Obesidade: o que é, tipos, tratamento e prevenção

26 de maio, 2022

A obesidade (CID 10 E66.0) é uma condição que faz parte das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).

O que é obesidade?

De um modo geral, podemos dizer que ela é caracterizada por um acúmulo excessivo de gordura corporal. Tal acúmulo pode levar a outras enfermidades, como doenças cardiovasculares, dislipidemia, diabetes tipo 2, síndrome metabólica e alguns tipos de câncer. 

A obesidade pode ser classificada pela distribuição da gordura corporal e por graus, de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC). Entenda tudo sobre a questão:

Quais as diferenças entre sobrepeso e obesidade?

O sobrepeso significa ter um peso que ultrapassa o considerado ideal, levando em conta idade, sexo, estatura e outras particularidades. Geralmente, o quadro é tratado com algumas mudanças de hábitos, que incluem ajustes na alimentação, prática regular de atividade física e cuidado com a saúde mental.

Por outro lado, a obesidade é considerada uma condição crônica, ou seja, que tem um curso mais longo ou até permanente e exige ações contínuas para o seu controle. Ela pede dietas mais regradas e até intervenções cirúrgicas.

Obesidade no Brasil

A obesidade mundial quase triplicou desde 1975. Atualmente, existem cerca de 41 milhões de brasileiros adultos com obesidade, ou seja, 26% da população. O número mais que dobrou entre 2003 e 2019 e deve continuar aumentando em todo o mundo.

De acordo com estudo publicado pela World Obesity Federation em março de 2022, existe uma previsão de que haja 34% de pessoas com obesidade no Brasil em 2030, o que corresponde a cerca de 53 milhões de brasileiros. Outro dado indica que, atualmente, 2,8 milhões de pessoas morram por ano em decorrência do excesso de peso e da obesidade.

Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos divulgada em janeiro de 2021 concluiu que o isolamento social trouxe consequências à saúde física das pessoas. Como resultado, o levantamento mostrou que 51% dos brasileiros engordaram desde o início da pandemia.

Obesidade infantil

Há, ainda, a questão da obesidade infantil. Assim como em adultos, a doença é causada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal na criança.

Muitos testes conseguem identificá-la, entre eles o método das dobras cutâneas, a ressonância magnética, a densitometria e a bioimpedância elétrica. Contudo, o mais comum é o cálculo do IMC (índice de massa corporal).

As causas da obesidade infantil são muitas. A começar pela gestação da mãe. O aumento exagerado de peso na gravidez, assim como o diabetes gestacional, contam como fatores de risco para o problema no filho.

Além disso, a doença pode ser hereditária. Alguns estudos sugerem que crianças com pais com obesidade têm 80% de chance de se tornarem adultos com a doença. Esse percentual cai pela metade quando apenas um dos pais possui a condição. Por outro lado, em casos de pais que não possuem obesidade, o risco reduz para cerca de 10%.

Alimentação inadequada, sedentarismo, desequilíbrios hormonais e síndromes raras estão entre outras explicações da obesidade infantil.

Tipos de obesidade

Obesidade de acordo com o IMC

Como já explicado anteriormente, a obesidade possui algumas classificações. Uma delas diz respeito ao grau, calculado pelo IMC.

Para chegar a ele, é preciso dividir o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros) de um indivíduo. Por exemplo, se uma pessoa tem 1,70m de altura e pesa 56 kg, a conta fica assim:

obesidade

O resultado revela se o peso está dentro da faixa ideal, abaixo ou acima do desejado, indicando, então, se há sobrepeso ou obesidade. Confira a classificação:

  • Menor que 18,5 – Abaixo do peso;
  • Entre 18,5 e 24,9 – Peso normal;
  • Entre 25 e 29,9 – Sobrepeso;
  • Igual ou acima de 30 – Obesidade.

Além disso, entre os graus de obesidade:

  • De 30 a 34,9 – Obesidade Grau I;
  • Entre 35 e 39,9 – Obesidade Grau II;
  • Acima de 40 – Obesidade Grau III.

Obesidade de acordo com o biotipo

Além disso, diferencia-se a obesidade de acordo com o biotipo:

  • Ginoide, também chamada de tipo pera: é mais comum em mulheres, pois possui uma concentração maior de tecido adiposo periférico, como nas nádegas, nos quadris e nas coxas;
  • Tipo androide ou maçã: predominante no sexo masculino, tem como característica a obesidade alta, central ou troncular — ou seja, na região da cintura;
  • Homogênea: quando a gordura é distribuída de forma relativamente igual em todo o corpo.

Leia também: Bulimia: O que é, sintomas e tratamentos

Principais causas da obesidade

As escolhas nutricionais e o estilo de vida podem ativar ou desativar genes que desencadeiam a obesidade. “A maior parte dos casos de obesidade está vinculada a fatores relacionados ao estilo de vida, ou seja, hábitos alimentares ruins, como aumento do consumo de gordura saturada, açúcar e carboidratos refinados, com baixo teor de fibras, além do sedentarismo, que leva a uma redução do gasto energético diário”, explica a nutricionista Izabella Rocha, da Clínica Karla Assed. Entenda cada uma das causas:

Sedentarismo

Ser inativo diminui o gasto calórico diário, estimula a perda de músculos no corpo e, consequentemente, também reduz o metabolismo.

Dieta não saudável

Fast-foods, industrializados, congelados prontos e embutidos, comuns uma alimentação desequilibrada, possuem as chamadas calorias vazias: isto é, são muito calóricos, mas não nutrem o corpo, ativando a fome em pouco tempo. Além disso, os aditivos químicos presentes neles estimulam a inflamação do corpo, que também está associada à obesidade.

Genética

Alguns genes podem determinar a quantidade de gordura corporal que uma pessoa acumula, bem como onde essa gordura é armazenada. Por fim, a genética também pode ser a responsável por indicar a eficiência com que o organismo transforma os alimentos em energia e queima calorias.

Influências socioeconômicas

Hábitos alimentares da família e até da comunidade influenciam, e muito, o cardápio de uma pessoa.

Problemas médicos e remédios

Algumas condições estão relacionadas à obesidade, como síndrome de Prader-Willi, síndrome de Cushing e outras condições. Sem contar que certos medicamentos têm o ganho de peso excessivo como efeito colateral.

Problemas emocionais

Transtornos psicológicos podem afetar a nossa relação com a comida, gerando quadros de compulsão alimentar. Estes, por sua vez, podem causar o aumento do peso.

Desequilíbrios hormonais

Certos hormônios estão intimamente ligados ao nosso apetite, ao nosso metabolismo e à forma como digerimos os alimentos. Por isso, quando eles estão desregulados, o risco de obesidade aumenta.

Abuso de substâncias químicas

Elas carregam disruptores endócrinos, que nada mais são do que compostos capazes de “imitar” os hormônios e desequilibrá-los.

Sintomas e sinais

O excesso de peso é o principal sintoma, mas também são comuns outros indicativos como compulsão alimentar, cansaço excessivo, respiração ofegante, pernas pesadas e inchadas, calor e suor em excesso, por exemplo.

Juntamente com a obesidade, podem surgir fatores psicológicos, acarretando ansiedade e depressão.

Riscos da obesidade

“Além dos sintomas, temos suas consequências que também valem ser ressaltadas, tais como problemas cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial, colesterol alto, varizes, artrose, doenças renais, dificuldade respiratória, cansaço, queda na imunidade, perda de mobilidade e problemas circulatórios, bem como maior incidência de câncer, redução da expectativa de vida e baixa autoestima”, diz a nutricionista Izabella Rocha.

Conheça melhor alguns dos distúrbios que podem ser gerados pela inflamação generalizada do organismo:

Diabetes tipo 2: consiste na falta ou na produção insuficiente de insulina, hormônio que leva o açúcar para dentro das células. Dessa forma, a pessoa tem diversas limitações de saúde, como dificuldade de cicatrização de machucados, perda de sensibilidade da pele e insuficiência de órgãos.

Colesterol alto: quando os níveis de colesterol estão altos, a gordura se acomoda nas artérias, que ficam congestionadas e fibrosas, o que provoca a aterosclerose, capaz de causar infartos, derrames e morte súbita;

Hipertensão: a obesidade é um dos principais fatores de risco para a hipertensão, doença que ataca os vasos sanguíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins.

Hipertrofia Ventricular Esquerda (HVE): portadores de obesidade têm maior probabilidade de desenvolver a HVE, que aumenta da espessura do músculo do ventrículo esquerdo, a câmara mais importante do coração.

Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS): uma das doenças causadas pela obesidade que mais afetam a saúde, desencadeia breves e repetidas interrupções da respiração durante o sono. Portanto é potencialmente grave, pois a pessoa pode morrer por asfixia.

Obesidade e Covid-19

Sem contar que a obesidade conta como um fator de risco para diversas doenças, incluindo as respiratórias, como pneumonia e Covid-19.

A análise sobre obesidade e Covid-19 foi publicada na revista Annals of Internal Medicine. Especialistas da Califórnia, nos Estados Unidos, analisaram os dados de 5 652 pacientes que tiveram o teste positivo para a Covid-19 entre fevereiro e maio de 2020. O risco causado pela obesidade foi ajustado no estudo, com uma exclusão de fatores extras como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, entre outros.

Assim, descobriu-se que estar acima do peso aumenta em até quatro vezes o risco de morte em decorrência do vírus, principalmente em homens e pessoas com menos de 60 anos.

Diagnóstico da obesidade

Como já explicado anteriormente, o cálculo do IMC costuma ser a principal forma de diagnóstico. Mas não para por aí. É preciso entender que há uma linha tênue entre questão estética e saúde. Afinal, a sociedade é muito rígida quando o assunto é obesidade e saúde física.

O que realmente pode sinalizar que a saúde está sendo prejudicada é uma junção de fatores. Eles incluem os resultados de exames, o IMC e a circunferência da barriga — mais de 88 cm, no caso das mulheres, e de 102 cm, no caso dos homens.

Além dos números, existe uma questão importante que só você pode avaliar: a sua qualidade de vida. Então, juntamente com o médico, você precisa colocar na balança a sua autonomia no dia a dia, bem como seu bem-estar geral.

Principais exames pedidos pelo médico

Durante a consulta com o profissional, ele pedirá uma série de exames de sangue para medir a sua saúde. Como:

  • Hemograma: mede a quantidade de células no sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas);
  • Colesterol total: mostra as somas das frações de HDL (“colesterol bom”), LDL (“colesterol ruim”) e VLDL (triglicerídeos). O especialista também poderá pedir medições separadas de cada um;
  • Triglicerídeos: estão relacionados ao VLDL;
  • Glicemia em jejum: calcula o valor da glicose (“açúcar”) presente no sangue depois de um jejum de 8 horas. É um dos exames importantes para o diagnóstico do diabetes;
  • Hormônios variados: como eles são importantes reguladores de diversos processos do organismo, saber se eles estão equilibrados é essencial. Testosterona, TSH, T4 livre são alguns exemplos.

Além disso, uma análise da composição corporal mais detalhada pode ser obtida com a bioimpedância. O teste indica os volumes de água, massa magra (músculos + ossos + órgãos e outras estruturas) e gordura, e é indolor.

Quais especialistas procurar?

Como a obesidade está relacionada a diversos fatores, o ideal é contar com uma equipe multidisciplinar durante o tratamento da condição. Confira as principais especialidades envolvidas no processo:

Clínico geral: ele será, provavelmente, o primeiro ponto de contato do paciente com as possibilidades de tratamento. Desse modo, o clínico geral pedirá os exames iniciais, e encaminhará a pessoa para outros especialistas.

Endocrinologista: o papel do endocrinologista é crucial. Entre muitas coisas, é ele quem avaliará se o ganho de peso é potencialmente prejudicial à saúde e qual a possível causa desse aumento. Além disso, ele poderá predizer alguma comorbidade, bem como a possibilidade de cirurgia bariátrica — em caso positivo, com encaminhamento para o cirurgião.

Cirurgião: juntamente com o paciente, ele avaliará qual a abordagem cirúrgica mais faz sentido. Ele solicitará exames pré-cirúrgicos e acompanhará a pessoa antes, durante e depois do procedimento.

Nutricionista/Nutrólogo: os dois especialistas ajudarão na mudança dos hábitos alimentares, dando dicas e montando cardápios de acordo com o objetivo e as preferências do paciente.

Psicólogo/psiquiatra: enquanto o psicólogo trabalhará a saúde mental e emocional do indivíduo, o psiquiatra tratará possíveis transtornos (como compulsão alimentar), prescrevendo medicamentos, se necessário.

Educador físico: por fim, o acompanhamento regular com um educador físico é essencial. Ele passará treinos pensados de acordo com a condição física da pessoa, para que a prática esportiva seja feita com segurança.

Principais tratamentos para a obesidade

Mudanças no estilo de vida

Se a pessoa com obesidade possui hábitos de vida considerados ruins para a saúde, é de extrema importância que ela busque mudá-los permanentemente (com a ajuda de diversos profissionais, como já explicado anteriormente).

A alimentação, por exemplo, deve focar em itens naturais, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais e laticínios. Por outro lado, é preciso evitar os industrializados, processados e embutidos. Assim, o lema “desembalar menos e descascar mais” traduz o que deve ser feito.

Além disso, vale deixar de lado o sedentarismo, praticar o cuidado com a saúde mental e emocional, largar hábitos como tabagismo e ingestão exagerada de álcool e preocupar-se com um sono de qualidade.

Medicamentos para a obesidade

O médico pode prescrever alguns remédios que contribuem para a perda de peso. Alguns exemplos:

  • Sibutramina: antidepressivo com ação no sistema nervoso central. Como pode trazer riscos cardíacos, sua comercialização foi proibida pela Anvisa no Brasil em 2021;
  • Orlistate: diminui a absorção de gordura da dieta, que é eliminada nas fezes. Seu efeito na perda de peso é limitado;
  • Liraglutida: imita a ação do hormônio GLP-1, originalmente fabricado pelo intestino. O objetivo é induzir uma maior saciedade;
  • Lorcaserina: mexe com o neurotransmissor serotonina e faz com que o indivíduo se sinta satisfeito mesmo comendo menos.

A ingestão de substâncias para reduzir o peso deve ser adotada em último caso. Isso porque primeiro, deve-se adotar hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercícios constantemente.

Se após a fase inicial, os resultados forem insatisfatórios e o paciente ainda se enquadrar com obesidade segundo os padrões da OMS, a ingestão dos remédios pode ser uma alternativa válida, desde que haja acompanhamento médico e realização periódica de exames. Cada caso é diferente, e deve ser avaliado por profissionais qualificados.

Cirurgia bariátrica

Indicada apenas para pacientes com obesidade grau III maiores de 18 anos, ou, então, pacientes com obesidade grau II e comorbidades relacionadas. Antes de passar pelo procedimento, o paciente precisa da avaliação de mais de um médico, inclusive de um psiquiatra.

Os meses anteriores à cirurgia requerem alguns cuidados e preparativos. Por exemplo, exames de rotina serão necessários, como o exame de sangue. Não só, também será preciso medir glicemia, pressão arterial, colesterol (HDL e LDL) e triglicérides. Além disso, é preciso avaliar os possíveis riscos da cirurgia. Por isso, precisam ser levadas em consideração as doenças do paciente. Por exemplo, o procedimento pode não ser recomendado para quem sofre de coágulos sanguíneos, de doenças no fígado ou de problemas do coração.

Tipos de cirurgia bariátrica

  • Cirurgia de bypass: ocorre a diminuição do tamanho do estômago. Sendo assim, ele fica com 10% do tamanho original. Ainda, realiza-se um desvio do estômago para o intestino inicial (delgado). Isso faz com que o paciente precise comer menos para sentir saciedade;
  • Sleeve (gastrectomia vertical): em resumo, nessa possibilidade, a redução do estômago não é tão drástica (de 70 a 85% do órgão). Essa é uma técnica irreversível. Em contrapartida, a bypass pode ser reversível;
  • Derivativa: combina as técnicas sleeve e bypass. Ou seja, há uma redução menos drástica do estômago, mas também cria-se um acesso que leva os alimentos diretamente do estômago para o intestino grosso;
  • Cirurgia gástrica ajustável: é a técnica de balão de silicone, feita no estômago. Na hora das refeições, o paciente pode acioná-lo, e ele diminui o tamanho do estômago. Dessa forma, controla o apetite.

Os meses após a cirurgia exigem ainda mais cuidado. Por isso, será uma fase nas quais as visitas ao médico serão frequentes, os exames vão ser necessários e a alimentação será menor, por isso, é importante garantir a boa nutrição do corpo. Se comparado com o de outros tipos de cirurgia, o tempo de recuperação também é mais longo.

Prevenção: como evitar a obesidade

De acordo com a nutricionista Izabella Rocha, é preciso mudar os hábitos de vida, principalmente com a melhora da alimentação. “Deve-se evitar o consumo de gordura saturada e carboidratos refinados. Por outro lado, deve-se incluir carnes magras, frutas, hortaliças e cereais integrais. Além disso, é muito importante deixar de lado os hábitos que não são saudáveis como o tabagismo, o excesso de álcool e o sedentarismo”, conta. Confira outras dicas:

Crie um diário alimentar

Faça anotações de tudo o que come, assim como os horários das refeições e, principalmente, seu estado emocional no momento. Assim, ficará mais fácil visualizar o que foi consumido em excesso, além dos motivos, como fome excessiva após longo jejum, estresse ou ansiedade.

Concentre-se no que está comendo

No momento da refeição, é importante prestar atenção no que está consumindo. Por isso, escolha locais tranquilos e agradáveis para fazer suas refeições e desconecte-se de aparelhos eletrônicos e redes sociais. Além disso, explore o sabor e a textura de cada alimento e mastigue com calma.

Prefira comida de verdade

Priorize refeições compostas por comida de verdade, como arroz, feijão, batata, carne, frango, peixe, ovo, verduras, legumes, frutas, grãos, cereais, leite e iogurte natural, por exemplo. Fuja de alimentos industrializados, pois eles são cheios de açúcar, gorduras, sódio e muitas vezes não saciam a fome por tempo prolongado, além de não nutrir o corpo.

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