Posso ter gordura no fígado sem saber?

14 de janeiro, 2022

O fígado desempenha inúmeras funções muito importantes para o nosso organismo. Uma das principais é filtrar o sangue e eliminar as toxinas, bem como produzir proteínas, fatores de coagulação, triglicérides, colesterol e bile, por exemplo. Porém, é comum problemas como o acúmulo de gordura no órgão. Dessa forma, muitas pessoas se questionam: posso ter gordura no fígado e não saber? Confira!

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Posso ter gordura no fígado sem saber?

Infelizmente sim, de acordo com Thiago Fraga Napoli, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo. Isso porque a gordura no fígado não causa sintomas característicos. O mais relatado é um cansaço, mas provavelmente deriva de todo um contexto do paciente que tem a causa mais frequente desta doença, que é a obesidade.

Além disso, pode causar ainda inchaço abdominal e olhos amarelados. Mas, a condição só costuma ser identificada através de exames de rotina do paciente. Dessa forma, é indispensável fazer um check up médico. Isso porque, caso a gordura no fígado seja detectada precocemente, aumentam as chances de surgirem, a longo prazo, doenças como cirrose e até câncer hepático. Por isso, a importância de agir rápido e com medicações eficazes.

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O que é a gordura no fígado e como diagnosticar

Quando o assunto é gordura no fígado, diversos fatores podem estar relacionados com o seu surgimento, tais como:

  • Hepatite viral ou doença autoimune
  • Obesidade
  • Sobrecarga de ferro
  • Consumo de substância tóxica (álcool, por exemplo).
  • Doenças autoimunes

O diagnóstico, por sua vez, é feito por exame de imagem, como o ultrassom do abdômen. Detectada, são procuradas as causas que expliquem a origem do problema.

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Como prevenir?

Embora algumas das causas do problema seja um fator “oculto” não reversível, como uma doença autoimune, ou de acúmulo de ferro, por exemplo, existem também os fatores controláveis.

Dentre eles, estão as hepatites virais crônicas, B e C, que são sexualmente transmissíveis e que podem ser evitadas com proteção adequada, além do consumo de álcool em excesso e da obesidade. 

Dessa forma, é indispensável fazer um acompanhamento nutricional preventivo, assim como praticar atividade física, principalmente quem tem tendência familiar, faz uso de medicações que levem ao ganho de peso, ou esteja em ambientes insalubres, com trabalho excessivo e dieta precarizada pela pressa ou falta de planejamento e oportunidade.

Evitar tais fatores podem prevenir que a pessoa atinja um grau de obesidade que deflagre a agressão hepática, por exemplo. Lembrando que para cada pessoa há um limiar de gordura máxima em que essa agressão é alcançada, por isso é importante consultar um médico para investigar melhor.

Fonte: Dr. Thiago Fraga Napoli, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo – SBEM-SP.

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Sobre o autor

Fernanda Lima
Fernanda Lima
Subeditora de nutrição, saúde e bem-estar.