Como devem ser os horários das refeições de pessoas com diabetes?

Quem convive com o diabetes sabe que seguir uma alimentação equilibrada é muito importante. E não são apenas a quantidade e a qualidade dos pratos que importam, viu? A frequência também é essencial: respeitar cada horário das refeições ajuda, e muito, no tratamento do diabetes. Entenda melhor a seguir:

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Estudo

Uma pesquisa recente, publicada no The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, mostrou que os momentos do dia reservados para a alimentação são essenciais.

Para analisar a questão, os cientistas usaram a base de dados de 4600 pessoas com diabetes. Eles checaram o que os voluntários estavam comendo, e em quais horários eles faziam isso.

Como resultado, eles perceberam que quem comia batatas ou legumes ricos em amido pela manhã; grãos à tarde; e folhas escuras e/ou leite à noite, era menos propenso a ter problemas cardíacos.

Por outro lado, aqueles que gostavam de comer carnes processadas antes de dormir tinham mais chances de problemas no coração.

A conclusão dos pesquisadores foi, então, que médico, paciente e nutricionista devem prestar atenção aos horários das refeições.

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Horário das refeições e diabetes

De acordo com a médica Dra Denise Franco, endocrinologista da SBEM-SP, na hora de indicar a frequência ideal das refeições do paciente, o médico precisa levar em conta os remédios que ele toma.

Isso porque alguns têm efeito imediato sobre a glicemia (taxa de açúcar no sangue), e geralmente pedem uma refeição em seguida para evitar quadros de hipoglicemia — isto é, quando o nível de açúcar cai demais, gerando sintomas e riscos. É o caso da insulina de ação rápida.

Já a insulina basal, por exemplo, é aplicada pela manhã e dura cerca de 24 horas.

Portanto, os horários das refeições para pacientes com diabetes devem estar de acordo com o tratamento. “Tudo precisa ser adaptado à rotina do indivíduo. Ou seja, se ele trabalha, pratica atividades físicas… De qualquer forma, o ideal é não ficar muitas horas sem comer”, explica a médica.

Por isso, já sabe: converse com seu médico. Desse modo, juntos, vocês podem montar uma dieta que respeite as suas preferências, necessidades e agenda!

Fonte: Dra Denise Franco, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo – SBEM-SP.

Sobre o autor

Amanda Panteri
Amanda Panteri
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em alimentação saudável.