Doação de leite humano supre demanda de apenas 50% dos bebês

A Campanha Nacional de Doação de Leite Humano começou no dia 17 de maio e seu objetivo é incentivar mais mães a se tornarem adeptas deste movimento que salva bebês brasileiros prematuros e de baixo peso. Eles correspondem a cerca de 12% de todos os nascidos vivos no país. 

Recentemente, a doação de leite humano aumentou 7% de 2020 para 2021. No entanto, o alimento recebido pelos bancos de leite e pontos de coleta supre apenas 55% da demanda que existe no país. Assim, a campanha de doação estende-se por um mês, até o dia 16 de junho, com o intuito de mudar este cenário.

“Mais de de 3,2 milhões de litros de leite foram coletados nos últimos 20 anos. A campanha busca sensibilizar todas as mães doadoras do Brasil a realizar esse ato de bondade. A doação é um ato individual, mas sem dúvida nenhuma, traz um benefício para todos”, enfatiza Daniel Pereira, secretário executivo do Ministério da Saúde. 

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Doação de leite humano: qual é a meta da campanha?

O MS busca aumentar as doações do alimento humano para que se oferte 5% a mais de leite materno para recém-nascidos em UTIs Neonatais. As mulheres lactantes que desejarem ser doadoras precisam estar saudáveis e não tomarem nenhuma medicação que possa afetar o aleitamento, já que muitas das substâncias ingeridas neste período podem passar para o bebê por meio dele.  

Atualmente, o território brasileiro possui 225 bancos de leite e 217 postos de coleta. A Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH) criou uma plataforma para que as lactentes encontrem o local mais próximo para doarem seu leite. Caso esta seja sua dúvida, clique aqui para descobrir o local mais perto de você! 

A importância da doação do leite materno está ligada a recomendação da amamentação exclusiva até o sexto mês de vida do bebê. Esta indicação existe porque o alimento vai mudando conforme as necessidades do pequeno e suprindo todas elas. Dessa forma, o intestino infantil o digere bem, a sede do recém-nascido é saciada mesmo em ambientes quentes e secos e sua imunidade recebe a primeira “vacina”. Isso porque “o aleitamento materno protege bebês e crianças pequenas de doenças perigosas”, conclui a Unicef.