurgia bariátrica.

Como eu percebo os sinais da obesidade em mim?

É preciso entender que há uma linha tênue entre questão estética e saúde. Afinal, a sociedade é muito rígida quando o assunto é obesidade e saúde física. Porém, o que realmente sinaliza que algo não vai bem são os resultados dos exames, o IMC e a circunferência da barriga. Portanto, ligue o alerta se a circunferência ultrapassar os 88 cm, no caso das mulheres, e os 102 cm, no caso dos homens.

Além dos números, existe uma questão importante que só você pode avaliar: a sua qualidade de vida. Então, se estiver ganhando peso muito rápido, sentir dores na coluna e nas articulações, dificuldade em caminhar ou realizar atividades de rotina, podem ser sinais da obesidade ou que está caminhando para ela.

Fontes: Thais Mussi, endocrinologista e metabologista da Sociedade Brasileira de  Endocrinologia e Metabologia, de São Paulo; e Vanessa Furstenberger, coach de emagrecimento da Emagre&Ser.

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