Infecção urinária na gravidez: Principais sintomas e riscos

Gravidez e maternidade Saúde
23 de Outubro, 2023
Ana Renata de Godoy Ferreira
Revisado por
Enfermeira • COREN SP - 87.661
Infecção urinária na gravidez: Principais sintomas e riscos

A infecção urinária precisa de tratamento adequado, especialmente quando se está esperando um bebê. Na gravidez, ocorrem alterações no organismo da mulher que favorecem o desenvolvimento bacteriano no trato urinário. A compressão da bexiga pelo útero que está crescendo e a ação relaxante da progesterona nos ureteres predispõe que bactérias da pele ou do trato gastrointestinal se proliferem no trato urinário, levando à infecção urinária na gravidez. Entenda mais sobre a condição e como tratá-la.

Leia mais: Vacina contra infecção urinária: como funciona e quando tomar

O que é a infecção urinária? 

A infecção do trato urinário (ITU) é definida como a multiplicação de micro-organismos no trato urinário, o que pode causar sintomas. Assim, existem vários agentes responsáveis pela infecção urinária, como Escherichia coli (65-80% dos casos), Klebisiella, Enterococcus faecalis, Streptococcus do grupo B, Ureaplasma urealyticum, entre outros.  

Sintomas de infecção urinária na gravidez

Como consequência da infecção urinária na gravidez, a mulher pode apresentar alguns sintomas. Por exemplo, dor e ardência ao urinar, sensação de não ter feito toda a urina após a micção, vontade frequente de ir ao banheiro e dor no baixo ventre. Além disso, outro sinal que pode ocorrer na infecção urinária é a presença de pequenos feixes de sangue na urina.

Em alguns casos, a infecção urinária também pode acometer além da bexiga, chegando nos rins, situação chamada de pielonefrite. Assim, esse quadro, caracterizado por febre, calafrios, dor lombar e prostração é uma das complicações na gestação. Dessa maneira, quaisquer desses sintomas precisam de atenção e rápida ação.  

Diagnóstico e tratamento da infecção urinária na gravidez

O diagnóstico de ITU é clínico e confirmado laboratorialmente por exames de urina que indicam se há contaminação bacteriana. Desse modo, a condição surge quando há agentes infecciosos na urina, em quantidades superiores a 100.000 unidades por mililitro de urina (ufc/ml). Esta contagem é feita através do exame de urocultura que analisa o crescimento de colônias de bactérias em uma amostra de urina.

Já o tratamento é feito com antibióticos, medicamentos que aliviam as dores e a febre (se houver) e hidratação. Mas, casos complicados podem exigir a internação da gestante e uso de medicamentos endovenosos. Além do tratamento medicamentoso, a gestante deve manter uma boa hidratação, repouso adequado e adotar medidas para aliviar o desconforto, como a aplicação de compressas quentes na região abdominal inferior.

Condição prejudica o bebê? 

Não há nenhum risco para o bebê quando a mãe faz o tratamento adequado; porém, se os sintomas forem desprezados e a gestante não procurar auxílio médico, é possível que a infecção urinária se espalhe pelo organismo e favoreça um parto prematuro ou um aborto.  

Leia também: Descolamento da placenta: afinal, o que é e quais os riscos

Como evitar

  • Redobre os cuidados íntimos. Ou seja, tenha cuidado com a higiene pessoal e sempre que usar o banheiro, primeiro faça a higienização da vagina e depois a do ânus para evitar que as bactérias da região se proliferem na uretra 
  • Beba pelo menos dois litros de água ao dia.
  • Não segure a urina. Vá ao banheiro sempre que sentir vontade.
  • Urine depois das relações sexuais.
  • Prefira usar calcinhas de algodão. Além disso, evite usar roupas apertadas.
  • Por fim, evite duchas vaginais e produtos químicos na região íntima.

Fonte: Priscilla Caldeira (CRM 176077) – graduada em Ginecologia e Obstetrícia, com especialização em Reprodução Humana pela USP. É médica da Maternidade Santa Joana e Pró- Matre Paulista.

Referência: Ministério da Saúde.

Leia também: Afinal, como lidar com a fome excessiva na gravidez?

Sobre o autor

Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e de profissionais de Educação Física.

Leia também:

Saúde

Proteção contra a gripe começa na gestação

A proteção contra a gripe pode começar antes mesmo do nascimento.  Durante a gestação, a vacinação é uma forma importante de cuidado, ajudando a proteger o

Saúde

Gripe e dengue: os efeitos de tomar duas vacinas no mesmo dia

Com a recomendação de diferentes vacinas ao longo do ano, é comum surgir a dúvida sobre como organizá-las na rotina — inclusive se é possível tomar

Saúde

A vacina do ano passado ainda protege?

Se você está se perguntando se a vacina do ano passado ainda protege, a resposta é: não totalmente. Ela ainda ajuda, mas não garante a mesma