Transpirar bastante no treino normalmente passa a impressão de trabalho bem feito. Mas será que suar emagrece? Muita gente acha que, quanto mais molhados ficamos durante o exercício, mais calorias nosso corpo está queimando. Contudo, não é exatamente assim que a coisa acontece.
O suor é um líquido liberado pelas glândulas sudoríparas para ajudar o organismo a regular a própria temperatura. Esse mecanismo é acionado quando praticamos atividades físicas, por exemplo, por conta do aumento da temperatura corporal. Contudo, ele também pode acontecer em outros momentos, como em ambientes quentes. Vamos entender melhor a seguir?
A transpiração é uma resposta natural do corpo para controlar a temperatura interna. Quando ela aumenta, seja pela prática de exercícios ou por fatores externos (como o clima), o sistema nervoso estimula as glândulas sudoríparas a liberarem suor. Esse processo ajuda a resfriar o organismo à medida que o líquido liberado evapora da pele.
A quantidade de suor produzida varia de pessoa para pessoa e pode depender de fatores como idade, sexo, nível de condicionamento físico e condições ambientais. Por isso, suar muito não significa necessariamente que você está perdendo peso ou queimando mais calorias.
Muitas pessoas acreditam que quanto mais suor for liberado, mais calorias serão gastas, mas essa ideia é um mito. Na verdade, o processo de transpiração até utiliza energia, mas de modo bem mais tímido.
Então, já sabe: a queima calórica está ligada à intensidade e à duração do exercício, bem como do metabolismo de cada um. Para emagrecer de forma efetiva e sustentável, é importante focar em atividades físicas que elevem a frequência cardíaca e promovam o gasto energético, como exercícios aeróbicos (corrida, ciclismo, natação) e treinos de resistência. Além disso, é importante combinar outros hábitos saudáveis (como uma alimentação equilibrada e o sono adequado).
A função primária da transpiração não é queimar calorias, mas sim manter a temperatura corporal dentro de níveis seguros. Isso porque o suor evapora na superfície da pele, causando um efeito de resfriamento. Esse processo é crucial para prevenir o superaquecimento, que pode causar danos ao organismo.
Sem esse mecanismo de regulação, o risco de hipertermia (temperatura corporal muito alta) aumenta, especialmente em atividades físicas intensas.
Nem todos suam da mesma forma, e algumas variáveis podem influenciar o volume de líquido liberado, como:
Apesar de a transpiração ser um processo natural do organismo, nós precisamos ficar de olho na reposição dos líquidos perdidos antes, durante e depois do treino. Caso contrário, há o risco de desidratação, que inclui sintomas como:
Se a desidratação não for tratada, ela pode evoluir para um quadro mais sério, como exaustão pelo calor ou insolação. Por isso, é essencial estar atento aos sinais do corpo e garantir uma hidratação adequada. Veja algumas recomendações para manter-se hidratado:
Como vimos, o suor não está diretamente ligado à queima de gordura. A gordura corporal é queimada quando o corpo utiliza reservas de energia. Esse processo acontece nas células, onde a gordura é transformada em energia, liberando calor e dióxido de carbono. O suor é apenas um mecanismo de resfriamento.
A transpiração pode até provocar uma leve perda de peso temporária, que é rapidamente recuperada assim que os líquidos são repostos. Por isso, atividades que induzem uma transpiração intensa, como sauna ou treinos com roupas térmicas, podem até mostrar uma diminuição do peso na balança, mas essa redução não reflete uma queima real de gordura.
Em vez de focar no suor como indicador de emagrecimento, considere práticas saudáveis para uma perda de peso sustentável, por exemplo:
Algumas pessoas utilizam roupas térmicas ou plásticas para aumentar o suor durante o exercício, acreditando que isso ajudará a emagrecer. No entanto, essa prática pode aumentar o risco de desidratação e superaquecimento e não resulta em uma queima significativa de gordura.
