Tipos de gordura abdominal: quais são e riscos

Saúde
29 de Maio, 2023
Leticia Ramirez Naper de Souza
Revisado por
Nutricionista • CRN-3 63183
Tipos de gordura abdominal: quais são e riscos

Muita gente tem o desejo de diminuir as medidas da barriga. Mas pensando além da questão estética, o excesso de gordura localizado especificamente nessa região pode ser mais perigoso para a saúde do que você imagina. E mais: existem diferentes tipos de gordura abdominal, e eles podem trazem riscos maiores ou menores dependendo do caso. Saiba mais:

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Tipos de gordura abdominal

Quando se trata de gordura corporal, a localização conta, e a cada ano surgem novas evidências a respeito do assunto. A ciência já sabe, por exemplo, que o tecido adiposo no abdômen pode ser dividido em dois tipos:

Gordura abdominal subcutânea

Na maioria das pessoas, cerca de 90% da gordura corporal é do tipo subcutânea — ou seja, que fica logo abaixo da pele. É bem fácil senti-la: ao cutucar a barriga, é possível percebê-la como uma camada bem macia e mole.

Gordura abdominal visceral

Os 10% restantes dizem respeito à gordura visceral ou intra-abdominal. Ela localiza-se abaixo da parede abdominal, geralmente ao redor de órgãos importantes como o fígado e o intestino.

Embora a gordura visceral represente apenas uma pequena parcela de toda a gordura que carregamos no corpo, ela tem ligações diretas com uma variedade de problemas de saúde.

À medida que envelhecemos, nossa taxa de gordura visceral tende a aumentar — especialmente no caso das mulheres, que experienciam mudanças hormonais com o passar do tempo.

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O problema da gordura visceral

De acordo com um artigo disponibilizado no Harvard Health Publishing, por muitos anos, a gordura corporal (também chamada de tecido adiposo) foi considerada uma espécie de “estoque” de energia passivo — isto é, que fica armazenado no corpo, sem prejudicar ou beneficiar o mesmo, apenas esperando para ser usado como combustível.

Contudo, os pesquisadores descobriram que não é bem assim que a coisa funciona. As nossas células de gordura (principalmente as viscerais) são biologicamente ativas. Isso quer dizer que elas podem influenciar e até secretar alguns hormônios, que por sua vez agem tanto local como sistemicamente. É por isso que o acúmulo excessivo de tecido adiposo está muito relacionado a diversas condições de saúde.

Para você ter uma ideia, a gordura visceral produz mais proteínas chamadas citocinas, que podem desencadear um estado inflamatório no corpo de baixo nível — fator de risco para problemas cardíacos, por exemplo. Além disso, ela fabrica um precursor da angiotensina, proteína que estimula a elevação da pressão arterial.

Confira as doenças que já foram ligadas à gordura visceral:

  • Doenças no coração;
  • Demência (incluindo Alzheimer);
  • Câncer de mama;
  • Ademais, câncer colorretal.

Referência: Taking aim at belly fat, Harvard Health Publishing.

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