Perder peso não é um processo tão simples para algumas pessoas. Isso porque além de exigir mudanças no estilo de vida (como a adoção de uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos), o objetivo também envolve fatores difíceis de controlar, como a genética. É por isso que muita gente ainda opta por meios alternativos e rápidos de atingir a meta, que podem trazer consequências indesejadas. É o caso do uso do franol: afinal, o medicamento realmente emagrece?
Franol é o nome comercial de um remédio utilizado no tratamento de problemas respiratórios. Assim, ele age dilatando os brônquios e os vasos pulmonares, aliviando os sintomas da asma brônquica e de outras condições.
Ele é vendido em forma de cápsulas, mas também pode ser encontrado como xarope.
A fama emagrecedora do medicamento se dá devido à sua composição: os principais ativos presentes são sulfato de efedrina e teofilina. A teofilina ajuda a relaxar a musculatura lisa dos vasos pulmonares e dos brônquios.
Já a efedrina, por outro lado, é um composto químico cristalino encontrado em plantas da família das efedráceas, utilizadas há milhares de anos pela medicina chinesa no alívio dos sintomas da asma, da bronquite e da gripe.
Ela contribui para a desobstrução das vias aéreas, mas também tem um efeito paralelo muito desejado por atletas e pessoas que querem perder peso: induz o corpo a utilizar o tecido adiposo (camada de gordura) como fonte de energia, aumentando o fluxo sanguíneo e, consequentemente, acelerando o metabolismo.
A efedrina já foi muito utilizada em medicamentos para emagrecer, contudo, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibir a comercialização da substância para fins estéticos (devido aos riscos gerados), muita gente começou a comprar o Franol justamente por ele conter o composto. Além disso, atualmente, o uso da efedrina em competições esportivas oficiais é considerado doping.
Leia também: Tirzepatida: estudo com novo medicamento contra obesidade apresenta resultado promissor
A efedrina estimula a liberação de noradrenalina no corpo, um neurotransmissor precursor da adrenalina. Desse modo, ao entrar na corrente sanguínea, a noradrenalina provoca alguns efeitos:
O uso do Franol para fins estéticos é proibido pela Anvisa por conta dos riscos que ele pode trazer. Dentre os possíveis efeitos colaterais gerados para quem o utiliza sem indicação médica, estão:
Os perigos são ainda mais graves nos casos de gestantes e lactantes, pessoas com hipertensão ou problemas cardíacos, indivíduos com hipertireoidismo e idosos.
Portanto, apesar de realmente potencializar a queima calórica, ele não deve ser comprado para outros objetivos que não sejam os indicados pela bula, e nem ingerido sem a orientação de um médico.
Referências: