Conhecida especialmente por sua atuação no sistema osteomuscular, contribuindo para o desenvolvimento de ossos firmes e fortes, a vitamina D também tem uma grande relação com a imunidade.
É sabido que o sistema imunológico é a primeira defesa do corpo humano contra infecções e doenças, sendo ele o responsável por manter o equilíbrio e o bom funcionamento do organismo.
Mas, afinal, qual é a relação entre vitamina D e imunidade?
De acordo com estudos, a vitamina D tem um papel importante na promoção da resposta imune, pois ela possui propriedades anti-inflamatórias e imunorreguladoras, além de ser crucial para a ativação das defesas do organismo.
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A vitamina D possui um papel fundamental na manutenção da saúde dos ossos. Contudo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), algumas pesquisas concluíram que esse nutriente também tem grande influência na imunidade.
“As implicações da deficiência de vitamina D no sistema imunológico tornaram-se mais claras nos últimos anos”, afirma João Lindolfo, presidente da SBEM Distrito Federal.
De acordo com os estudos, os baixos níveis do nutriente têm sido associados a uma maior vulnerabilidade para problemas de saúde como como asma, tuberculose e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), além de infecções respiratórias virais e bacterianas.
“A vitamina D desempenha um papel imunorregulador na imunidade inata e adaptativa, e o baixo nível de vitamina D tem sido implicado na etiologia de distúrbios imunológicos, como doenças infecciosas, bem como alguns distúrbios autoimunes”, diz um trecho do artigo “Vitamin D and Immunity”, publicado em 2015 na plataforma Science Direct.
Já em outra pesquisa, publicada no Frontiers in Immunology, concluiu-se que a vitamina D pode ser terapêutica para pacientes com doenças autoimunes, como esclerose múltipla e lúpus, por exemplo.
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De acordo com o ginecologista obstetra e consultor em saúde Odair Albano, a melhor forma de repor a vitamina D no organismo é através do sol.
“A exposição solar diária de pelo menos 15 minutos, sem uso de protetor solar, pode permitir a manutenção de bons níveis de vitamina D”, ele aponta.
Contudo, para saber se há necessidade de reposição do nutriente, o ideal é fazer um exame de dosagem.
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Feito a partir da retirada de sangue do paciente, o teste é realizado por aparelhos modernos que conseguem mostrar a dosagem da vitamina em até 20 minutos.
A dose ideal é de 30 a 100. Portanto, se estiver abaixo desse número, significa que os níveis não estão bons e provavelmente será necessário fazer uma reposição através de suplementos indicados por profissionais. Já as dosagens acima de 100 oferecem risco de toxicidade e, portanto, precisam de acompanhamento médico para regular.
“Vale lembrar que as pessoas não devem se automedicar, mas sim buscar atendimento médico para definir a necessidade de suplementação e a dose recomendada de vitamina D”, ressalta Albano.
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Além da exposição ao sol, a vitamina D também está em alguns alimentos e em suplementos. Saiba mais sobre cada tipo:
De acordo com um artigo publicado pela Harvard School of Public Health, existem alimentos que são naturalmente ricos em vitamina D3.
Segundo a publicação, o nutriente está em maiores quantidades em peixes e em óleos vegetais, e em porções menores na gema de ovo, queijo e fígado. Já a vitamina D2, por sua vez, está presente em alguns cogumelos.
O artigo afirma, ainda, que certos alimentos são fortificados com a vitamina D, como alguns cereais, por exemplo. Veja abaixo a lista:
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O contato da luz ultravioleta com a pele humana também oferece vitamina D3. A quantidade absorvida, contudo, é bastante variável.
Isso porque alguns fatores diminuem a exposição à luz UVD, prejudicando a absorção da vitamina. São eles:
Vale lembrar, porém, que os raios ultravioleta podem causar câncer de pele. Portanto, deve-se evitar a exposição excessiva ao sol.
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Segundo o National Institutes Of Health, os suplementos podem oferecer a vitamina D2 e a D3.
“A vitamina D2 é fabricada usando irradiação UV de ergosterol em levedura. Já a D3 é tipicamente produzida com irradiação de 7-desidrocolesterol, a partir da lanolina obtida da lã de ovelha”, explica o artigo.
Atualmente, é possível encontrar a vitamina D em diversos formatos de suplementos, indicados normalmente para complementar a quantidade necessária do nutriente no organismo em casos de deficiência.
Exemplo disso é a linha DPrev, composta por apresentações que atendem diferentes necessidades de reposições, com opções em gotas, cápsulas e gomas.
Suplemento oleoso, manipulado ou vendido pronto em farmácia, ele é indicado contra a deficiência e na prevenção de osteoporose. Cada gota pode ter a partir de 200 UI de vitamina D, sendo possível encontrar opções de 400 UI e 1000 UI na linha DPrev.
Com uso similar ao da versão em gotas, as opções disponíveis na DPrev são de 1000 UI ou 2000 UI.
Trata-se de gomas com sabor de abacaxi ou framboesa, que fornecem 600 UI ou 1000 UL da substância, dependendo da opção indicada pelo profissional que acompanha o quadro.
Tomar suplemento provavelmente será necessário para a maioria dos adultos. Contudo, apenas um médico poderá com certeza – e determinar a dosagem necessária para repor a substância.
Segundo alguns estudos, o nível de suficiência de vitamina D se encontra acima de 30mcg/mL, pois seria nesse ponto que ocorre a melhor absorção de cálcio.
Contudo, estes números são bastante difíceis de serem alcançados e mantidos, sobretudo em regiões com menos incidência solar.
Sendo assim, consumir o suplemento normalmente é necessário para a maioria dos adultos, sob orientação médica.
Fontes: Odair Albano, ginecologista obstetra e consultor em saúde; Artigo “Vitamin D and Immunity”, publicado pelo Science Direct; Artigo “Vitamin D Resistance as a Possible Cause of Autoimmune Diseases: A Hypothesis Confirmed by a Therapeutic High-Dose Vitamin D Protocol”, publicado pelo Frontiers in Immunology; Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM); Artigo “Vitamin D”, publicado pela Harvard School of Public Health; Artigo“Vitamin D – Fact Sheet for Health Professionals”, publicado no National Institutes Of Health.