Mal súbito: conheça as causas e saiba como evitar

17 de março, 2022

Quando se ouve falar de alguém que sofreu um mal súbito, a imagem que vem imediatamente à cabeça de muita gente é que a pessoa morreu. Talvez pela confusão com o termo morte súbita, que é bem parecido, há uma ideia de que sofrer mal súbito é 100% fatal. Mas isso não é verdade.

“O mal súbito é na verdade uma reação do organismo a um problema que tende a ser grave. Pelo menos 80% das mortes têm ligação com o coração, mas não existe um vínculo necessariamente estrito entre o mal súbito e a morte súbita”, explica o Dr. Marco Antônio Marques Félix, médico geriatra.

Afinal, o que é mal súbito?

Mal súbito é a perda repentina de consciência. Assim, pode ser provocado por diversas causas, o que inclui condições momentâneas (desidratação, estresse, queda de pressão, por exemplo) ou quadros mais graves (como aneurisma, arritmia e infarto).

Mal súbito não é uma doença, mas um sintoma. A expressão é bastante ampla, abrangendo diferentes episódios de mal-estar. Ocorrências de convulsões, desmaios e vertigens também podem ser enquadradas como “mal súbito”, por exemplo, podendo afetar pessoas de qualquer idade e estilo de vida.

Quais são as causas?

De acordo com Marco Antônio, a principal causa é a arritmia cardíaca maligna, ou seja, a alteração brusca dos batimentos cardíacos. Mas há vários outros fatores que também causam o problema, como a obstrução das artérias do coração e as doenças que afetam o músculo cardíaco. Além desses, também podem levar a um mal súbito o diabetes e o AVC.

Riscos e prevenção

“Muita gente se preocupa com o risco de mal súbito, que é imprevisível. Mas o importante mesmo é se preocupar com a saúde do coração e do corpo como um todo. E isso é feito tomando cuidados com a alimentação, mantendo uma rotina de atividades físicas, evitando drogas, álcool e cigarro e consultando e realizando exames periodicamente”, explica o médico.

Por isso, segundo ele, o cuidado maior deve ser preventivo, e ficar sempre atento aos sinais. “Falta de ar, palpitações, dor no peito, perda momentânea e parcial da visão são sinais que indicam a possibilidade de um problema cardíaco que pode resultar num mal súbito, ou seja, num ataque fulminante e inesperado. Nesses casos, o paciente tem pouco tempo para se recuperar. O socorro precisa ser bastante rápido”, recomenda.

Atendimento rápido é fundamental em episódios de mal súbito

Marco Antônio chama a atenção para que esse socorro inicial precisa ser prestado antes mesmo da chegada do atendimento de emergência, visto que o tempo gasto no deslocamento até o local da ocorrência pode gastar minutos preciosos e decisivos na sobrevivência da vítima.

O tempo é uma das variáveis mais importantes nos casos de problemas cardíacos. A solução está em iniciar o atendimento com procedimentos que minimizem a gravidade do mal súbito, elevando as chances de vida do paciente.

O principal recurso nesses casos é o uso do desfibrilador externo automático (DEA). O equipamento faz o diagnóstico preciso dos batimentos cardíacos do paciente e é capaz de restabelecê-los, quando identificada uma parada cardíaca.

“O DEA é um instrumento fundamental para o socorro imediato. É portátil e fácil de manusear, e orienta o operador sobre todos os passos do atendimento, dando instruções inclusive sobre quando e como realizar as compressões torácicas, popularmente conhecidas como massagem cardíacas”, explica o médico.

Ainda de acordo com o médico, embora o desfibrilador não seja um substituto ao atendimento hospitalar, é essencial no socorro inicial, que precisa acontecer antes da chegada do socorro para garantir que o sintoma não seja sinônimo de morte súbita, dando maiores chances de recuperação e tratamento da vítima.

Fonte: Marco Antônio Marques Félix, médico geriatra, instrutor de Suporte Avançado de Vida pela American Heart Association e consultor da Cmos Drake.

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